PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA 5ª SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL: A INTERAÇÃO DOS TEMAS TRANSVERSAIS ‑ CONSUMO E MEIO AMBIENTE .

 

Rita de Cássia Oliveira1

Cristiana Samartini Souza2

 

1 - INTRODUÇÃO

 

Este trabalho foi apresentado como parte da disciplina Educação do Consumidor, no curso de mestrado em Economia Doméstica na Universidade Federal de Viçosa.  Constitui-se em uma proposta de trabalho a ser executado com os professores do ensino fundamental para 5ª Série. Esta proposta contém atividades a serem realizadas no sentido de intensificar a construção coletiva do processo pedagógico, favorecendo o desenvolvimento pessoal e profissional dos professores e alunos, criando novas possibilidades de trabalho com estes, que melhore a qualidade de suas aprendizagens e ampliar sua percepção referente a seu papel no meio no qual está inserido.

 

1.1-           A Educação

O papel fundamental da educação no desenvolvimento das pessoas e das sociedades amplia-se cada vez  mais no despertar do novo milênio e aponta para a necessidade de se construir uma escola voltada para a formação de cidadãos (PCN, 1998).

            De 1995 a 1998, a Secretaria de Educação Fundamental (DEF), do Ministério da Educação, visando a uma educação de qualidade que pudesse assegurar às crianças e aos jovens brasileiros, mesmo em locais com pouca infra-estrutura e condições sócio-econômicas desfavoráveis, o acesso ao conjunto de conhecimentos socialmente elaborados e reconhecidos como necessários ao exercício da cidadania, elaborou uma referência curricular para todo o país ao qual, ao mesmo tempo em que busca fortalecer a unidade nacional e a responsabilidade do governo federal para com a educação, assegura também o respeito à diversidade, que é a marca cultural do país, mediante a possibilidade de adaptações que integrem as diferentes dimensões da prática educacional.        

São os parâmetros curriculares nacionais (PCN),  referências curriculares que se caracterizam pela flexibilidade, permitindo um diálogo com as escolas no que se refere à elaboração de seu projeto pedagógico junto às secretarias, subsidiando a adaptação e a elaboração de seus respectivos currículos. Foram elaborados procurando-se, de um lado, respeitar diversidades regionais, culturais, políticas, existentes no país; e de outro, considerar a necessidade de construir referências nacionais, comuns ao processo educativo em todas as regiões brasileiras, pretendendo com isso criar condições, nas escolas, que permitam aos nossos jovens ter acesso ao conjunto de conhecimentos socialmente elaborados e reconhecidos como necessários ao exercício da cidadania.

            Os parâmetros foram estruturados contendo as especificações por quatro ciclos, de 1ª a 8ª série. Cobrem, de um lado, as áreas que compõem obrigatoriamente o ensino nestas séries: língua portuguesa, matemática, história, geografia, ciências naturais, arte e educação física. De outro, abrangem os chamados “temas transversais”, que não constituem disciplinas específicas de ensino, mas devem impregnar profundamente o conteúdo de cada matéria e todo o convívio social na escola. São os seguintes: ética, saúde, meio ambiente, pluralidade  cultural, orientação sexual, trabalho e consumo.

            No terceiro ciclo vemos que os alunos nesta fase vivem a juventude, podendo ampliar a participação em seu meio social, desenvolvendo uma atitude crítica que dirige tanto as relações pessoais quanto outros aspectos de sua vida cultural e afetiva. Nesta fase, educadores precisam abrir-se ao diálogo, encontrar respostas e incentivos adequados para o amadurecimento crítico de seus alunos, o que significa, geralmente, empreender trabalho em grupo, capaz de envolver e colocar os alunos em interação social e cognitiva. A complexidade desta fase escolar exige que o professor tenha possibilidade real de realizar ensino ativo, desafiador e atualizado. (PCN, 1998), considerando o indivíduo em constante relação com o seu meio.

Durante muitos séculos, o ser humano se imaginou no centro do universo, com a natureza à sua disposição e apropriou-se de seus processos, alterou seus ciclos, redefiniu seus espaços, mas acabou deparando-se com uma crise ambiental que coloca em risco a vida do planeta, inclusive a humana. (DIDONET, 1997). Movido pelas leis da economia mundial, o consumo excessivo de materiais se expande dramaticamente, em parte porque as pessoas acumulam maior quantidade de bens, mas na maior parte em razão da proliferação do desperdício. Nós consumidores vivemos em uma economia material dominada pelo excessivo uso da embalagem, pelos produtos descartáveis, pela rápida obsolescência, pelos bens não reaproveitáveis e pelo padrão do mercúrio. O consumo diário a níveis elevados traduz-se no impacto que supera as forças da natureza, e cujo processo somente pode ser contido através de um processo amplo de educação (DURNING, 1992). Deste modo propõe-se trabalhar a relação do ser humano enquanto consumidor com a natureza, sendo ele principal  agente do processo de manutenção do meio no qual está inserido.

A educação formal, coloca-se como meio essencial para possibilitar esse processo  amplo e urgente de sensibilização, não só nos centros urbanos como rurais, colocando o homem no seu verdadeiro lugar, onde ele possa sentir-se força inseparável da natureza, num processo de equilíbrio entre consumo e meio ambiente, permitindo que a procura por melhores condições de vida, possibilitadas pelo avanço da ciência e da tecnologia, não acabe por destruir o mundo a seu redor, comprometendo as futuras gerações, pela agressão à vida e pelo desperdício.

