O Provão como instrumento de
decisões gerenciais: o caso do curso de Economia da UFJF
Lourival Batista de Oliveira Júnior[1]
Antonio Fernando de C. A. Beraldo[2]
Fernanda Cristina Barbosa Pereira[3]
Este artigo tem por objetivo analisar os resultados do “Provão” 2000 no curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), mediante um estudo comparativo com as médias das demais Instituições. Entende-se que o Provão, mesmo consideradas as suas deficiências, poderia ser um instrumento de apoio à tomada de decisões e que os resultados das provas, disponibilizados aos coordenadores de cursos, deveriam subsidiar este processo. Contudo, a forma como os dados vem sendo disponibilizados não permite uma análise mais criteriosa a fim de auxiliar na melhoria do desempenho de cada instituição.
Palavras-chave: Avaliação educacional, Provão, Economia.
1) Introdução
O objetivo deste artigo é analisar as informações relativas ao desempenho dos alunos do curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) no Exame Nacional de Cursos (ENC), vulgo “Provão”, no o ano de 2000 e verificar se estas permitem estabelecer inferências capazes de auxiliar as decisões gerenciais da coordenação do curso de economia.
Este
trabalho se vale de um roteiro-padrão
desenvolvido pelos autores[4]
que permite estudar de forma sistemática os resultados do ENC[5].
Assim, o estudo do ano de 2000 aprofunda e reforça a metodologia já
desenvolvida.
Continuamos acreditando que o provão traz seu bojo uma série de problemas que vai de sua concepção até a sua implementação. No entanto, considerando seu caráter de obrigatoriedade e na medida em que o mesmo gera uma massa de dados interessantes, nos parece importante e necessário aproveitar a oportunidade para o uso destas informações como ferramenta auxiliar para tomada de decisões gerenciais.
2) Metodologia
Os resultados do Provão 2000
dos alunos de Economia da UFJF foram comparados com os obtidos nas esferas
Brasil (totalidade dos graduandos), Região (graduandos da região sudeste),
Dependência Administrativa (Instituições Federais de Ensino Superior - IFES) e
Natureza (universidades). Para o cálculo da média e em outros procedimentos
estatísticos não foram excluídos os dados da UFJF destas outras esferas
(Brasil, Região, Dependência
Administrativa e Natureza) por dois motivos: primeiro, por se tratar de
um grupo muito pequeno, apenas 41 alunos, em comparação com 8303 alunos de
Economia no Brasil que entregaram os exames no "Provão"; destes, 5721
pertenciam à Universidades, 3988 à Região Sudeste, e 1863 às IFES. O segundo e
principal motivo é o fato de o MEC não ter disponibilizado os dados
desagregados de todas as instituições, o que sem dúvida dificulta a precisão da
metodologia e o desenvolvimento do trabalho[6].
Este trabalho procurou
também fazer a análise dos resultados, em separado, por grupos de disciplinas
que compõem o currículo do curso de Ciências Econômicas da UFJF, comparando-os
com os mesmos grupos de disciplinas de outras esferas, utilizando sempre o
melhor resultado entre estas.
Nestas comparações, foram
realizados testes estatísticos de hipótese de igualdade de médias e proporções,
bi-caudal, adotando-se o nível de significância de 5% e utilizando a
distribuição t de Student[7].
