EDU 01-07

ESTUDOS DO “CURSINHO POPULAR” DA UFJF
Avaliação Educacional e Experiências Similares no Brasil
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Fernando Tavares Júnior2

O objeto deste trabalho são estudos de avaliação educacional realizados através das informações disponibilizadas pelas atividades regulares do Cursinho DCE-MTE-PRORH acerca de rendimento acadêmico e situações que o afetam como: a) defasagem de aprendizagem trazidas do ensino médio, b) acompanhamento do rendimento dos alunos ao longo do ano em que estão no Cursinho, c) estudos comparativos sobre o perfil sócio-econômico da população inscrita no projeto (mais de mil por ano), d) a evasão do projeto (que atinge em torno de 50%), e) catálogo de experiências semelhantes no Brasil (através de reportagens, internet, telefonia, dentre outras fontes), f) resultados atingidos, g) rendimento de egressos desses projetos na UFJF.

Contextualização

O “Cursinho Popular” nasceu como iniciativa do Diretório Central dos Estudantes – gestão 1999. Para viabilizar esse projeto, o DCE procurou o Departamento de Métodos e Técnicas da Faculdade de Educação, solicitando que o MTE coordenasse um projeto de extensão tendo como formato um Cursinho Popular voltado para as camadas mais carentes da população de Juiz de Fora. A Pró-Reitoria de Recursos Humanos, através da Gerência de Benefícios, desde o início somou esforços financeiros (com bolsas), logísticos (com material didático) e políticos (negociações para viabilização das salas), formando-se assim, entre a PRORH, o MTE e o DCE, a parceria responsável pelo projeto.

Ao planejar a operacionalização das atividades, o MTE voltou-se para uma identidade pedagógica ligada à educação continuada de qualidade, voltada para classes subalternas e que também possibilitasse o acesso aos exames seletivos da UFJF, notadamente o vestibular. Foram tomados todos os cuidados éticos para que não houvesse qualquer envolvimento entre as equipes que formulam os exames e os professores do Cursinho. Esses professores são, prioritariamente, alunos dos cursos de licenciatura que estão matriculados nas disciplinas do MTE (Didática e Prática de Ensino). Sempre houve uma preocupação com a construção de um espaço de formação permanente de futuros professores, em que o ensino e a extensão formam um conjunto único de reflexão pedagógica.

Além da interação entre ensino e extensão, ao longo do projeto foram surgindo indagações mais radicais acerca desse contexto educativo. Tais preocupações se traduziram em pequenos projetos acadêmicos que professores e estudantes levaram a cabo, tendo-se obtido resultados muito importantes tanto para o andamento das atividades internas quanto para a formação dos licenciados. Contudo, devido à rigidez de prazos à necessidade de respostas rápidas que orientassem o planejamento das ações, essas iniciativas não seguiram os trâmites burocráticos cabíveis a um projeto de pesquisa regular da UFJF. Entretanto, dentre todas as ações levadas adiante, como as aulas, os plantões, os simulados, o acompanhamento pedagógico, a orientação vocacional, algumas amadureceram – sinalizando para a necessidade de sistematização das informações em estudos que possam aprofundar a investigação de metodologias de ensino e avaliação, rendimento e mobilidade social, sendo depois tornados públicos no interesse do desenvolvimento científico acerca da educação de jovens e adultos das camadas populares, ensino médio e superior e avaliação educacional.

Referencial teórico

Para analisar a avaliação educacional em projetos livres, como é o caso dos “Cursinhos Populares”, não cabe utilizar os mesmos referenciais aplicados à escola pública. As pesquisas e estudos a respeito de avaliação e análise de desempenho, ou melhoria de rendimento, focam-se em questões como aprovação ou reprovação, relação professor aluno na escola formal, provas bimestrais e a cultura da reprovação, a evasão como reprovação branca, enfim um conjunto de categorias adequadas ao fenômeno escolar, porque coerentes com seu funcionamento e lógica, mas inadequadas a um contexto em que não há reprovação, não há obrigatoriedade de adesão, ou seja, é voluntário, as provas não explicitam notas, não funcionam como instrumento de poder e barganha do professor, enfim são faces distintas.

Neste projeto, pretende-se analisar a avaliação de maneira diferenciada, com categorias típicas do contexto estudado. As análises de rendimento serão baseadas em uma estratégia comparativa entre os diferentes procedimentos aplicados ao longo do ano e acompanhamento de sua evolução. Tentar-se-á correlacionar as alterações no rendimento às ações do aluno, do projeto e outras variáveis que forem identificadas no processo. Em relação à inserção de camadas populares em projetos de educação continuada objetivando o ingresso no ensino superior, ressaltaremos uma análise eminentemente econômica.

Economicamente, a educação científica e tecnológica que caracteriza o ensino superior nunca foi defendida hegemonicamente como objeto de universalização, algo distinto do ensino fundamental e médio. O ensino superior geralmente é entendido como caro e destinado a uma “elite intelectual”, que fará uso adequado e proveitoso dos conhecimentos aprofundados obtidos na universidade. Sendo assim, a educação superior deveria ser estendida a um grupo mais “hábil intelectualmente” da população, porque representaria, mais do que um benefício social e cultural, um instrumento essencial ao desenvolvimento industrial e econômico, porque formaria melhores inventores para a indústria, melhores dirigentes, formadores, e uma sociedade mais eficiente e com maior produtividade.