           

 

2 - OBJETIVOS

2.1 - Geral

 

Fornecer subsídios aos professores do terceiro ciclo do ensino fundamental, para que construam uma  prática pedagógica centrada na formação global do aluno, de modo a contribuir para a formação de indivíduos conscientes da sua atuação enquanto cidadãos, consumidores e trabalhadores em interação com o meio ambiente.

 

2.2 - Específicos

·        oferecer aos professores subsídios para que trabalhem com os alunos, questões referentes à educação para o consumo e sua relação com o meio ambiente;

 

·        propor uma metodologia de trabalho a ser desenvolvida com os alunos, que permita a estes compreender a realidade na qual estão inseridos e que sejam capazes de intervir em sua dinâmica;

 

·        incentivar o desenvolvimento da consciência crítica quanto ao papel do indivíduo, enquanto consumidor, como agente central do processo de preservação dos recursos hídricos; tornando-o capaz de proceder ao uso racional da água,  tendo em vista o processo de preservação ambiental;

 

3 - METODOLOGIA

 

Considerando que a formação dos alunos não pode ser pensada apenas como uma atividade intelectual, mas como um processo global, onde conhecer e intervir no real, não se encontram dissociados, que se aprende participando, vivenciando sentimentos, tomando atitudes diante dos fatos, escolhendo procedimentos para atingir determinados objetivos, propõe-se um trabalho integrado, onde o envolvimento do aluno é uma característica chave.

Nele, os alunos são co-responsáveis pelo trabalho e pelas escolhas ao longo do desenvolvimento do trabalho.

Tendo em vista que tanto consumo como meio ambiente estão inseridos nos temas transversais, e que há uma estreita relação entre eles, propõe-se trabalhar a interação entre estes temas.

O programa está organizado da seguinte forma:

Área de abrangência : rede municipal de ensino, envolvendo professores de ciências e alunos da 5ª série da rede.

Carga horária total: 27:20 horas

 

Fase 1: Treinamento de Professores:

.  tema: Consumo e meio ambiente – Preservando os recursos naturais a partir do consumo racional.

. carga horária: 16  horas.

. módulo I - parte teórica: será ministrado curso de capacitação abordando o tema, que será trabalhado na  forma de seminário.

. módulo II - parte prática: com base no assunto ministrado será  solicitado aos professores que elaborem uma proposta de trabalho com os alunos de  sua turma. Avaliação: exposição e discussão da proposta de trabalho por cada grupo de professores.

 

Fase 2: Proposta de atividades a serem desenvolvidas em sala de aula

. tema:  O ser humano e sua relação com os recursos naturais: a água

. duração: 04 aulas

. carga horária: 11:20  horas

. abordagem teórica: exposição do assunto a partir do conhecimento e da experiência do aluno

. parte prática: visita à estação de tratamento de água e à nascente do principal rio que abastece a cidade;

. avaliação: elaboração de mural pelas crianças, de acordo com a percepção em relação à visita e exposição pelos alunos de seu ponto de vista.

FASE I

Treinamento de professores da 5ª série do ensino fundamental

 

MÓDULO I - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

 

1 - A problemática consumo e meio ambiente

            Consumir, não é um ato "neutro", significa participar de um cenário de disputa por aquilo que a sociedade produz e pelos modos de usá-lo, tornando-se um momento em que os conflitos, originados pela desigual participação na estrutura produtiva, ganham continuidade por meio da distribuição e apropriação de bens e serviços. A história do movimento dos consumidores (consumerismo) reflete esta compreensão. Considera-se que o movimento dos consumidores iniciou-se em Nova York, em 1981, quando surgiu uma associação de consumidores denominada New York Consumers League, cuja luta era pela melhoria das condições de trabalho locais, contra a exploração do trabalho feminino e infantil em fábricas e comércio. Essa associação elaborava "Listas Brancas", contendo o nome dos produtos que os consumidores deveriam escolher preferencialmente, pois as empresas que os produziam e comercializavam respeitavam os direitos dos trabalhadores. Era uma forma de influenciar a conduta das empresas pelo poder de compra dos consumidores.

            À medida que a humanidade aumenta sua capacidade de intervir na natureza para satisfação de necessidades e desejos crescentes, surgem tensões e conflitos quanto ao uso do espaço e dos recursos. A demanda global dos recursos naturais deriva de uma formação econômica cuja base é a produção e o consumo em larga escala. A lógica associada a essa formação, que rege o processo de exploração da natureza hoje, é responsável por boa parte da destruição dos recursos naturais e é criadora de necessidades que exigem, para sua própria manutenção, um crescimento sem fim das demandas quantitativas e qualitativas desses recursos. Os rápidos avanços tecnológicos viabilizaram formas de produção de bens com conseqüências indesejáveis que se agravam com igual rapidez. A exploração dos recursos naturais passou a ser feita de forma demasiadamente intensa, a ponto de por em risco a sua renovabilidade. Sabe-se agora da necessidade de entender mais sobre os limites da renovabilidade de recursos tão básicos como, por exemplo, a água.