3)
Desempenho da UFJF no Exame
Nacional de Cursos (ENC) 2000
3.1 Análise
das questões objetivas
Para o ano de 2000 têm-se a
impressão de que a prova foi mais difícil do que a do ano anterior. Em uma
aproximação inicial, observa-se que em todas as esferas analisadas as
proporções médias de acertos por questão foram inferiores a 50%, ou seja, na
média, os acadêmicos de Economia acertaram menos da metade das questões
objetivas, conforme Tab.01, a seguir:
|
|
Média |
|
Mediana |
|
Mínimo |
|
Máximo |
|
|
ESFERA |
1999 |
2000 |
1999 |
2000 |
1999 |
2000 |
1999 |
2000 |
|
Brasil |
37,3 |
31 |
37,4 |
27 |
7 |
10 |
71 |
57 |
|
Região |
40,1 |
32 |
39,5 |
29 |
8 |
11 |
78 |
60 |
|
D. Adm. |
42,7 |
36 |
43,8 |
32 |
9 |
11 |
82 |
69 |
|
Natur. |
- |
33 |
- |
29 |
- |
11 |
- |
60 |
|
UFJF |
48,3 |
41 |
44,0 |
37 |
8 |
7 |
100 |
93 |
Fonte: Nessas e nas demais
tabelas e quadros INEP 2000 (dados elaborados pelos autores)
Se nos dois anos, 1999 e
2000, os alunos da UFJF sobressaíram-se às demais esferas, a diferença entre o
melhor e o pior resultado (UFJF e Brasil) pouco oscilou, mas estes resultados pioraram:
na esfera Brasil, a média caiu de 37% para 31%, e na UFJF, de 48% para 41%. A
mediana de acertos (37%) da UFJF-2000, embora menor do que em 1999, é bem
superior à das outras esferas, inclusive à mediana das Federais; observe-se que
este resultado não foi observado em 1999 quando foram registradas medianas
muito próximas nas duas esferas (44,0% e 43,8%, respectivamente).
Outro indício de que as
provas foram mais difíceis em 2000 pode-se ver na Tab.02:
|
|
Acima |
de 50% |
|
|
Abaixo |
de 50% |
|
|
|
|
1999 |
|
2000 |
|
1999 |
|
2000 |
|
|
ESFERA |
NQ |
% |
NQ |
% |
NQ |
% |
NQ |
% |
|
Brasil |
13 |
21,7% |
7 |
11,7 |
47 |
78,3 |
53 |
88,3 |
|
Região |
20 |
33,3% |
11 |
18,3 |
40 |
66,7 |
49 |
81,7 |
|
D. Adm. |
25 |
41,7% |
13 |
21,7 |
35 |
58,3 |
47 |
78,3 |
|
Natur. |
- |
- |
10 |
16,7 |
- |
- |
50 |
83,3 |
|
UFJF |
28 |
46,7% |
19 |
31,7 |
32 |
53,3 |
41 |
68,3 |
NQ – Número de questões
O número de questões com
percentual de acerto acima de 50% cai, de 1999 para 2000, em todas as esferas.
Correspondentemente, o número de questões com menos de 50% de acerto aumenta,
entre 1999 e 2000, notadamente na esfera Brasil, com quase 90% das questões com
índice de acertos inferior a 50%..
Observa-se ainda que, tanto
em 1999 quanto em 2000, um desvio padrão muito elevado, o que fornece uma idéia
do como foi irregular o desempenho dos alunos. Os desvios padrões do percentual
de acertos, por questão, variaram de 12,8% a 20,5% em 2000, contra 17,0% a
25,7% em 1999[8].
3.1.1 Contabilidade Social
No caso da disciplina
Contabilidade Social o resultado geral revela que, em média, a UFJF situa-se
acima das demais esferas com um resultado de 42,6% contra 33,0% relativo aos
melhores desempenhos, conforme Quadro I, abaixo. No entanto cabe registrar que
foram analisadas apenas 2 questões (1 resultado maior e 1 empate). De qualquer
forma, o resultado é mais confortável que o do ano anterior, que era de 31%
contra um melhor resultado de 36%.
QUADRO I - DESEMPENHO COMPARATIVO DA
UFJF NA DISCIPLINA CONTABILIDADE SOCIAL
|
QUESTÃO |
DISCIPLINAS |
UFJF |
Melhor Resultado(*) |
Desempenho UFJF |
|
5 |
CONTAB SOCIAL |
58,5 |
39,0 |
Melhor |
|
31 |
CONTAB SOCIAL |
26,8 |
26,9 |
Empate |
|
|
Média |
42,6 |
33,0 |
Melhor |
(*) Neste, e nos quadros seguintes, o melhor resultado refere-se ao maior percentual de acertos, dentre as esferas que na maioria dos casos pertence às IFES.
3.1.2 Macroeconomia
De
uma forma geral o resultado da área de Macroeconomia revela-se acima dos
melhores resultados das outras esferas (40,6% contra 37,3% para o ano de 2000).