Além disso, o avanço tecnológico depende de descobertas e inovações científicas que possibilitem o contínuo progresso da base técnica. Para Alfred Marshall, economista liberal inglês, a educação sempre deveria ser um direito social porque também entre os filhos dos operários encontrar-se-iam “gênios” capazes de elevar o desenvolvimento econômico.

As leis que governam o nascimento dos gênios são inescrutáveis (...) não é impossível que mais da metade dos gênios que nasçam num país pertença a essa classe (operária): e deles, a maior parte não se desenvolve por falta de oportunidade. Não há extravagância mais prejudicial ao crescimento da riqueza de uma nação do que esse desperdício, que faz com que se percam, num trabalho inferior, os homens de talento nascidos de pais pobres. (Marshall, 1996, p 267-8)

Enquanto economista liberal, a preocupação de Marshall era principalmente com a educação básica. Suas investigações eram, portanto, ligadas a interesses econômicos e não havia uma preocupação sobre organização de sistemas educacionais mas sim sobre a relação entre economia e educação, e o que ele destaca é que as melhorias da educação acabariam contribuindo para o desenvolvimento da sociedade como um todo. Essa preocupação se materializou na recomendação, por parte de Marshall, de que a educação básica se estendesse a amplas camadas da população, o que de certa forma pode explicar a extraordinária expansão dos sistemas educacionais no mundo desenvolvido da época. Além da educação básica, havia a preocupação tecnológica, que hoje alcança os níveis superiores do sistema de ensino.

Podemos concluir, portanto, que não se podem medir as vantagens de consagrar fundos públicos e particulares para a educação do povo apenas pelos seus frutos diretos. Até mesmo como uma aplicação de capital, é vantajoso dar às massas maiores oportunidades do que as que possuem atualmente, pois é só por esse meio que todos aqueles que morreriam desconhecidos terão o impulso necessário para fazer brotar suas aptidões latentes. E o valor econômico de um único gênio industrial é suficiente para cobrir as despesas da educação de toda uma cidade. (Marshall, 1996, p 271, grifos nossos)

Marshall defende que a progressão de um garoto “bem dotado intelectualmente” deveria se fazer de uma escola para a outra, inclusive com fundos e subsídios estatais. Sua preocupação é com a possibilidade de filhos de famílias que não têm condições de sustentar os serviços educacionais privados possam alcançar os graus mais elevados da escolaridade para poderem desenvolver seu talento e gerar desenvolvimento para sua região e sua nação ao melhor utilizar suas aptidões intelectuais.

“Nenhuma mudança seria mais conducente a um rápido aumento da riqueza nacional como uma melhoria das escolas, especialmente dos ginásios, desde que combinada com um sistema de bolsas de estudo que habilitassem os filhos mais inteligentes de um trabalhador a subir gradualmente de uma a outra escola, até que tivessem adquirido a melhor educação teórica e prática que sua época fosse capaz de oferecer”. (Marshall, 1996, p 268)

As afirmações de Marshall aplicam-se desde o século XIX até os nossos dias. A educação de qualidade deve ser universalizada, alcançando todos os segmentos da população, e estendida também para regiões onde as transformações no processo de trabalho ainda não atingiram um nível tecnológico avançado, concorrendo então para a elevação da competitividade sistêmica do país.

Se a meta é uma maior produtividade sistêmica, o que se deve buscar (...) é a elevação do nível de escolaridade da população como um todo, e não apenas daqueles que, nesta ou naquela empresa, neste ou naquele setor, estarão mais diretamente envolvidos com as novas tecnologias. Diferentemente das soluções típicas do fordismo, os problemas de qualificação do trabalhador direto não se resolvem mais por tentativas isoladas ou setoriais e nem pelo atendimento apenas parcial da população em idade escolar. (Fogaça, 1994, p 97)

A competitividade sistêmica depende da educação básica, mas não podemos negligenciar a formação científica e tecnológica. Nunca, na história do capitalismo, o avanço da ciência representou tanto poder econômico como hoje. A produção tecnológica depende de estruturas avançadas, laboratórios, financiamentos, mas ela não se faz sem intelectuais bem preparados para organizar o processo científico.

No caso da produção econômica, quanto melhor e mais desenvolvido é um processo, mais eficiente é sua repetição e melhores resultados ele disponibiliza, por isso a gerência, o planejamento são tão relevantes, bem como o binômio P&D (Pesquisa e Desenvolvimento). Assim, muito melhor será ter bons empreendedores, gerentes inovadores, enfim pessoas que puderam exercer sua criatividade e inteligência com mais eficácia porque puderam estudar e conseguiram sair do destino econômico de se atrelar a funções pouco qualificadas.

Sobre o estudo qualitativo referente ao surgimento de “Cursinhos Populares’, como citado anteriormente, não encontramos publicações que tratem dessas experiências. Esse projeto tem semelhanças com muitos outros que surgiram no Brasil, principalmente nos anos 90, que ligavam voluntários a pessoas oriundas de classes subalternas (“carentes”) que conseguiram concluir o ensino médio mas não passam no vestibular principalmente de Universidade Públicas Gratuitas e, portanto, estavam excluídas do sistema de ensino por não poderem pagar “cursinhos preparatórios” nem faculdades particulares.

