Ano 4, nº 2 - ISSN: 1980-0339 
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CHAMADA DE TRABALHOS – ANO V N° 1

A Revista Eletrônica Cadernos de História lança a chamada de trabalhos para a edição ano V nº 1, com seção temática de artigos Religião, Identidade e Cultura e seção livre para resenhas, transcrições comentadas, entrevistas e traduções. O prazo para envio de trabalhos se encerra no dia 1º de março de 2010. Segue abaixo o texto de apresentação desse número.
Frustradas as expectativas de uma completa secularização da sociedade, o final do século XX vivenciou o que diversos pesquisadores consideraram o “retorno do sagrado” marcado pela emergência dos novos movimentos religiosos que, aos poucos, desenharam novos perfis identitários e remodelaram o mapa das pertenças religiosas e institucionais. Isso torna a religião, ainda no início do século XXI, um campo de pesquisa aberto, que tem demandado das ciências humanas e sociais imensos esforços no sentido de reorganizar os referenciais teóricos, construindo abordagens capazes de dialogar com esta realidade rica e amplamente diversificada.
Os debates sobre a secularização, as transformações das crenças religiosas no processo histórico, a emergência de novas religiões ou de movimentos religiosos cada vez mais distantes das grandes instituições, o renascimento dos integrismos e fundamentalismos e o crescimento dos que declaram ateus ou sem qualquer pertencimento religioso têm aberto aos estudiosos da religião uma ampla gama de possibilidades de pesquisa que começam agora a ser exploradas.
A relação entre Religião, Identidade e Cultura nos parece, então, estimular uma reflexão sobre as muitas modalidades de filiação religiosa, que marcam a trajetória tanto das igrejas e de seus imensos edifícios institucionais, quanto de indivíduos que buscam novas formas de vivenciar sua espiritualidade e sua fé. O tema cobre também o imenso leque que vai das crenças às religiões milenares do oriente e do ocidente e dos sistemas filosóficos que as embasaram ou refutaram em diversos tempos históricos. Estimula-nos também a pensar a religião nas suas continuidades e rupturas com abordagens teóricas e metodológicas que passam não apenas pela História, mas também por diversos outros campos do conhecimento.
É a partir dessas preocupações e de uma perspectiva multidisciplinar que a edição ano V nº 1 objetiva fomentar a produção de artigos que enfoquem os temas relacionados à Religião, Identidade e Cultura e propõe o desafio de repensar a inserção do religioso como temática relevante no campo de pesquisa atual, buscando ainda apontar novos temas e fontes, conceitos e abordagens que auxiliem na compreensão do religioso em suas muitas formações históricas e culturais.

Normas de Publicação:

Uma vez encaminhada a colaborações para o conselho editorial, os autores concedem à Revista Eletrônica Cadernos de História todos os direitos autorais referentes aos textos publicados. Ao Conselho Editorial, reserva-se o direito de publicar ou não o material espontaneamente enviado à redação. Aos Editores é resguardado o direito de diagramar os textos conforme o padrão gráfico da revista.
As colaborações serão avaliadas por um parecerista, havendo também uma revisão gramatical e ortográfica. Manter-se-á em sigilo o nome dos autores, pareceristas e revisores. O autor do trabalho deverá realizar as possíveis alterações propostas no parecer e na revisão gramatical e ortográfica, adequando o texto à formatação sugerida abaixo. Efetuadas as possíveis alterações, a colaboração deverá retornar ao Conselho Editorial através do e-mail cadernosdehistoria@yahoo.com.br para publicação.


As colaborações poderão ser feitas sob as seguintes formas:

  1. Artigo inédito (entre 15 e 25 laudas incluindo a bibliografia)

  2. Resenha Crítica de Livro (entre 4 a 6 laudas) [Livros de no máximo 4 anos de publicação]

  3. Transcrição Comentada de Documentos Inéditos

  4. Entrevistas

  5. Tradução (autorizada pelo autor)


Especificações:

  1. Os trabalhos devem ser inéditos e obedecer rigorosamente às normas de publicação listadas abaixo.

  1. As colaborações devem ser enviadas em formato eletrônico (Microsoft Word 97- 2003) para cadernosdehistoria@yahoo.com.br.

  1. Devido ao fato das edições da Revista Eletrônica Cadernos de História serem temáticas, os artigos devem estar obrigatoriamente relacionados ao tema da edição. As Resenhas e Transcrições Comentadas fazem parte da “Seção Livre”, e, portanto, não estão obrigatoriamente ligadas à temática do número. Contudo, terão prioridade aquelas ligadas ao tema da edição.