Em algumas sub-áreas o resultado é mais destacado, como em "Teoria
Macroeconômica" (pura) com 45,4% contra 38,4%,
"Macroeconomia/Economia monetária" (48,8% contra 36,7%) e
Macroeconomia/crescimento e ciclos com 30,5% contra 22,0%[9].
No entanto, valeria a pena dar uma atenção especial à confluência
HPE/Macroeconomia cujo desempenho ficou abaixo dos melhores resultados com
32,1% contra 38,7% e também a interseção de Macroeconomia com Economia
Internacional (22,0% contra 30,1%).
QUADRO II- DESEMPENHO COMPARATIVO DA UFJF NAS DISCIPLINAS DA ÁREA DE MACROECONOMIA
|
QUESTÃO |
DISCIPLINAS |
UFJF |
Melhor Resultado |
Desempenho UFJF |
|
2 |
MACRO |
31,7 |
33,9 |
Pior |
|
4 |
MACRO |
70,7 |
48,1 |
Melhor |
|
6 |
MACRO |
68,3 |
53,9 |
Melhor |
|
10 |
MACRO |
24,4 |
23,8 |
Empate |
|
57 |
MACRO |
31,7 |
32,5 |
Empate |
|
Média |
45,4 |
38,4 |
Melhor |
|
|
1 |
MAC/ECO MON |
51,2 |
42,5 |
Melhor |
|
9 |
ECO
MON/MACRO |
65,9 |
61,7 |
Melhor |
|
32 |
ECO MON/MACRO |
39,0 |
30,8 |
Melhor |
|
|
Média |
48,8 |
36,7 |
Melhor |
|
11 |
MAC/CRESC E CICLOS |
26,8 |
22,2 |
Melhor |
|
12 |
MAC/CRESC E CICLOS |
34,1 |
21,8 |
Melhor |
|
|
Média |
30,5 |
22 |
Melhor |
|
55 |
HPE/MACRO |
24,4 |
26,4 |
Empate |
|
56 |
HPE/MACRO |
41,4 |
50,9 |
Pior |
|
|
Média |
32,9 |
38,7 |
Pior |
|
3 |
MACRO/ECO INTER |
22,0 |
30,1 |
Pior |
|
30 |
ECO INTER/MACRO/MON |
39,0 |
40,2 |
Empate |
|
|
Média Geral |
40,6 |
37,3 |
Melhor |
3.1.3
Microeconomia
No caso de Teoria Microeconomica o resultado da UFJF situa-se
ligeiramente acima dos melhores resultados das outras esferas com 39,5% contra
36,9. A única sub-área a apresentar uma maior preocupação é a de Microeconomia
com ênfase quantitativa, posto que, apresenta uma situação de empate
estatístico (20,8% contra 20,9%).
QUADRO III- DESEMPENHO COMPARATIVO DA
UFJF NAS DISCIPLINAS DA ÁREA DE MICROECONOMIA
|
QUESTÃO |
DISCIPLINAS |
UFJF |
Melhor Resultado |
Desempenho UFJF |
|
13 |
MICRO |
70,7 |
60,4 |
Melhor |
|
14 |
MICRO |
31,7 |
28,0 |
Melhor |
|
15 |
MICRO |
39,0 |
39,6 |
Empate |
|
17 |
MICRO |
24,4 |
28,2 |
Pior |
|
18 |
MICRO |
46,3 |
46,4 |
Empate |
|
19 |
MICRO |
29,3 |
24,3 |
Melhor |
|
20 |
MICRO |
70,7 |
66,5 |
Melhor |
|
21 |
MICRO |
29,3 |
31,2 |
Empate |
|
22 |
MICRO |
36,6 |
31,7 |
Melhor |
|
23 |
MICRO |
31,7 |
25,8 |
Melhor |
|
24 |
MICRO |
14,6 |
21,3 |
Pior |
|
|
Média |
38,6 |
36,7 |
Empate |
|
33 |
MICRO/ENF QUANT |
19,5 |
19,2 |
Empate |
|
34 |
MICRO/ENF QUANT |
22,0 |
22,5 |
Empate |
|
Média |
20,8 |
20,9 |
Empate |
|
|
16 |
MIC/INTR |
78,0 |
65,6 |
Melhor |
|
54 |
HPE/MIC |
48,8 |
43,3 |
Melhor |
|
Média Geral |
39,5 |
36,9 |
Melhor |
|
3.1.4 Métodos Quantitativos
A
área como um todo apresenta um empate estatístico. No entanto, Estatística e
Econometria tem comportamentos bem distintos; enquanto Estatística apresenta um
desempenho bem superior (40,6% contra 28,3%), Econometria fica muito abaixo do
esperado com 14,6% contra 25,1%. No caso dessas duas sub-áreas esperava-se um
resultado que seguisse a mesma trajetória. A situação de Econometria é
explicada pelas características do exame, que é aplicado sem que os alunos
necessariamente tenham concluído todo o conteúdo programático. Muitos dos
alunos, se não a totalidade, provavelmente já haviam cursado a disciplina
Estatística Econômica II, ou teriam praticamente terminado o conteúdo
programático à época do Provão; no entanto, muitos estavam cursando Econometria
I ou II, ou até nenhuma delas, e portanto, desconhecendo a matéria. De qualquer
forma os resultados foram encaminhados ao professor das disciplinas para um
exame mais aprofundado.