Esses voluntários em geral eram também pessoas da mesma classe dos estudantes universitários ou profissionais que haviam conseguido superar essa barreira e se prontificavam a “ajudar” seus vizinhos, parentes, conhecidos ou simplesmente se alistavam para um serviço comunitário, por inspiração religiosa, cidadania, ou outra motivação qualquer. Vale ressaltar que não havendo estudos rigorosos sobre esses movimentos, todas as indicações são imprecisas e muito ligadas a fontes documentais da grande imprensa, como jornais, revistas e a internet.

As aulas, em geral, são à noite e nos fins de semana. Os custos são muito baixos e os resultados, pontuais. Não encontramos nenhuma tabulação confiável sobre esses dados para que possamos traçar um panorama desses projetos no Brasil. Os materiais e locais são normalmente descritos como doados, cedidos, emprestados, enfim dependentes da boa vontade de alguma instituição ou pessoa física. Inicialmente, ações como o “Cursinho do DCE” poderiam ser identificadas como movimentos em busca direitos sociais como educação. Essa identificação seria a mais fácil de ser justificada e de ser pesquisada, além de encontrar relevância política ao aceitar a proposição de que os “movimentos sociais vêm tendo um importante papel na história recente” (MUNCK, 1997, p 105)

Entretanto não é tão simples sua identificação como movimento social, aqui entendido como “um tipo de ação coletiva orientada para a mudança, em que uma coletividade de pessoas ou uma massa descentralizada é dirigida, de modo não hierárquico, por um ator social” (MUNCK, 1997, p 105). As noções de iniciativa, de direção, de reivindicação, de objetivo estão ligadas à própria definição e surgimento do movimento, portanto nem todas as experiências de “Cursinhos Populares” podem ser entendidas como tal – como a da UFJF.

É necessário compreender um pouco mais as experiências de projetos como da UFJF e construir uma análise adequada ao fenômeno singular que marca essa movimentação social. Ao invés de partir de um referencial teórico pré-determinado e estático, optou-se por uma estratégia que possibilitasse a construção de novas categorias de análise, a partir das relações entre marcos teóricos que tratam de fenômenos semelhantes e as produzidas durante a pesquisa do contexto específico. Assim, a construção teórica se dá ao longo da pesquisa, através de comparações entre os eventos investigados e pressupostos teóricos que mais demonstrarem poder explicativo para a interpretação desses eventos característicos do contexto que define o objeto de pesquisa. A metodologia nesse caso basear-se-á na Grounded Theory, por se tratar de uma ferramenta de pesquisa que possibilita a constante relação entre as categorias de campo, os conceitos analíticos e a construção teórica interpretativa, baseada no comparação entre as constatações obtidas no campo e as teorias correntes sobre o fenômeno. De acordo com Strauss (1994):

Grounded Theory é uma metodologia geral usada do desenvolvimento de uma teoria baseada em dados sistematicamente coletados e analisados. A teoria evolui durante a pesquisa real, e o faz devido à contínua interação entre análise e coleta de dados. (p 273 - tradução do original em inglês)

Dentre os procedimentos de pesquisa, serão aplicados o estudo bibliográfico das categorias conceituais que caracterizam o fenômeno, a revisão e análise do material coletado durante os anos de 1999 e 2000, procedimentos sistemáticos de codificação do material coletado no campo, a comparação entre as categorias de análise e a descrição do fenômeno observado no campo de estudo, a proposição de questões geradoras de novas análises e a proposição de novas categorias analíticas. Esses instrumentos serão coordenados em relatórios internos de pesquisa que preservarão a permanente relação entre as categorias analíticas e a densidade (conceitual e descritiva) adequada.

Certos procedimentos tornaram esta metodologia (Grounded Theory) eficaz e influente. Além da constante realização de comparações, estes procedimentos incluem a solicitação sistemática de questões geradoras e relacionadas ao conceito, amostragem teórica, procedimentos sistemáticos de codificação, diretrizes para obter densidade conceitual (e não meramente descritiva), variação e integração conceitual (Strauss, 1994, p 275 - tradução do original)

Analisando as correntes interpretativas européias e norte americanas, Gerardo L. MUNCK percebe duas linhas diferentes e potencialmente complementares. A linha norte americana é baseada na estratégia de ação do movimento, muito influenciada pelo ator social que o direciona. A linha européia baseia-se na constituição da identidade dos membros do movimento, logo a identidade do movimento e a construção estrutural dos atores sociais. Ele cita três categorias que podem ser centrais para o entendimento dos movimentos sociais, que seriam peças constitutivas de uma teoria dos movimentos sociais: formação de atores, coordenação social, estratégia política. A formação de atores está ligada ao surgimento dos fundadores do movimento e sua inserção como direcionador do movimento “isto é, do ator social que organiza e orienta um movimento”. O problema da coordenação está ligado às “dificuldades de se organizar aquela massa descentralizada”, e a “estratégia política está ligada à orientação para a mudança”. (MUNCK, 1997, p 110)

Entretanto reiteramos que pretendemos utilizar essas referências como norteadores da pesquisa, mas não com as categorias rígidas já elaboradas. O estudo desses projetos de educação livre para ingresso no ensino superior prevê uma grande variedade de contextos sociais em que eles surgiram e foram implementados, portanto deverão ser analisados de maneira flexível e atenta a essas idiossincrasias. Ainda não se pretende obter análises nem conclusões passíveis de generalizações imediatas mas, sim, a densidade descritiva e conceitual que caracteriza o fenômeno dos “Cursinhos Populares”.