Recursos não renováveis, como o petróleo, ameaçam escassear. Onde moravam algumas famílias, consumindo escassa quantidade de água e produzindo poucos detritos, agora moram milhões de famílias, exigindo a manutenção de imensos mananciais e gerando milhares de toneladas de lixo por dia. Essas diferenças são definitivas para a degradação do meio. Sistemas inteiros de vida vegetal e animal são tirados de seu equilíbrio. Do confronto inevitável entre o modelo de desenvolvimento econômico vigente – que valoriza o aumento da riqueza em detrimento da conservação dos recursos naturais – e a necessidade vital de conservação do meio ambiente, surge a discussão sobre como viabilizar o crescimento econômico das nações, explorando os recursos naturais de forma racional, e não predatória. Diante de tal situação percebe-se que é fundamental a sociedade impor regras ao crescimento, à exploração e à distribuição dos recursos de modo a garantir a qualidade de vida daqueles que dele dependam. Portanto, deve-se cuidar, para que o uso econômico dos bens da Terra pelos seres humanos tenha caráter de conservação, isto é, que gere o menor impacto possível e respeite as condições de máxima renovabilidade dos recursos.

No Brasil, assim como em outros países do mundo, fala-se em garantir o acesso de todos aos bens econômicos e culturais necessários ao desenvolvimento pessoal e uma boa qualidade de vida, relacionando-o com o conceito de sustentabilidade. Sabe-se que o maior bem estar das pessoas não é diretamente proporcional à maior quantidade de bens consumidos. Entretanto, o atual modelo econômico estimula um consumo crescente e irresponsável, condenando a vida na terra a uma rápida destruição. Impõe-se, assim, a necessidade de estabelecer um limite a esse consumo.

            Neste processo, a educação do consumidor pode contribuir significativamente, no sentido de melhorar os aspectos qualitativos do cotidiano, permitindo ao indivíduo daí retirar conhecimentos práticos, ensinamentos, modos de pensar, de se inserir socialmente e de se comportar como consumidor consciente, com inegáveis vantagens para si e para a  própria coletividade (VALENTE, 1996).

 

2 - Importância da educação do consumidor na preservação dos recursos naturais

            O significado cultural em uma sociedade de consumo muda incessantemente de um lugar para outro. Em geral, ele muda primeiro do mundo culturalmente constituído para os bens de consumo, e então, destes, para o consumidor individual. Vários instrumentos são responsáveis por este movimento, como a propaganda, sistema de moda e os rituais do consumidor que incluem o ritual de posse, troca, enfeite e de despojamento. Os bens de consumo têm um significado que vai além de seu valor utilitário e comercial, tendo a capacidade de possuir e comunicar um significado cultural que varia continuamente, ajudados pelos esforços coletivos dos projetistas, produtores, propagandistas e consumidores.(MCRACKEN, 1986).                    

            De acordo com DURNING (1992), o mundo é dividido em três classes ecológicas, distinguidas através de sua renda média anual e seus estilos de vida. São a classe dos pobres, a classe de renda média e a classe dos consumidores, sendo esta a que mais se destaca nas relações de consumo. A sociedade de consumo nasceu nos EUA na década de 20, quando nomes de marcas se tornaram palavras da unidade doméstica, quando alimentos processados e embalados se difundiram bastante, e quando o automóvel tomou seu lugar na cultura americana. O consumo era colocado como uma obrigação patriota. Ao longo dos anos o consumismo tomou tal forma que a orientação cultural das pessoas passou a visualizar uma vida cada vez mais próspera financeiramente, com um número cada vez maior de bens materiais. Porém, o crescimento agressivo do estilo de vida consumista não foi suficiente para fornecer às pessoas uma vida mais plena, como se propunha.        Neste processo de valorização do consumo, o mercado americano, de acordo com GARMAN (1993) é onde o indivíduo satisfaz seus objetivos pessoais. É um sistema onde a economia é dirigida pela oferta e demanda que é o que determina quais bens e serviços são produzidos e os preços a que são vendidos. Analisando a posição do indivíduo na sociedade, verifica-se que ele exerce três papéis na vida econômica: trabalhador, consumidor e cidadão. Como trabalhador, ele está preocupado em ter um emprego e com o crescimento futuro de sua renda; como consumidor, está interessado no gasto, poupança e aumento de produtos; como cidadão espera-se que esteja preocupado com práticas e leis que afetam sua renda, gasto, poupança, investimento e oportunidade de emprego.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         

            Todas as decisões do consumidor no mercado envolvem escolhas, que são influenciadas por forças cujo conjunto é chamado, campo psicológico. Com base na capacidade de escolha do indivíduo e considerando os papéis que ele assume na sociedade, deve-se trabalhar as suas atitudes, enquanto consumidor, no meio no qual está inserido, tendo em vista as conseqüências das mesmas para o meio ambiente. O consumo irracional afeta a disposição dos recursos naturais, portanto é essencial conscientizar o indivíduo de que o uso moderado desses recursos se faz necessário para a sua preservação. A educação do consumidor pode agir neste sentido, trazendo benefícios não só para o indivíduo, mas também para a sociedade e para as empresas. Ela se refere a atividades praticadas não apenas em salas de aula, mas na comunidade, através de meios de comunicação e via informação e programas do  governo e da indústria.