QUADRO IV- DESEMPENHO COMPARATIVO DA
UFJF NAS DISCIPLINAS DA ÁREA DE ESTATÍSTICA E ECONOMETRIA
|
QUESTÃO |
DISCIPLINAS |
UFJF |
Melhor Resultado |
Desempenho UFJF |
|
38 |
ECONOMETRIA |
7,3 |
10,8 |
Pior |
|
39 |
ECONOMETRIA |
26,8 |
27,4 |
Empate |
|
40 |
ECONOMETRIA |
9,8 |
37,0 |
Pior |
|
|
Média |
14,6 |
25,1 |
Pior |
|
35 |
ESTATÍSTICA |
58,5 |
43,7 |
Melhor |
|
36 |
ESTATÍSTICA |
36,6 |
22,1 |
Melhor |
|
37 |
ESTATÍSTICA |
26,8 |
19,2 |
Melhor |
|
|
Média |
40,6 |
28,3 |
Melhor |
|
|
Média Geral |
27,6 |
26,7 |
Empate |
3.1.5 Economia
Internacional
O desempenho de Economia Internacional foi
bom em termos gerais com 48% da UFJF contra 41% do melhor resultado entre as
esferas. As duas únicas sub-áreas que merecem alguma preocupação seriam
"Macroeconomia/Economia internacional" com 22% contra 30% e
"Economia internacional/Macroeconomia/Economia monetária" com 39,8%
contra 40,2%, nesse caso um empate estatístico. Note-se que as duas sub-áreas
teriam interface com Macroeconomia. Nesse caso talvez seja necessária a
compatibilização dos programas entre essas áreas: Macroeconomia e Economia internacional.
QUADRO V- DESEMPENHO COMPARATIVO DA
UFJF NAS DISCIPLINAS DE ECONOMIA INTERNACIONAL
|
QUESTÃO |
DISCIPLINAS |
UFJF |
Melhor Resultado |
Desempenho UFJF |
|
26 |
ECO INTERNACIONAL |
46,3 |
39,0 |
Melhor |
|
29 |
ECO INTERNACIONAL |
53,7 |
42,7 |
Melhor |
|
|
Média |
50,0 |
40,9 |
Melhor |
|
3 |
MACRO/ECO INTERN |
22,0 |
30,1 |
Pior |
|
25 |
HEG/ECO INTERN |
65,9 |
55,0 |
Melhor |
|
27 |
ECO INTERN/PPE |
26,8 |
21,8 |
Melhor |
|
28 |
DESENV/ECO INTERN |
82,9 |
59,2 |
Melhor |
|
30 |
ECO INTERN/MAC/MON |
39,0 |
40,2 |
Empate |
|
|
Média Geral |
48,1 |
41,1 |
Melhor |
3.1.6 Economia
Monetária
O resultado
como um todo é bom, posto que a média geral da UFJF, 53%, é maior que os 45%
das outras esferas e todas as sub-áreas apresentadas no Quadro VI obtiveram
resultado similar ao da área como um todo. A única exceção seria a questão 30,
já analisada no item anterior, que tem "leves" elementos de Economia
Monetária, mas uma forte interface com Economia Internacional e Macroeconomia.