A pesquisa como um todo caminha em duas linhas diferentes. Uma ligada à pesquisa quantitativa e voltada para a organização, produção e análise de dados de rendimento educacional dos alunos do projeto e de estudantes de classes subalternas (“alunos carentes”) da UFJF, tanto atuais como egressos. Outra linha de investigação, ligada à pesquisa qualitativa, voltar-se-ia para a pesquisa de contextos educacionais semelhantes ao projeto da UFJF, no intuito de definir suas características, descrever sua trajetória, definir tipologias e catalogar experiências para uma futura proposição de um Fórum Nacional dessas organizações.

Linha 1. Avaliação

Embora já existam dados incipientes em relação a essas ações, não há condições operacionais para o desenvolvimento de pesquisas porque não há bolsistas para realizar esse trabalho, uma vez que todos os “bolsitas-professores” têm sua carga horária tomada e a coordenação esteve sempre sobrecarregada com as atividades que estão sob sua responsabilidade. Dentre as ações acima mencionadas no primeiro parágrafo, já são regulares as atividades que produzem informações sobre as três primeiras, e, por isso, são esses os estudos que primeiramente serão desenvolvidos e tornados públicos, uma vez que não é possível trabalhar com todos de forma concomitante. As últimas linhas de ação serão desenvolvidas depois, sendo construídos bancos de dados que possam ser analisados progressivamente ao longo dos meses seguintes.

Dadas as características do “cursinho”, como tênue regulamentação legal e ampla liberdade de ação, a coordenação pedagógica tem grande controle sobre as características e funcionamento do Cursinho. Isso configura esse contexto como propício a iniciativas inovadoras e ousadas – o que já tem ocorrido. Esse contexto simula um “laboratório” natural para trabalhos conjuntos na área educacional, sempre respeitados todos os preceitos éticos, sociais e acadêmicos pertinentes a esse tipo de atividade.

Embora o termo “laboratório” seja inadequado para as intenções do projeto, ele se mostra ilustrativo para mostrar que as atividades desenvolvidas são passíveis de controle por seguirem orientações estritas da coordenação e estarem num espaço propício a inovações. Tais inovações não oferecem risco ou dano aos “alunos”, à sua saúde ou integridade. É garantido o anonimato aos participantes e suas informações são sigilosas bem como os resultados das pesquisas. Nos dois primeiros anos de funcionamento não foi registrada nenhuma reclamação a esse respeito em relação às ações educacionais do projeto.

Avaliação: análise do rendimento e do comportamento discente

Os estudos sobre avaliação educacional dedicam-se às variáveis que atuam sobre o rendimento educacional e as implicações dos ganhos educacionais sobre a vida dos alunos e egressos. Os estudos se preocupam basicamente com:

a) Seleção para ingresso e relação entre nível sócio-econômico e desempenho escolar;

b) Defasagem de aprendizagem em relação ao Ensino Médio;

c) Evasão do Projeto;

d) Evolução do rendimento educacional e correlação com metodologias de ensino;

e) Metodologias e práticas de ensino;

f) Laboratório para testagem de questões e pré-testagem de formulários de pesquisas;

g) Desempenho em testes (simulados) e no vestibular;

h) Para os aprovados na UFJF: rendimento acadêmico de “alunos carentes”;

i) Para os egressos da UFJF: mobilidade social a partir da conclusão da graduação;

j) Condicionantes sócio-econômico e mobilidade social: individual e familiar;

Tais estudos são reconhecidamente diversos, uma vez que objetivam a articulação entre diferentes áreas do conhecimento e suas interseções com a educação. Toda essa ambiciosa pretensão se baseia na observação do Cursinho como um contexto rico de estudo que possibilita a inclusão de vários pesquisadores da UFJF e de outras instituições. As áreas citadas acima foram aquelas que primeiro despertaram interesse para estudos, o que de forma alguma impossibilita a ampliação desse leque. Daí a opção por descrever o projeto como Estudos do Cursinho Popular ligados à área de Avaliação Educacional.

A proposta inicial foi trabalhar com dados secundários, ou seja, aproveitar os dados e informações já produzidos, uma vez que estão de acordo com padrões e normas da prática acadêmica de pesquisa. Tais informações poderiam ser “perdidas” se não analisadas com maior atenção num espaço transdisciplinar que extrapola os objetivos imediatos da extensão universitária.

Seguindo essa linha, primeiramente foi feita uma organização geral dos dados e sua posterior tabulação, ainda em fase de padronização Os primeiros bancos de dados alvos de atenção foram os que continham todas as informações geradas pelo projeto em seus dois primeiros anos de funcionamento, descrevendo sua estratégia de produção e seus resultados. Paralelamente, orienta-se a organização dos dados que normalmente são produzidos no ano corrente, no intuito de se formatar uma padronização.