  1. Serão aceitas resenhas críticas de livros publicados no máximo á 4 anos. Casos especiais serão analisados pelo Conselho Editorial.

  1. Os artigos deverão ser apresentados na seguinte seqüência:

  • Título; autor; titulação acadêmica e vinculação institucional; e-mail; caso o trabalho apresentado for fruto de projeto de pesquisa vinculado a órgãos de fomento ou associado a grupos de pesquisa, este deve ser citado em parágrafo separado antes do início do texto.

  • Resumo em português e 3 palavras-chave.

  • Abstract e 3 key-words.

  • Texto

  • Bibliografia (em ordem alfabética, devem constar somente referências bibliográficas citadas no texto. Seguir a NBR-6023 da ABNT).

  • Siglas e abreviações, quando de suas primeiras citações, deverão estar seguidas de suas significações.

  • Anexos (informação original importante ou detalhamento indispensável para a compreensão do texto)

  • Fotos/Figuras/Tabelas/Gráficos (devem ser enviados em arquivo separado, com legenda, citação de fonte e indicação precisa, página, e entre quais parágrafos, deve ser inserida no texto. Imagens deverão ter resolução mínima de 300 dpi.


  1. Formatação dos Artigos:

  • Corpo do texto e bibliografia: fonte Times New Roman 12; espaçamento entre linhas 1.5; título em negrito e tamanho 14; margens esquerda e direita de 3,0 cm; margens superior e inferior de 2,5 cm; papel A4.

  • Rodapé (as notas explicativas devem constar no pé de cada página): fonte Times New Roman 10, espaço entre linhas simples, justificado.

  • As referências bibliográficas devem aparecer no corpo do texto, indicando sobrenome do autor, data de publicação, página citada (Ex: SILVA, 2008:1). As citações indiretas não contêm aspas e não é colocado página (Ex: SILVA, 2008). A referência completa deve constar na bibliografia ao final do texto. Os usos de ibdem, idem, apud e passim devem respeitar as regras da ABNT.

  • As citações de até três (3) linhas deverão vir entre aspas no corpo do texto. As citações de mais de três linhas devem vir destacadas, sem aspas, com recuo à esquerda de 4 cm, com espaço entre linhas simples e com letra tamanho 11; ambas seguidas das devidas referências no corpo do texto (Ex. acima). As eventuais intervenções no meio de uma citação (cortes indicados por reticências ou introdução de termos) devem ser colocadas entre colchetes. Os usos de ibdem, idem, apud e passim devem respeitar as regras da ABNT.

  • Citação de livros: SOBRENOME, Nome. Título do livro em itálico. Edição. Cidade, Editora, ano, quantidade de páginas.

  • Citação de dissertações e teses: SOBRENOME, Nome. Título da tese ou dissertação em itálico. Ano. Tese/Dissertação. Nome do Programa de Pós Graduação, Instituição, Cidade, Ano.

  • Citação de artigos: SOBRENOME, Nome. “Título do artigo”. Título do periódico em itálico, Cidade, vol., nº, p. inicial-final, data.

  • Citação de capítulo de livros: SOBRENOME, Nome: Título do capítulo In: AUTOR(ES) DO LIVRO. Título do livro em itálico. Cidade: Editora, Ano, p. ou pp.

  • Citação de Trabalhos apresentados em eventos: SOBRENOME, Nome. Título do trabalho. In: NOME DO EVENTO, Cidade. Anais...: INSTITUIÇÃO, ano.

  • Citação de entidades coletivas: NOME DA ENTIDADE. Título do trabalho citado. Cidade: Editora, ano.



    1. Normas específicas para transcrição comentada de documentos:

  • Nas transcrições comentadas de documentos deverão ser observadas as normas de publicação e de formatação dos artigos.

  • Um fac-símile é uma reprodução mecânica do documento (fotocópia/digitalização);

  • A transcrição diplomática ou paleográfica tem por objetivo mostrar o documento tal como ele é, o mais próximo possível da forma original. A transcrição deve ser literal e trans-linear. Mantêm-se a ortografia e gramática, as quebras de linha, abreviaturas e letras maiúsculas bem como os espaços entre as palavras.

  • A transcrição crítica demonstra os conhecimentos periféricos já produzidos dobre algumas determinadas expressões e acontecimentos históricos sobre os quais o documento faz menção. Sendo assim, esta forma de transcrever possui forte caráter didático, pois fornece ao leitor informações mais requintas a respeito da contextualização histórica do documento. É feita de forma linear e deve-se manter a ortografia e gramática original. Indicam-se as quebras de linhas com barras “/”, desdobram-se as abreviaturas usando colchetes, conservam-se as letras maiúsculas, alteram-se os espaços entre as palavras e usa-se “< >” para indicar anotações à margem.