QUADRO VI- DESEMPENHO COMPARATIVO DA
UFJF NAS DISCIPLINAS DE ECONOMIA MONETÁRIA
|
QUESTÃO |
DISCIPLINAS |
UFJF |
Melhor Resultado |
Desempenho UFJF |
|
1 |
MACRO/ECO
MONET |
51,2 |
42,5 |
Melhor |
|
9 |
ECO MONET/MACRO |
65,9 |
61,7 |
Melhor |
|
32 |
ECO MONET/MACRO |
39,0 |
30,8 |
Melhor |
|
|
Média |
52,0 |
45,0 |
Melhor |
|
7 |
ECO
MONET/PPE |
61,0 |
57,8 |
Melhor |
|
8 |
ECO MONET/PPE |
46,3 |
31,1 |
Melhor |
|
|
Média |
53,7 |
44,5 |
Melhor |
|
|
Média Geral |
52,7 |
44,8 |
Melhor |
3.1.7 Formação
Histórica
Embora
a área como um todo apresente um desempenho acima da média das outras esferas
(49% contra 43%), algumas sub-áreas causam um pouco de preocupação: o casos de
Formação Econômica do Brasil (47% contra
46%) e História Econômica Geral (45% contra 44%), ambos empates estatísticos.
A
sub-área Economia Brasileira (50% contra 35%) seria a única a resgatar a área
de formação histórica, embora se incluirmos a questão 25[10] em História Econômica teríamos um desempenho
desta sub-área acima dos das outras esferas ( 49% contra 46%).
QUADRO VII- DESEMPENHO COMPARATIVO DA
UFJF NAS DISCIPLINAS DE FORMAÇÃO ECONÔMICA DO BRASIL, HISTÓRIA ECONÔMICA GERAL
E ECONOMIA BRASILEIRA
|
QUESTÃO |
DISCIPLINAS |
UFJF |
Melhor Resultado |
Desempenho UFJF |
|
45 |
FEB |
24,4 |
25,1 |
Empate |
|
46 |
FEB |
46,3 |
44,9 |
Empate |
|
49 |
FEB |
70,7 |
69,2 |
Empate |
|
|
Média |
47,1 |
46,4 |
Empate |
|
41 |
HEG |
65,9 |
60,9 |
Melhor |
|
43 |
HEG |
12,2 |
20,0 |
Pior |
|
44 |
HEG |
56,1 |
63,7 |
Pior |
|
48 |
HEG |
43,9 |
32,6 |
Melhor |
|
|
Média |
44,5 |
44,3 |
Empate |
|
25 |
HEG/ECO INTERN |
65,9 |
55 |
Melhor |
|
|
Média HEG/ECO |
48,8 |
46,4 |
Melhor |
|
42 |
ECO BRASILEIRA |
24,4 |
19,1 |
Melhor |
|
47 |
ECO BRASILEIRA |
92,7 |
61,1 |
Melhor |
|
50 |
ECO BRASILEIRA |
34,1 |
25,6 |
Melhor |
|
|
Média |
50,4 |
35,3 |
Melhor |
|
|
Média Geral |
48,8 |
43,4 |
Melhor |
3.18 Política
e Planejamento Econômico
O desempenho de política e planejamento econômico
apresentou-se bom tanto em termos gerais (45% contra 37%), quanto nas
sub-áreas. Uma característica interessante dessa área é que todas as questões
classificadas apresentavam interfaces ou com Economia Monetária ou com Economia Internacional.
QUADRO VIII- DESEMPENHO COMPARATIVO
DA UFJF NAS DISCIPLINAS DE POLÍTICA E PLANEJAMENTO ECONÔMICO
|
QUESTÃO |
DISCIPLINAS |
UFJF |
Melhor Resultado |
Desempenho UFJF |
|
7 |
ECO
MONET/PPE |
61,0 |
57,8 |
Melhor |
|
8 |
ECO MONET/PPE |
46,3 |
31,1 |
Melhor |
|
|
Média |
53,7 |
44,5 |
Melhor |
|
27 |
ECO INTER/PPE |
26,8 |
21,8 |
Melhor |
|
|
Média Geral |
44,7 |
36,9 |
Melhor |
3.1.9 Desenvolvimento Sócio-Econômico
O desempenho desta área foi um dos melhores
com 72% contra 51% das outras esferas. No entanto, só existiram duas questões
na área, sendo que uma delas com interface com Economia Internacional.