Posteriormente, as atividades se subdividiram, acompanhando as ações regulares da coordenação pedagógica do projeto. Dessa forma a pesquisa não propõe uma metodologia única para a sua execução, mas prevê a flexibilidade metodológica necessária para a viabilidade de investigações diferenciadas. Ainda assim, existe um conjunto de rotinas de trabalho e bancos de dados que oferecem a base para o início das investigações. Dentre estes, cabe destacar:

a) Seleção para ingresso: dados pessoais, sócio-econômicos, história escolar.

b) Avaliação diagnóstica: no início do ano, visando a identificação de defasagens de aprendizagem e orientação de estudos complementares e atendimento personalizado.

c) Plantão de área e exercícios (lista de desafios): atendimento a grupos de alunos por área de conhecimento, de acordo com suas carências, e aplicação de exercícios para identificação de dificuldades de aprendizagem;

d) Acompanhamento pedagógico e orientação vocacional: ligado à coordenação e desenvolvido por estudantes de pedagogia, esse trabalho acompanha o desenvolvimento dos alunos e desenvolve atividades de orientação vocacional.

e) Estudos Independentes: conjunto de propostas de atividades para que o aluno realize em casa, conforme sua necessidade e demanda.

f) Testes padronizados discursivos e objetivos ou “simulados”: tradicionais testes com questões típicas de avaliação educacional e exames seletivos.

g) Atendimento personalizado e entrevistas com alunos: canal de comunicação entre alunos e a coordenação, normalmente ligado a um projeto temático específico, como histórico escolar ou condições de vida dos alunos.

h) Dados do público do Vestibular e das solicitações de isenção de taxas e concessão de bolsas: dados produzidos regularmente pela UFJF e que disponibilizam informações importantes sobre os alunos e egressos.

i) Índice de Rendimento Acadêmico (IRA): uma das medidas de acompanhamento do rendimento de egressos do Cursinho e estudantes da UFJF (se autorizado).

j) Orientação e avaliação dos professores (bolsistas): conjunto de ações (reuniões, planos, questionários para alunos, dentre outras) que objetivam orientar os bolsistas e avaliar seu desenvolvimento acadêmico e profissional.

Esses dados são analisados em seu conjunto e complementados conforme a demanda da investigação. Os dados são digitados e formatados em padrão que permite sua posterior articulação com outros dados de outros bancos (key variable).

Em todos os casos, serão tomadas providências para garantir o sigilo das informações e o anonimato dos sujeitos. Destaca-se também que qualquer pesquisador da UFJF pode analisar diversas informações ligadas ao Cursinho Popular de acordo com sua demanda. Independente deste projeto de pesquisa, uma das bolsas do projeto ligadas à coordenação é também ligada a trabalhos de tratamento dos dados: edição de formulários e testes, digitação, organização de bases de dados e manutenção geral dos arquivos. Essas atividades já desenvolvidas deverão ser orientadas de acordo com as normatizações deste projeto de pesquisa, o que possibilitará que, de acordo com as necessidades de um pesquisador da UFJF, sejam disponibilizados dados, respeitadas as normas éticas relativas aos bancos.

Seleção

A seleção é feita normalmente em fevereiro, por volta do dia 10 e são solicitados dos interessados: histórico escolar (verificar se estudou em escola pública e freqüência notas), contas de luz, telefone e IPTU (área construída), comprovantes de consumo e renda e residentes no domicílio. São construídas escalas seletivas a partir de critérios econômicos e educacionais – Quadro 1. Todos os casos entram na primeira análise. São mantidos os casos que não marcaram pontos a cada etapa com escore zero naquela escala. O cruzamento das duas escalas (educacional e econômica) permite uma primeira análise para seleção – quadro 2. Percebe-se portanto que os indicadores mais exigentes foram os educacionais ao classificar 438 inscritos e excluir outros 503. (vide anexo)

Da mesma forma, os indicadores econômicos classificam 627 e excluem 180. Após a seleção dos primeiros 304, que comporão a lista global com os primeiros chamados e os excedentes, parte-se então para separação enter os dois grupos. Mais uma vez são selecionados grupos a partir da diagonal da matriz produzida pelo cruzamento das duas escalas acima referidas, iniciando pela casa inferior esquerda já que as escalas tem polaridade inversa, ou seja, para a educacional, o melhor desempenho ganha o número 1 (mínimo), e para a econômica o número 8 (máximo).

A seleção atinge em torno de mil inscritos que em sua maioria são carentes e realmente precisam de apoio externo para continuar estudando. O perfil dos inscritos para o ano de 2000 tinha características típicas de grupos jovens moradores de bairros de baixa renda (vide anexo). Em torno de 21 anos, metade trabalha e outra desempregada, originados da escola pública, morando em casas de 60 metros quadrados, consumindo menos de 200 KWh/mês, com renda familiar entre R$300,00 e R$600,00. Ainda que esse fosse o perfil médio, apenas 15% teriam vagas no projeto, o que reduziu ainda mais o rigor de seleção para variáveis educacionais (como nota, indicativo de dedicação) e ter prestado vestibular no ano anterior. Em 2001, o perfil não se alterou significativamente (vide anexo). Com um perfil econômico e social baixo, a evasão tornou-se um fenômeno incômodo, mas normal: ocorrido com intensidade nos três anos.

Evasão

A evasão em 2001 por sala apresentou números bem distribuídos, o que descartou a hipótese de que alguns problemas metodológicos, de comportamento ou ligados a alguns professores estivessem acarretando a evasão. Também a definição de um motivo claro que definisse a evasão não foi detectado (vide anexo). A maioria evade espontaneamente, sem comunicar nem alegar algum motivo, embora também ocorram casos dessa natureza. De modo geral, evasão atinge, no meio do ano, um terço dos alunos que iniciaram o ano. No segundo semestre, permanece apenas a metade dos alunos, sendo que apenas um terço continua freqüente a todas as atividades regulares. Percebe-se portanto que gradativamente se desligam dois terços dos alunos que iniciaram o ano, embora alguns dos alunos que se desligam prestam o vestibular.