            Benefícios para o indivíduo:

·        Encoraja o pensamento crítico que ajuda o consumidor a agir melhor no mercado. Assim, as escolhas que um consumidor educado faz acontecerão através do questionamento, análise e busca de alternativas.

·        Dá ao consumidor habilidades que contribuem para o sucesso na  vida diária. O consumidor, no mercado, distingue entre suas necessidades e desejos; administra melhor os seus recursos financeiros, entre outras.

·        Leva à autoconfiança e independência. A educação do consumidor é um instrumento para capacitação.

·        Promove valores sólidos: auto‑consciência, responsabilidade, economia, prudência, intencionalidade.

·        Melhora a qualidade de vida. O grau a que os consumidores educados escolhem produtos seguros e saudáveis em vez de duvidosos, medirá avanços na qualidade de vida.

 

Benefícios para a Sociedade:

·        Promove o melhoramento coletivo.

·        Forma cidadãos mais ativos e melhor informados que são capazes de fazer suas vozes ouvidas nos debates de política pública.

·        Minimiza a agitação social. A educação do consumidor é uma medida preventiva, que não apenas adia o tumulto social, mas muda as condições permitindo que haja igualdade entre consumidores e produtores.

           

3 -Fundamentação legal

 

A Constituição, o Código de Proteção e Defesa do Consumidor, bem como as Legislações Ambientais, que regularizam as práticas de indivíduos e empresas, são os instrumentos legais que permitem estreitamento das relações entre produção e consumo de modo a obter a sustentabilidade. São instrumentos essenciais, que fundamentam qualquer trabalho de educação ambiental e consumo, merecendo atenção alguns aspectos:

 

A Constituição da República Federativa do Brasil:

Promulgada em 05 de outubro de 1988, contém vários artigos que tratam da questão ambiental, dentre os quais destacamos:

 

Capítulo VI – Do Meio Ambiente

Art. 225 – Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade, o dever de defende-lo para as presentes e futuras gerações

 

Capítulo I – Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos

Art. 5, LXXIII – qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência.

 

 

A Legislação Ambiental:

 

            Em 10 de julho de 1934, foi sancionado o Decreto nº 24643 que instituiu o Código das Águas, no Brasil. Determinava, “a ninguém é lícito conspurcar ou contaminar as águas que não consome, com prejuízo de terceiros...” previa que os infratores custeariam os trabalhos para a salubridade das águas, além da responsabilidade criminal. O Código teve a preocupação de estabelecer que em todos os aproveitamentos de energia hidráulica devem ser satisfeitas exigências acauteladoras dos interesses gerais: a) da alimentação e das necessidades das populações ribeirinhas; b) da salubridade pública; c) da navegação; d) da irrigação; e) da proteção contra a inundações, f) da conservação e livre circulação do peixe; g) do escoamento e rejeição das águas, nem sempre cumpridas na totalidade.

            O país hoje é considerado detentor do mais adequado instrumento legal para assegurar a sustentabilidade do uso dos seus recursos hídricos, que foi complementado pela Lei de Crimes Ambientais(Lei 9.605 de 12/02/98).

 

O  Código de Defesa do Consumidor:

 

            O Código de Proteção e Defesa do Consumidor é o instrumento que regula as relações de consumo do indivíduo no mercado, contribuindo para uma sociedade mais justa e apoiada no reconhecimento dos direitos do consumidor e no respeito à cidadania.

Baseando-se nos direitos à saúde e segurança e na liberdade de escolha do consumidor (artigo 6º, parágrafos I e II), bem como na legislação ambiental que regulariza as práticas dos indivíduos na sociedade, torna-se imprescindível a realização de ações educativas junto aos indivíduos para que o consumo de bens e serviços, neste caso os recursos hídricos, ocorra de forma racional, pois o consumidor é o único agente capaz de preservar a água que existe em nosso planeta, ou seja é a educação para o consumo atuando como principal instrumento formador de cidadãos conscientes das ações que desempenha.

            Educar para a consciência ecológica é, principalmente, desenvolver uma postura crítica em relação aos comportamentos humanos, num mundo em que os recursos já não podem ser considerados como dádivas inesgotáveis – mas um precioso tesouro que precisamos defender, preservar e usar com sabedoria.

 

4 - A relação do homem com a água

             Há tanta água que podemos até pensar que ela nunca irá acabar. Mas para os seres da superfície da Terra, a água necessária à vida não é a salgada dos mares e oceanos, e sim a água doce, que existe em muito menor quantidade. A água é um dos recursos naturais mais ameaçados pelas atividades humanas. Ao longo da História, temos descoberto muitas maneiras de substituir alguns recursos naturais de nosso planeta. Mas por mais criativo que seja o ser humano, nós jamais encontraremos o que possa substituir o “combustível” da vida – sem a água, a vida simplesmente não existiria.