QUADRO IX- DESEMPENHO COMPARATIVO DA
UFJF NAS DISCIPLINAS DE DESENVOLVIMENTO SÓCIO-ECONÔMICO
|
QUESTÃO |
DISCIPLINAS |
UFJF |
Melhor Resultado |
Desempenho UFJF |
|
53 |
DESENVOLV. |
61,0 |
42,7 |
Melhor |
|
28 |
DESENVOLV./ECO INT |
82,9 |
59,2 |
Melhor |
|
|
Média Geral |
72,0 |
51,0 |
Melhor |
3.10 História
do Pensamento Econômico (HPE)
O desempenho de História do Pensamento
Econômico está entre os que causam preocupação. De uma forma geral HPE apresentou
um empate estatístico com 32,1% contra 33,5% da melhor esfera. O desempenho
positivo fica por conta da interseção de HPE e Microeconomia 48,8% contra
43,3%, já a interface com Macroeconomia apresenta os piores resultados da área
com um desempenho de 33,0 contra 38,7%.
QUADRO X- DESEMPENHO COMPARATIVO DA
UFJF NAS DISCIPLINAS DE HISTÓRIA DO PENSAMENTO ECONÔMICO
|
QUESTÃO |
DISCIPLINAS |
UFJF |
Melhor Resultado |
Desempenho UFJF |
|
51 |
HPE |
12,2 |
19,6 |
Pior |
|
52 |
HPE |
51,2 |
36,8 |
Melhor |
|
58 |
HPE |
31,7 |
30,8 |
Empate |
|
59 |
HPE |
14,6 |
27,0 |
Pior |
|
|
Média |
27,4 |
28,6 |
Empate |
|
55 |
HPE/MACRO |
24,4 |
26,4 |
Empate |
|
56 |
HPE/MACRO |
41,5 |
50,9 |
Pior |
|
|
Média |
33,0 |
38,7 |
Pior |
|
54 |
HPE/MICRO |
48,8 |
43,3 |
Melhor |
|
|
Média Geral |
32,1 |
33,5 |
Empate |
3.2 Visão
Geral das questões objetivas
A média geral de acerto da
UFJF nas questões objetivas foi de 48,3%, valor 11,8% maior que o observado nas
IFES (melhor esfera com 36,5).
Se
analisarmos o quadro XI.a verificamos que das áreas ou sub-áreas selecionadas a
grande maioria fica acima da média geral da UFJF (Desenvolvimento Sócio-Econômico,
Economia Monetária, Economia Brasileira, Formação Histórica, Economia
Internacional, Formação Econômica do Brasil, História Econômica Geral e
Contabilidade Social.
Abaixo da média ficam Macroeconomia, Estatística, Microeconomia,
História do Pensamento Econômico e Econometria. As 3 primeiras áreas estão
muito próximas da média e são as 2 últimas que realmente devem causar alguma
preocupação por estarem bem abaixo da média da UFJF.
Se reordenarmos os
resultados pela razão percentual encontramos 3 grupos distintos. Ver quadro
XI.b.
As áreas ou sub-áreas do
primeiro grupo (Estatística, Economia Brasileira, Desenvolvimento
Sócio-Econômico, Contabilidade Social, Política e Planejamento Econômico,
Economia Monetária, Economia Internacional e Formação Histórica), apresentaram
razões percentuais acima da média da razão percentual da UFJF. Dentre todas as
sub-áreas merece destaque estatística que apesar de apresentar um resultado
situado pouco abaixo da média geral da UFJF (40,6% contra 40,8%) registrou uma
razão percentual de 43,5%, ou seja, um resultado muito expressivo em relação à
média da melhor esfera (IFES). Economia Brasileira (razão de 42,8%) e
Desenvolvimento Sócio-Econômico (41,2%) também apresentaram resultados
destacados.
O segundo grupo representado
por Macroeconomia, Microeconomia, Formação Econômica do Brasil e História
Econômica Geral apresenta razões percentuais positivas mas mais baixas que a
razão da média geral da UFJF.