Os motivos mais correntes para explicar a desistência são:

1. Cansaço: devido ao trabalho, ao horário das aulas e ônibus;

2. Problemas particulares ocorridos ao longo do ano;

3. Incapacidade de acompanhar a matéria;

4. Problemas ligados à estrutura do projeto;

5. Desistência de fazer o vestibular;

Melhoria de desempenho

Em 1999, a melhoria de desempenho enter maio e outubro foi de 35% em média. O rendimento geral foi analisado como satisfatório porque 21 alunos que ficaram até o final do ano foram aprovados na 1ª fase e 4 foram aprovados em vestibulares para Universidades Federais. Em 2000 não foram feitas avaliações para verificar melhoria de desempenho. Em 2001, a avaliação já feita ainda não indica melhoria de rendimento porque foi única. Entretanto pela primeira vez foi analisada em relação a outras variáveis correlacionadas a rendimento.

As análises indicaram que o grupo que atinge melhores níveis de rendimento tem o perfil já esperado: são mais novos e tiveram um passado escolar melhor, com melhores notas. Entretanto, para o conjunto dos alunos selecionados para o Projeto, outros fatores antes tidos como relevantes passaram a não mais serem vistos assim, como o fato de ter estudado em algum período em escola particular, ter concluído mais recentemente o ensino médio ou apresentar a renda familiar mais elevada.

Embora seja incipiente a afirmação da correlação com o rendimento, uma vez que foram feitas poucas avaliações, alguns fatores que merecem destaque. Dentre eles destacam-se o fato de ter prestado vestibular no último ano e ter mais tempo para se dedicar aos estudos, ou seja, não estar trabalhando atualmente. Destaca-se ainda o desempenho em língua portuguesa, que parece influenciar mais o desempenho geral ao que o domínio de outros conteúdos, mesmo se tratando de um teste fechado, sem questões discursivas. Provavelmente, ao serem analisadas questões abertas, a importância da língua portuguesa deve ser acentuada.

Linha 2. Experiências similares

Não encontramos registros de estudos ou pesquisas ligados especificamente a esse contexto no Brasil. Encontramos basicamente dois tipos de publicações. Um tipo voltado para estudos ligados a Movimentos Sociais que reivindicam junto a autoridades públicas seus direitos sociais, dentre eles a educação, o que não configura exatamente o processo dos chamados cursinhos populares uma vez que em geral eles se constituem através da oferta de educação não formal por ONGs ou outras instituições (como a UFJF) e que encontram grande aceitação pública, mas não nascem diretamente do movimento. Outro tipo de publicação são reportagens relatando diversas experiências que ocorrem no Brasil. É importante analisar academicamente esse fenômeno social no Brasil em prol de educação e qualificação que atinge proporções nacionais, ampla adesão de diversos setores da sociedade, aceitação por parte da população e uma fragmentação muito grande em relação a sua tipologia, mas com grande similaridade de objetivos e funcionamento.

De forma incipiente, organizamos essas experiências em três tipos: voluntários (em que não há custos, e buscam-se soluções através de doações de material, local e de serviços); gratuitos não voluntários (gratuitos para os alunos, mas há alguma forma de financiamento) e subsidiados (em que há pagamento de pequenas mensalidades por parte dos alunos totalmente revertidas para a manutenção do projeto). Obtivemos informações sobre quatro iniciativas em Juiz de Fora: duas voluntárias (como na Paróquia de São Pedro e do Movimento de Consciência Negra), uma gratuita (como é o caso da UFJF) e uma subsidiada (da Associação dos Estudantes  de Juiz de Fora).

Estudar essas iniciativas e essas experiências é importante para identificar características comuns, idiossincrasias e adaptações de êxito em cada processo, experiências de sucesso e resultados sociais desses projetos. Tenciona-se, a partir desses estudos, contatar outros projetos espalhados pelo Brasil. Visa-se à descrição desses projetos em relação a seus atores sociais, condições históricas de constituição, estrutura e funcionamento, público atendido, resultados alcançados e outras categorias que possam surgir ao longo da investigação. Após a descrição, pretende-se descrever uma tipologia comparada e propor a criação de um Fórum Nacional, com estrutura virtual, para agregar essas experiências, promover a troca de informações e principalmente defender o ensino superior público gratuito e de qualidade, uma vez que é ele quem une e constitui o objetivo de todas essas ações.

Experiências Similares no Brasil: Movimentos Sociais e Educação

O outro caminho da pesquisa segue orientações qualitativas. Essa linha inicialmente deve se voltar para o projeto da própria UFJF, produzindo, organizando e interpretando suas informações. A primeira ação seria sistematizar o histórico do projeto na UFJF. Os dados serão coletados e triangulados com diferentes grupos de atores, fontes documentais e observação do contexto nos dias atuais para análise comparada. As entrevistas serão dirigidas a atores que participaram dos dois primeiros anos de funcionamento. Haverá a sistematização de um relatório da história oral do projeto e seu significado para os diferentes grupos de atores: professores, bolsistas, alunos, outros envolvidos. Para ajudar a realizar esse histórico e também como produto secundário dele, propõe-se montar um arquivo com material produzido pelo e sobre o “Cursinho do DCE”. Após isso, será feita uma primeira versão, na forma de relatório, da interpretação acerca da significação do projeto e seu modus operandi.