No novo  milênio – e o tempo é escasso – a água valerá mais que o petróleo. Estudiosos já alertam que seu domínio e distribuição serão o principal motivo de guerras. Na ótica do primeiro mundo os países pobres devem arcar com as dificuldades geradas pela própria pobreza, mas quando se trata de riqueza natural, eles precisam entregá-la aos países ricos. Diante de tal cenário, resta ao Brasil e aos outros países em igualdade de condições promoverem uma gestão integrada e eficiente dos recursos hídricos, de modo a impedir o seu mau uso e reduzir as críticas à cobiça internacional ( SENRA, 2000).

Mais da metade dos grandes rios do mundo está reduzida e poluída, o que degrada e envenena os ecossistemas, ameaça a saúde e os meios de vida daqueles que dependem da água para irrigação, consumo e produção. O excesso de consumo e o abuso dos recursos hídricos das bacias dos rios, tanto dos países industrializados quanto nos em desenvolvimentos, constituem a primeira causa da decadência. A crise contribuiu para um total de 25 milhões de refugiados ambientais no ano de 1999, número que, pela primeira vez, superou o de refugiados de guerra. Para 2025, o número de refugiados ambientais poderá quadruplicar. Pesquisas realizadas em 50 países, identificam a escassez de água potável como um dos principais problemas que atingem, hoje, a humanidade. Além disso, 20% da população mundial já vivenciam dificuldades no acesso à água “segura de beber”, enquanto 50% não têm condições sanitárias seguras, situação que tende a piorar drasticamente. A Organização Mundial de Meteorologia prevê que, caso não haja mudanças no padrão atual de consumo, duas a cada três pessoas viverão em situação de racionamento de água no ano 2025. Em outras palavras, o consumo de água encaminha-se para um nível insustentável.

Os problemas que envolvem o recurso natural água são globais e de responsabilidade do consumo crescente para fins doméstico, industrial e agricultura – uma resposta direta do crescimento populacional (FIGUEIREDO, 2000). O Brasil em particular, tem uma riqueza muito grande na fauna e na flora. Essa riqueza pode ser percebida por cada um de nós, se nos dispusermos a utilizar um pouco do nosso tempo disponível admirando o que temos à nossa volta. Conhecendo melhor a Natureza será difícil deixar de aprecia-la e por outro lado será mais fácil colaborar para preservá-la.

A saúde e o bem estar de milhões de pessoas , a alimentação, o desenvolvimento sustentável, o ecossistema estão em perigo. É necessário e urgente que a gestão dos recursos hídricos se efetue de forma mais eficaz do que tem sido feito hoje. Mesmo sem saber como, muitas pessoas sentem ou já sentiram a necessidade de atuar de alguma maneira para a preservação da natureza, todos têm um papel a cumprir.

O Dia 22 de março – “Dia Mundial da Água” tem como objetivo chamar a atenção para o problema da escassez dos recursos hídricos em um futuro mais próximo que a humanidade pode imaginar. A data foi criada pela ONU como um convite à reflexão sobre as ameaças que pairam sobre esse bem natural e fundamental para todas as formas de vida sobre a Terra.  Hoje, do homem mais comum do interior ao maior dos executivos, todos sabemos que, se continuarmos utilizando a água como estamos fazendo, esse bem poderá acabar. Não é à toa que economistas do mundo inteiro, e não apenas ambientalistas e ecologistas, vêm chamando a água de “o ouro líquido” do futuro. Neste sentido o indivíduo, enquanto consumidor torna-se o principal agente capaz de reverter esse processo, sendo condição para isso mudanças de atitudes em relação ao consumo de modo a torná-lo mais racional.

 

Você sabia que.....

 

Há 2000 anos, a população mundial correspondia a 3% da população atual, enquanto a disponibilidade de água permanece a mesma?

A partir de1950 o consumo de água, em todo o mundo triplicou?

O consumo médio de água, por habitante, foi ampliado em cerca de 50%?

Para cada 1000 litros de água utilizada pelo homem resultam 10.000 litros de água poluída (ONU, 1993)?

No Brasil, mais de 90% dos esgotos domésticos e cerca de 70% dos efluentes industriais não tratados são lançados nos corpos d’água?

O homem pode passar até 28 dias sem comer. Mas apenas 3 dias sem água.

Gotejando, uma torneira chega a um desperdício de 46 litros/dia. Isto é, 1380 litros/mês. Ou seja, mais de um metro cúbico por mês. O que significa uma conta mais alta.

Um filete de mais ou menos dois milímetros totaliza 4.140 litros num mês.

Um buraco de dois milímetros no encanamento pode causar um esperdício de 3.200 litros por dia, isto é, mais de 3 caixas d’água.

 

Economizar água é esbanjar inteligência! Temos que acabar com o desperdício!

 

Isso não é difícil, basta adotarmos alguns procedimentos simples, tais como:

-          Fechar bem as torneiras

-          Não deixar o chuveiro ligado à toa.

-          Regular as descargas.

-         Não ficar horas lavando calçada com água potável.

 

5 - Referencias sugeridas para auxiliar o professor a complementar seu conhecimento sobre a relação consumo e meio ambiente:

 

  1. Constituição da República Federativa do Brasil

2.      Código de Proteção de Defesa do Consumidor. Lei nº 8.087, de 11 de

setembro de 1990.