O terceiro grupo, com
História do Pensamento Econômico e Econometria é o mais grave, por apresentar
razões percentuais negativas de -4,2% e -41,8% respectivamente. No caso de HPE
(pura), conta-se com o agravante da média da área também estar abaixo da média
da própria UFJF. Em relação a
econometria, os resultados são muito ruins pois a razão é de -41,8% e a
média de 14,6%, resultado muito abaixo da média geral da UFJF. No entanto, não
podemos nos esquecer da situação dos alunos que foram prestar o exame, ou seja,
muitos ainda não haviam tomado conhecimento do conteúdo programático da
disciplina.[11]
QUADRO XI.a – COMPARAÇÃO DE ÁREAS E SUB-ÁREAS, ENTRE UFJF E MELHOR ESFERA
|
Sub-Área |
UFJF |
Melhor |
Razão Percentual(*) |
|
Desenvolvimento Sócio-Econômico |
72,0 |
51,0 |
41,2 |
|
Economia Monetária |
52,7 |
44,8 |
17,6 |
|
Economia Brasileira |
50,4 |
35,3 |
42,8 |
|
Formação Histórica |
48,8 |
43,1 |
13,2 |
|
Economia Internacional |
48,1 |
41,1 |
17,0 |
|
Formação Econômica do Brasil |
47,1 |
46,4 |
1,5 |
|
Política e Planejamento Econômico |
44,7 |
36,9 |
21,1 |
|
História Econômica Geral |
44,5 |
44,3 |
0,5 |
|
Contabilidade Social |
42,6 |
33,3 |
27,9 |
|
|
|
|
|
|
Macroeconomia |
40,6 |
37,3 |
8,8 |
|
Estatística |
40,6 |
28,3 |
43,5 |
|
Microeconomia |
39,5 |
36,9 |
7,0 |
|
História do Pensamento Econômico |
32,1 |
33,5 |
-4,2 |
|
Econometria |
14,6 |
25,1 |
-41,8 |
|
|
|
|
|
|
Média |
40,8 |
36,5 |
11,8 |
(*) Relação entre UFJF e
Melhor Esfera
QUADRO XI.b – COMPARAÇÃO DE ÁREAS E SUB-ÁREAS, ENTRE UFJF E MELHOR ESFERA
|
Sub-Área |
UFJF |
Melhor |
Razão Percentual |
|
Estatística |
40,6 |
28,3 |
43,5 |
|
Economia Brasileira |
50,4 |
35,3 |
42,8 |
|
Desenvolvimento Sócio-Econômico |
72,0 |
51,0 |
41,2 |
|
Contabilidade Social |
42,6 |
33,3 |
27,9 |
|
Política e Planejamento Econômico |
44,7 |
36,9 |
21,1 |
|
Economia Monetária |
52,7 |
44,8 |
17,6 |
|
Economia Internacional |
48,1 |
41,1 |
17,0 |
|
Formação Histórica |
48,8 |
43,1 |
13,2 |
|
|
|
|
|
|
Macroeconomia |
40,6 |
37,3 |
8,8 |
|
Microeconomia |
39,5 |
36,9 |
7,0 |
|
Formação Econômica do Brasil |
47,1 |
46,4 |
1,5 |
|
História Econômica Geral |
44,5 |
44,3 |
0,5 |
|
|
|
|
|
|
História do Pensamento Econômico |
32,1 |
33,5 |
-4,2 |
|
Econometria |
14,6 |
25,1 |
-41,8 |
|
|
|
|
|
|
Média |
40,8 |
36,5 |
11,8 |
3.3 Análise
das provas discursivas
O desempenho das provas discursivas em 2000 revelou-se melhor do que o observado no ano de 1999. Isto pode ser explicado, pelo menos em parte, pela forma como os acadêmicos foram orientados a responder a prova. Recomendou-se aos discentes que estes respondessem primeiro as questões discursivas; além disso, os alunos foram instados a não deixar as questões em branco.
Para a análise do desempenho
das questões discursivas em 2001 separamos as questões em 4 grupos. Tal divisão
segue a estrutura do exame que apresenta 8 questões exigindo a escolha de 4
(uma por grupo). Ver Quadro XII.