O passo seguinte será a busca, em Juiz de Fora, de outras experiências semelhantes. Já temos notícia de outras três, como já citado anteriormente. Da mesma forma como foi descrita a experiência da UFJF, descrever-se-ão tais experiências tendo como referencial a experiência da UFJF. Nessa etapa serão também observadas as idiossincrasias de cada processo no intuito de acrescentar elementos típicos que marcam o significado de seus elementos operacionais e simbólicos. Com esse conjunto de descrições, será feita uma tipologia analítica dessas experiências, de forma sintética, que orientará a organização de dados sobre outras experiências semelhantes. Tais experiências serão buscadas em outras regiões do Brasil, para depois contatá-las e obter informações sobre elas. 

Um vez obtido retorno, tabular-se-ão as informações para traçar um panorama dessas experiências no Brasil, como: população atendida anualmente, resultados obtidos, número de voluntários, ações de sucesso, inovações implementadas, custos, dentre outras. Além da tabulação, será refeito o processo de descrição de tipologia analítica, a partir do acréscimo da interpretação da descrição dessas novas experiências.

No momento estão registradas algumas experiências, que são expostas a seguir:

Experiências conhecidas em Minas Gerais

Ø Universidade Federal de Viçosa - Viçosa

Ø Universidade Federal de Uberlândia - Uberlândia (em processo)

Ø Movimento de Consciência Negra de Juiz de Fora

Ø Movimento dos Estudantes de Juiz de Fora

Ø Paróquia de São Pedro em Juiz de Fora

Experiências de Cursinhos Populares no Brasil.

Instituição

Informações – sites na internet (URL)

22 de agosto

http://www.estado.com.br/editorias/2001/01/23/ger089.html

Alunos da UnB

http://alunb.vila.bol.com.br/

Aprove

http://www.aprove.org.br/

CEFET – AL

http://www.cefet-al.br/artigos/educacao/mecenem.html

Comunitário – cooperativa

http://www.prunet.cjb.net/

DCE – UNICAMP

http://www.aquarium.com.br/cursinhodce/

Fórum

http://www.instituto.org.br/parcerias/forumcursinhos.htm

Grêmio da Poli – USP

http://www.gremio.poli.usp.br

Inst. Ativ. Psicossociais USP

http://cpsico.hypermart.net/

Instituto

http://instituto.org.br/

Instituto Politécnico

http://www.cpoli.cjb.net

Movimento Negro

http://membro.intermega.com.br/educafro/

Só matemática UFRGS

http://www.cursinho.cjb.net

Os cursinhos populares são também chamados de pré-universitários. Não são pré-vestibulares, pois alem de preparar para o vestibular da universidade publica, gratuita e de qualidade, prepara o aluno carente e marginalizado para a cidadania e o senso critico: forma o cidadão e prepara também para a faculdade. Descrição de algumas características das instituições que promovem as experiências dos Cursinhos Populares:

1. Aprove: Entidade sem fins lucrativos, cursinho pré-vestibular, oferece a estudantes carentes a oportunidade de ingressar em uma universidade pública. São Paulo, SP.

2. Cursinho Instituto: Cursinho pré-universitário, direcionado em preparar alunos carentes para o vestibular e cidadania. São Paulo, SP.

3. Fórum dos Cursinhos Alternativos, Sociais e Comunitários: O Fórum dos Cursinhos Alternativos, Sociais e Comunitários funciona em São Paulo, é organizado por um “cursinho popular” e atualmente está cadastrado com 52 entidades no seu colegiado gestor dos 106 núcleos (locais) de cursinhos do Estado de São Paulo. Este colegiado de cursinhos, é o espaço onde estes vários cursinhos trocam experiências, trabalham em conjunto e cooperam-se afim de desenvolver os vários projetos de cidadania. A I Conferência do Estado de São Paulo do Fórum dos Cursinhos foi em fevereiro de 2001. Endereço: Rua Araújo, 224 - 2.o andar - metrô República - São Paulo - SP. Alguns projetos de Cursinho Pré-Universitário em andamento: Carapicuiba, Butantã, São Paulo – Centro, Cubatão, Santos, São Vicente.

Notas

1 Projeto em andamento. Ensaio com conclusões parciais. voltar

2 Graduando em Psicologia – UFJF. Pedagogo, formado pela UFV em 1996 e Mestre em Educação, formado pelo Programa de Pós Graduação em Educação da UFJF em 2001. voltar

Referências Bibliográficas

FOGAÇA, Azuete. Sobre educação e economia: um estudo sobre a automação flexível e a recuperação da inteligência na produção. Rio de Janeiro: 1994. Tese (Doutorado em Educação) - FE/UFRJ.

MARSHALL, Alfred. Princípios de Economia. Tratado introdutório. São Paulo: Nova Cultural, 1996. v. 1 (Coleção Os Economistas).

MUNCK, Geraldo L. Formação de Atores, Coordenação Social e Estratégia Política: problemas conceituais do estudo dos movimentos sociais. In: DADOS – Revista de Ciências Sociais. IUPERJ, Rio de Janeiro, 1997, nº 1, v. 40, p 105-125.