  1. Decreto 24.643 de 10/07/1934 – Código de Águas e seus regulamentos
  2. Decreto 76.389 de 03/10/1975 – Poluição industrial
  3. Lei nº 6.938 de 17/01/1981 – Política Nacional do Meio Ambiente
  4. Lei nº 9.605 de 12/02/1998 – |Crimes Ambientais
  5. Decreto 3.179 de 21/09/199 – Regulamenta a Lei dos Crimes Ambientais
  6. DIDONET, M. Águas, gole de pura informação. Livro 1,2,3,4. 6ªed.

Rio de Janeiro:CIMA.1997.

  1. DIVISÃO DE INOVAÇÃO PEDAGÓGICA. O meio ambiente e a escola viva. In: Caderno de inovação pedagógica. nº 02, 1995.

 

MÓDULO II – ATIVIDADE PRÁTICA

Tendo em vista que somente a abordagem teórica não é suficiente para um processo efetivo de aprendizagem, e procurando relacionar os assuntos ministrados com a realidade que se vivencia em sala de aula, será solicitado aos professores que com base nos assuntos trabalhados durante o módulo I, seja proposta uma atividade a ser realizada com a sua turma.

Os seguintes pontos devem ser enfatizados:

-         importância da preservação da água no planeta;

-         atividades que podem ser realizadas no sentido de desenvolver a

          consciência do papel do indivíduo enquanto cidadãos;

-         atividades que podem ser realizadas no sentido de desenvolver a  consciência do indivíduo enquanto consumidor responsável pela preservação dos recursos naturais;

 Após a elaboração das atividades cada professor irá expor sua proposta, sendo a mesma discutida entre os presentes. Este será o  meio que possibilitará avaliar se os objetivos propostos, quanto á formação de professores foram alcançados.

 

FASE II

 

Proposta de Atividades a serem desenvolvidas em sala de aula

 

 

Tema: O ser humano e sua relação com os recursos naturais: A Água

 

1 – Aula teórica:

Duração: 3:20 horas

Metodologia: aula expositiva

Recursos utilizados: quadro negro; retroprojetor

A água no planeta

 

Visto pelo lado de fora, o planeta deveria se chamar Água. Com algumas “ilhas” de terra firme, cerca de 2/3 de sua superfície são dominados pelos vastos oceanos. Os pólos e suas vizinhanças estão cobertos pelas águas sólidas das gigantescas geleiras. A pequena quantidade de água restante divide-se entre a atmosfera, o subsolo, os rios e os lagos. Estimam-se em cerca de 1,35 bilhões de quilômetros cúbicos, o volume total de água na terra.

 

 Como se distribui a água na terra

 

O planeta terra é formado por muita água, mas 97% dela estão nos oceanos e mares, e é salgada. 2% estão armazenada nas geleiras em lugares quase inacessíveis. Apenas 1% de toda a água do planeta está disponível para o uso, armazenada nos lençóis subterrâneos, lagos, rios e na atmosfera.

               Oceanos – 97,57%                               Geleiras – 1,81%                                                                                   

Águas subterrâneas – 0,51%              Rios e lagos – 0,014%                   Atmosfera – 0,01%

                                                                       

O ciclo hidrológico:

 

As águas têm a propriedade de permanecer líquidas (estado líquido), de se transformar em vapor (estado gasoso) e em gelo (estado sólido). As mudanças de estado são determinadas principalmente pela temperatura e pelo lugar em que as águas estão.

Na superfície da Terra, essas mudanças vão depender da incidência direta ou indireta dos raios solares.

 

O Ciclo da Água

 

As águas dos rios, dos lagos, dos mares, etc. evapora. Esse vapor de água sobe na atmosfera e, à medida que se eleva, vai esfriando. A certa altura, ele se condensa e forma inúmeros gotinhas de água: são as nuvens.

Quando o vapor se condensa em camadas bem baixas, forma neblina ou nevoeiro. A neblina  não é nada mais que uma nuvem baixa.

As nuvens são formadas por gotas leves, que ficam suspensas. Porém, essas gotinhas vão se juntando e formando gotas maiores, mais pesadas, que acabam caindo: é a chuva. De madrugada, quando está frio, o vapor de água se condensa mas folhas e em outras superfícies frias: é o orvalho. O orvalho, portanto, não cai, ele se forma sobre as superfícies.

O vapor de água pode se transformar diretamente em sólido, sem passar  pela fase líquida: é a geada. A geada também não cai, mas se  forma sobre as superfícies frias.

Nas camadas mais altas da atmosfera, a temperatura é sempre muito baixa e o vapor de água pode passar para a fase sólida, formando cristais de gelo. Esses  cristais juntam‑se uns aos outros e formam flocos: é a neve. A neve só pode ser observada quando a temperatura das camadas mais baixas da atmosfera também for suficientemente baixa. No Brasil, só em poucos lugares e em raras ocasiões e que ocorre neve. De modo geral, a temperaturaa das camadas mais baixas da atmosfera fica acima de 0ºC.  Por isso, a neve derrete antes de chegar ao solo.

Nas tempestades de verão, as gotas de água podem transformar‑se em pequenos blocos arredondados de gelo, formando o granizo ou chuva de pedra. Isso acontece porque as gotas são levadas para camadas mais altas e mais frias por uma corrente ascendente do ar. Lá em cima, transformam‑se em pedras de gelo.

Na natureza, a água está continuamente mudando de fase e de lugar, passando de um ambiente para o outro.