  • Já a transcrição popular, tem como objetivo o acesso do público que não pertence ao ramo da historiografia à fonte documental. É Linear. Desdobram-se as abreviaturas e atualizam-se a ortografia e gramática. Usam-se termos como: “indecifrado”, “ilegível”, “corroído” ou do indicativo “?” entre colchetes quando necessário: [?], [corroído], [ilegível] ou [indecifrado].

Para as colaborações enviadas à Revista Eletrônica Cadernos de História: publicação do corpo discente do departamento de história da UFOP exige-se o último modelo, isto é, a transcrição popular. Casos especiais serão analisados pelo Conselho Editorial. Seguem alguns detalhamentos que deverão ser criteriosamente observados.

  • A grafia das palavras, a acentuação e a pontuação das frases serão atualizadas tomando-se o cuidado de não alterar o sentido da oração.

  • Na transcrição a disposição das palavras no período pode ser alterada, juntando-as ou separando-as quando necessário. Por exemplo: “porqueanaoserassy” seria transcrito como “porque a não ser assim”.

  • Abreviaturas devem ser desdobradas, mesmo aquelas que, ainda hoje, são usuais. O desdobramento dos termos deve ser feito com cuidado e critério. Para isso recomenda-se um dicionário de abreviaturas e o cotejamento com outras fontes. É, contudo, preciso observar as variações nas abreviações. Exemplificando: a palavra “majestade” pode aparecer abreviada como magde ou mge.    

  • Quando necessário, o “s”, especialmente o caudado, será transcrito como “ss”.

  • As chamadas “letras ramistas” (b, v, i, j) podem ter valor duplo, isto é, em determinados casos o J e o V podem ter o valor de I e U. Nesses casos, raros na documentação de Minas Gerais, opta-se pela modificação das letras respeitando a forma vigente atual.

  • Quando o documento apresentar enganos, omissões, repetições e truncamentos que comprometam o entendimento do texto é sugerido o uso do termo latino [sic] entre colchetes.

  • Os sinais de nasalização ou til, quando com o valor de m e n, serão vertidos. Por exemplo, “forão testemunhas” deve ser transcrito como “foram testemunhas”.

  • Quando a leitura paleográfica de uma palavra for duvidosa utiliza-se, depois da mesma, uma interrogação dentro de colchetes. [?]

  • Palavras que se apresentem parcial ou totalmente ilegíveis ou mesmo danificadas, mas cujo sentido textual permita a sua reconstituição, serão colocadas entre colchetes.

  • Palavras ilegíveis ou indecifráveis serão suprimidas na transcrição e em seu lugar utilizam-se respectivamente os termos [ilegível] e [indecifrado] entre colchetes e grifado, no primeiro caso.

  • Linhas ou palavras corroídas, rasgadas ou totalmente borradas serão identificadas com a palavra “corroída” entre colchetes, grifada e com a estimação de quantas palavras ou linhas danificadas [corroídas, 6 palavras/linhas]

  • As assinaturas em rubrica serão transcritas da seguinte forma: [rubrica]

  • Os sinais públicos serão indicados entre colchetes e grifados. [sinal publico]

  • Documentos mistos, isto é, impressos e manuscritos, serão transcritos com tipos diferentes.

  • Os impressos, formulários, timbres, fichas, padrão etc., deveram ser descriminados entre colchetes e grifados [estampilha, 200 reis], [selo] etc.

  • Em nota de pé de página, apresentar a referência completa do documento, incluindo as páginas ou folhas, quando houver especificação.

Para um melhor detalhamento sobre a reprodução de documentos escritos ver: ARAÚJO, Emanuel. Publicação de documentos históricos. Rio de Janeiro: Ministério da Justiça/Arquivo Nacional, 1985. e BERWANGER, Ana Regina; LEAL, João E. Franklin. Noções de Paleografia e de Diplomática. 2.ed. Santa Maria: Editora da UFSM, 1995.


    1. Declaração de Ineditismo:


  • Deverá ser enviada ao endereço físico da Revista uma declaração de ineditismo da contribuição encaminhada, que deve seguir o seguinte modelo:


Data/ local

Declaração de Ineditismo

Declaro objetivando a publicação do artigo (título) [Resenha, entrevista ou transcrição], de minha autoria, que este nunca foi publicado em qualquer meio, seja impresso ou digital.

Assinatura


  • O endereço de envio deverá ser o seguinte:


Conselho Editorial

Revista Eletrônica Cadernos de História:

Publicação do corpo discente do departamento de história da UFOP

Rua do Seminário, s/n - Centro

Mariana - MG

35420-000