STRAUSS, Anselm; CORBIN, Juliet. Grounded Theory Methodology: An Overview In: DENZIN, K. N. & LINCOLN, Y. S. Handbook of qualitative research. London: Sage Publications, 1994.

Anexos

Tabela 1: Dados dos inscritos em 2000. Resumo.

 

Nascimento

Trabalha

Prestou vestibular

Área IPTU

Telefone

Escola pública

Nota

Água

Energia

Renda familiar

Média

1974

0,42

0,42

64,32

48,85

0,55

1,82

22,77

199,40

1,82

Mediana

1977

0,00

0,00

60,00

37,00

1,00

2,00

19,33

181,75

2,00

Percentil 25

1971

0,00

0,00

43,00

27,00

0,00

2,00

11,67

136,50

1,00

50

1977

0,00

0,00

60,00

37,00

1,00

2,00

19,33

181,75

2,00

75

1980

1,00

1,00

80,00

53,00

1,00

2,00

28,67

247,63

2,00

Tabela 2: Dados dos inscritos em 2000. Trabalho.

Trabalha

Freq

%

Não

487

58,1

Sim

351

41,9

Total

838

100,0

Tabela 3: Dados dos inscritos em 2000. Prestou vestibular no ano anterior.

Vestibular

Freq

%

Não

486

57,9

Sim

353

42,1

Total

839

100,0

Tabela 4: Dados dos inscritos em 2000. Ter estudado em Escola Pública.

Escola Pública

Freq

%

Não

374

44,6

Sim

464

55,4

Total

838

100,0

Tabela 5: Dados dos inscritos em 2000. Perfil das notas no ensino médio

Notas

Freq

%

até 60

150

24,2

entre 60 e 85

430

69,4

85 ou mais

40

6,5

Total

620

100,0

Tabela 6: Dados dos inscritos em 2000. Renda familiar.

Renda familiar

Freq

%

até 300

259

36,5

entre 300 e 600

332

46,8

entre 600 e 1000

107

15,1

Acima de 1000

12

1,7

Total

710

100,0

2001

Tabela 7: Dados dos inscritos em 2001. Resumo Geral.

Estatísticas

Ens. Médio

Idade

Renda

IPTU

Luz

Telefone

Média

1995,74

26,3906

528,40

69,08

193,8303

233,9032

Mediana

1998,00

24,0000

453,00

60,00

175,6667

194,6667

Percentil 25

1995,00

20,0000

300,00

46,00

127,0000

114,3333

50

1998,00

24,0000

453,00

60,00

175,6667

194,6667

75

2000,00

30,0000

690,00

80,00

243,0000

323,6667

Tabela 8: Dados dos inscritos em 2001. Perfil das notas no ensino médio.

Notas

Freq

%

Acima de 80

105

11,7

Entre 70 e 80

265

29,6

Entre 60 e 70

387

43,2

Abaixo de 60

139

15,5

Total

896

100,0

Tabela 9: Dados dos inscritos em 2001. Prestou vestibular no ano anterior.

Vestibular

Freq

%

Não

478

51,1

Sim

458

48,9

Total

936

100,0

Tabela 10: Dados dos inscritos em 2001. Ter estudado em Escola Pública.

Escola pública

Freq

%

Não

193

20,7

Sim

740

79,3

Total

933

100,0

Tabela 11: Evasão por sala

Sala

Alunos

5101

29

5210

27

Total

56

Tabela 12: Motivos da evasão por sala

Motivo

Sala 5101

Sala 5210

Total

Faltas sem justificativa

20

16

36

Abandonaram justificando

4

10

14

Eliminados em entrevista

5

1

6

Total

29

27

 

Quadro 1: Escala a partir de indicadores educacionais

Valor

Escola pública

Freq de notas

Fez vest

Isento

10

Sim

90-100

Sim

Sim

9

 

90-100

Sim

Sim

8

Sim

90-100

Sim

 

7

Sim

90-100

 

 

6

Sim

70-90

Sim

Sim

5

Sim

70-90

 

 

4

 

70-90

Sim

Sim

3

Sim

60-70

Sim

Sim

2

Sim

60-70

Sim

 

1

Sim

60-70

 

 

Quadro 2: Seleção a partir do cruzamento das escalas econômica e educacional

eco$ / educ

-out-

melhor

2

3

4

5

6

7

8

Total

-out-

114

2

15

20 

12

180 

1,00

74 

1

21 

19

132 

2,00

58 

2

12

14 

15

125 

3,00

69 

 

20

23 

12

145 

4,00

71 

 

13

14 

14

130 

5,00

52 

 

10

95 

6,00

28 

 

 

10

60 

7,00

19 

1

 

45 

Melhor

17 

 

 

 

 

29 

Total

503

44 

6

35

95

10

119

30

99

941 

Quadro 3: Cruzamento das duas escalas para seleção dos inscritos

 

 

Indicadores educacionais

 

 

 

Melhor

2

3

4

5

6

7

Pior

Total

Renda, saldo e dados consumo

Pior

 

1

 

11

10

32 

2

2

 

12

46 

3

 

16

1

20

59 

4

 

13

1

13

12

54 

5

 

1

10

43 

6

 

 

10

32 

7

1

 

26 

Melhor

 

 

 

 

12 

Total

 

30 

4

28

70

3

83

20

66

304