Pense e Responda

Na natureza, a água passa por um ciclo, no qual ela sofre as seguintes transformações: evaporação, condensação, solidificação e fusão.  Como podemos observar estas etapas na natureza?

 

 


ATIVIDADE  PROPOSTA

 

 

 

 

Cruzadas ao contrário                                                                       

Dê o significado das palavras  da cruzadinha                                                                                                                                                

 

 

 

 

Como enfrentar o desperdício:

Os governos têm procurado melhorar os sistemas que abastecem as cidades, diminuindo a quantidade de água que se perde durante a etapa de distribuição (no Brasil, essa perda está em torno de 40%), instalando medidores (hidrômetros) e aumentando as tarifas para tentar evitar o uso abusivo.

Algumas técnicas foram desenvolvidas para que a água seja economizada: as indústrias, hoje, podem reduzir o consumo, reciclando e reaproveitando a água que utilizam; embora seja um processo caro, é possível  retirar o sal da água do mar; após tratamento, a água dos esgotos pode ser despejada nos mananciais que servem as cidades, e, depois de novamente passar por Estações de Tratamento, essa água fica tão limpa que pode ser novamente utilizada na indústria e até mesmo dentro de casa. Não são somente as indústrias que podem economizar água, cada um de nós pode fazê‑lo, tanto em casa quanto em nosso ambiente de trabalho, ajudando a combater o desperdício.

Ações que podemos realizar  para evitar o desperdício:

-         verificar atrás das paredes se elas estão úmidas, este é um indício de vazamento;

-         evitar que torneiras e mangueiras fiquem pingando ou deixando escorrer filetes de água;

-         verificar se existe vazamento no vaso sanitário;

-         observar os hidrômetros fazer a leitura, deixar a casa sem ninguém por algum tempo, ao retornar, fazer nova leitura. Se o hidrante acusar modificações, é porque existe vazamento;

-         verificar se as caixas d’água não apresentam rachaduras ou defeitos na bóia, dificultando o controle do consumo.

Poupando água:

No banheiro:

-         quando escovamos os dentes, só precisamos abrir a torneira para molhar a escova com a pasta e, depois, para enxaguar a boca e lavar a escova. Deixar água escorrendo sem necessidade é um grande desperdício;

-         para o banho, a filosofia é a mesma: desligar o chuveiro na hora em que nos ensaboamos é a atitude correta;

-         para os vasos sanitários devemos procurar reservatórios que gastem menor quantidade de água.

 

No tanque:

-         durante a lavagem das  roupas, usar apenas a água realmente necessária,  quando seguimos as instruções das embalagens dos produtos que usamos para lavar as roupas (sabões em pó, amaciantes, etc.), além de poupar água, estamos evitando poluir as águas com quantidades excessivas de produtos químicos.

 

Nos jardins, hortas e pomares:

-         regar pela manhã, bem cedo, ou no final da tarde, quando o calor é menor e a água evapora menos;

-         não regar nas horas em que há ventos, pois as águas serão sopradas para longe;

-         na lavagem de calçadas ou carros, usar a mangueira apenas para encher o balde.

Essas são apenas algumas atitudes que devemos adotar enquanto consumidores conscientes, evitando o desperdício e contribuindo, portanto, para preservar este recurso tão escasso que é a água e do qual dependemos para sobreviver. Se mudanças urgentes nos nossos hábitos de consumo não forem realizadas, certamente as futuras gerações terão sua qualidade de vida comprometida em função da falta de sensibilidade de nossa população.

E preciso preservar os nossos recursos naturais!!!

 

LEIA  COM ATENÇÃO:

Água um ponto crítico no ciclo vital do planeta

(...) Não faz muito tempo, a FAO Organização para a Alimentação e Agricultura  advertiu os governos europeus de que uma grave penúria de água os ameaçava. Segundo os especialistas da organização, o consumo de água cresce sem cessar devido á expansão demográfica e à poluição, que está fazendo com que diminua grande parte da água potável. Esse fatos ainda são agravados pelo abate descontrolado das florestas, mau aproveitamento do solo e contaminação dos lençóis freáticos.

(...)As megalópoles é que mais sofrerão no futuro com a escassez de água. Essas grandes consumidoras criam a água de seus territórios. A cidade de Los Angeles, por exemplo, está sendo obrigada a buscar água a centenas de quilômetros. Dentro em pouco, só poderão encontrá‑la na fronteira com o Canadá.

 (...)Para evitar uma desastrosa procura de água, alguns já começam a economizar gotas e utilizar um sistema de circuito fechado (...), ao trata de beber diversas vezes a mesma água. Os norte ‑ americanos já estão fazendo uso do sistema: 5% da água consumida nos Estados Unidos são provenientes dos esgotos. Em Chanute, no Kansas, a mesma água é reciclada mais de 10 vezes e ainda permanece dentro dos padrôes estabelecidos pelo Conselho Sanitário do país.

(...)Os pesquisadores tentam obter água, também de outros locais, como os oceanos

(...) No futuro, talvez o fato de ter água passe a constituir o critério de divisão entre países ricos e pobres. Somente uma nação muito rica poderia, por exemplo, retirar água das calotas polares. Sabendo‑se que 2% da água do planeta se acham em torno dos pólos, a idéia dos norte americanos é usar rebocadores capazes de transportar imensos icebergs da Antártida até a costa da Califórnia.