QUADRO XII – DESEMPENHO E PERCENTUAL DE ESCOLHA NAS QUESTÕES DISCURSIVAS
|
|
|
Médias |
|
|
|
|
% |
Escolha |
|
|
|
Q |
Brasil |
Região |
DAdm |
Natur |
Instit |
Brasil |
Região |
DAdm |
Natur |
Instit |
|
1 |
24,9 |
29,9 |
34,6 |
28,4 |
46,2 |
37,7 |
41,4 |
41,5 |
38,4 |
70,7 |
|
2 |
29,7 |
32,9 |
35,6 |
33,3 |
40,0 |
20,0 |
24,2 |
22,1 |
21,6 |
9,8 |
|
3 |
18,9 |
23,2 |
25,1 |
21,1 |
38,3 |
36,3 |
41,3 |
35,2 |
36,1 |
63,4 |
|
4 |
30,6 |
34,2 |
36,1 |
35,3 |
13,3 |
4,2 |
5,3 |
6,1 |
4,9 |
7,3 |
|
5 |
19,1 |
21,6 |
29,0 |
21,6 |
63,3 |
24,2 |
23,9 |
27,8 |
25,1 |
46,3 |
|
6 |
31,9 |
35,3 |
44,1 |
36,2 |
73,0 |
47,5 |
52,0 |
48,7 |
47,4 |
48,8 |
|
7 |
26,6 |
29,1 |
36,7 |
29,4 |
44,6 |
44,2 |
46,5 |
60,0 |
47,2 |
80,5 |
|
8 |
15,7 |
16,3 |
26,9 |
19,3 |
34,2 |
16,7 |
17,2 |
12,1 |
15,6 |
14,6 |
Nota: Somente na questão 4 a
UFJF obteve média inferior às outras esferas.
3.3.1 Grupo 1
No grupo 1 a primeira questão foi
classificada (pelos autores do artigo) como sendo de Microeconomia e a segunda
como de Macroeconomia/Economia Internacional.[12]
A
questão de Microeconomia (acerto médio de 46,2%) ficou acima do melhor
desempenho observado nas outras esferas[13].
Esta questão teve a maior preferência no grupo 1 com 70,7% de escolha, índice
muito maior que a escolha das outras esferas (por exemplo 41,5% de escolha
nas IFES).
Na
segunda questão do grupo 1 a média de acertos foi um pouco menor (40,0%) mas
ainda assim foi superior ao melhor desempenho das outras esferas (35,6% nas
IFES). O nosso percentual de escolha é que foi pequeno apenas 9,8% número
inferior até a média de escolha nacional que foi de 20%.
3.3.1 Grupo 2
No
grupo 2 (métodos quantitativos) as duas questões foram de Cálculo, sendo que,
na segunda, o item “d” tinha uma interface com Microeconomia.
A
questão número 3 apresentou uma média de acertos 38,3% resultado superior aos melhores resultados
das outras esferas (25,1% nas IFES). A percentagem de escolha é muito
significativa 63,4%, valor 1,5 vezes maior do que a escolha da região sudeste
(41,3% de escolha).
O resultado da questão 4 foi o único não satisfatório dentre todas as questões objetivas. A média de acerto dos alunos da UFJF foi de apenas 13,3%, um resultado inferior a todas as esferas em comparação e bem distante dos 36,1% das IFES. No entanto, o percentual de escolha foi pequeno (7,3%) afetando muito pouco o desempenho da UFJF no grupo 2; destaque-se ainda que apesar de pequeno, esse percentual foi superior a maior escolha (6,1% nas IFES) o que melhora o aproveitamento de pontos na questão. Ressalte-se que a interface com Microeconomia vem reforçar a preocupação do desempenho desta disciplina quando se trata de métodos quantitativos. Ver Quadro XIII.
QUADRO XIII – DESEMPENHO NAS QUESTÕES DISCURSIVAS POR GRUPO
|
Q |
Disciplina |
Brasil |
Região |
DepAdm |
Natureza |
Instituição |
|
1 |
Microeconomia |
9,4 |
12,4 |
14,4 |
10,9 |
32,7 |
|
2 |
Macro/Econ. Internacional |
5,9 |
8,0 |
7,9 |
7,2 |
3,9 |
|
|
Grupo
1
|
15,3 |
|