           (Revista Geográfica Universal, outubro de 1991.p.98‑110).

  escassez

 

grande

 

consumidoras

 

potável

 

cessar

 
Banco de palavras

Usando todas as palavras do banco,  reescreva as frases de modo que fiquem mais completas:

 

 

 

a) O consumo de água cresce // devido ao // aumento da poluição, que está fazendo com que diminua parte da água //.

b)  As megalópoles é que mais sofrerão no futuro

     com a // de água. Essas grandes // criam água em seus territórios.

 

3 ‑ Pense e responda

     Analisando seus hábitos de consumo diário, cite algumas atitudes que podem ser realizadas por você, em sua casa para economizar água, contribuindo para sua preservação.

 

4 ‑ QUESTÕES DE REVISÃO

1) Qual é a fórmula da água?

2) Quais são as propriedades da água?

3) Como a água se distribui na superfície da Terra?

4)Porque a água é considerada essencial para a vida?

5) O que ocorrerá se não consumimos a água com maior moderação?

6) Como podemos evitar o desperdício em nossas casas? Cite 5 formas.

 

2 – Aula prática:

 

·        Visitas:

Será feita uma visita à Estação de Tratamento de Água (ETA II) – SAAE – situada na Violeira. Tendo por objetivo mostrar como funciona os diferentes processos de tratamento de água em nossa cidade. Apesar dessa estação abastecer apenas 30% da cidade, o SAAE orienta que a visita seja feita na mesma, uma vez que é a mais moderna. Os  70% do abastecimento vêm da ETA I, situada à rua do Pintinho, Centro.

Também será feita uma visita à nascente do Rio São Bartolomeu, ele é responsável pelo abastecimento do ETA I, essa nascente se localiza no Paraíso.

·        Pontos a serem observados pelos alunos:

Nascente do Rio São Bartolomeu

.  situação da água na nascente quanto ao volume e aspecto

.  tipo de vegetação ao redor da nascente;

.  presença de moradias próximo à nascente.

Estação de Tratamento de Água

. como a água chega até a estação de tratamento (características físicas)

. quais processos de tratamento a água sofre;

. como ela é distribuída para a população do município;

 

3 ‑  Avaliação:

Organizados em grupo de três, após a visita, será solicitado a cada grupo  que elabore um mural expressando a visão  obtida a respeito dos pontos visitados,   relacionando‑os com os conhecimentos teóricos aprendidos em sala de aula.

A seguir os alunos deverão explicar aos colegas os principais pontos abordados em sua atividade prática.

 

 

 

                             REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

1 - BRASIL.Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais:

          introdução aos parâmetros curriculares nacionais/Secretaria de Educação

          Fundamental.Brasília: MEC/SEF, 1997.126p.

2 ‑ DIDONET, M. O lixo pode ser um tesouro: um monte de novidades sobre um

          monte de lixo. 6ª ed. – Rio de Janeiro: CIMA, 1997. 32p.

3 ‑ DURNING, A.T. How much is enough? The consumer society and the  future of the

           eart.Earthscan Publications Ldt, London.1992.200p.

4 ‑ FIGUEIREDO, A.C.M. A terra pede clemência In: Estado de Minas. Segunda-feira,

         20 de março de 2000, nº90 – Ano VI. p.7.

5 ‑ GARMAN, E.T. Consumer economic issues in America. DAME Publications,

           INC.Houston, Texas.1993.880p

6 - GOULART,I.B. Conteúdos Básicos(Ciclo Básico de Alfabetização à 4ª Série do

           Ensino Fudamental). Matemática/Ciências. Vol.II,1996.152p

7 ‑ McCRACKEN,G. Culture and consumption: a theoretical account of the structure and

           movement of the cultural meaning of consumer goods. Journal of Consumer

           Research. V 13, 1986, 71-84.

8 ‑ PORTO, D.P. & MARQUES, J.L.M. Ciências. O solo, a água e o ar.  São Paulo.

          Scipione, 1997.

9 ‑ SECRETARIA DE EDUCAÇÀO FUNDAMENTAL. Parâmetros Curriculares

          nacionais: Ciências Naturais, Secretaria de Educação Fundamental. Brasília:

         MEC, SEF, 1998, 138p.

10 - __________. Parâmetros curriculares nacionais: Ciências Naturais: terceiro e

        quarto ciclos: apresentação dos temas transversais/Secretaria de Educação

       Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998, 436 p.

11 ‑ SENRA, J.B. O tempo das águas. In: Estado de Minas. Segunda-feira, 20 de março de

        2000, nº90 – Ano VI. p.1.

12 ‑ VALENTE, M.A.Q. & FALCÃO, M.T.D.S. Educação do consumidor.

             FINDES/SESI, 1996.

13 – http://www.uniagua.org.br



1 Mestranda em Economia Doméstica, área de concentração Economia de Consumo Familiar ‑ Universidade Federal de Viçosa ‑ MG

2 Mestranda em Economia Doméstica, área de concentração Economia de Consumo Familiar ‑ Universidade Federal de Viçosa ‑ MG