PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA 5ª SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL: A INTERAÇÃO DOS TEMAS TRANSVERSAIS ‑ CONSUMO E MEIO AMBIENTE .
Rita de Cássia Oliveira1
Cristiana Samartini Souza2
Este trabalho foi apresentado como parte
da disciplina Educação do Consumidor, no curso de mestrado em Economia
Doméstica na Universidade Federal de Viçosa.
Constitui-se em uma proposta de trabalho a ser executado com os
professores do ensino fundamental para 5ª Série. Esta proposta contém
atividades a serem realizadas no sentido de intensificar a construção coletiva
do processo pedagógico, favorecendo o desenvolvimento pessoal e profissional
dos professores e alunos, criando novas possibilidades de trabalho com estes,
que melhore a qualidade de suas aprendizagens e ampliar sua percepção referente
a seu papel no meio no qual está inserido.
1.1-
A Educação
O papel fundamental da educação no
desenvolvimento das pessoas e das sociedades amplia-se cada vez mais no despertar do novo milênio e aponta
para a necessidade de se construir uma escola voltada para a formação de
cidadãos (PCN, 1998).
De 1995 a 1998, a Secretaria de
Educação Fundamental (DEF), do Ministério da Educação, visando a uma educação
de qualidade que pudesse assegurar às crianças e aos jovens brasileiros, mesmo
em locais com pouca infra-estrutura e condições sócio-econômicas desfavoráveis,
o acesso ao conjunto de conhecimentos socialmente elaborados e reconhecidos
como necessários ao exercício da cidadania, elaborou uma referência curricular
para todo o país ao qual, ao mesmo tempo em que busca fortalecer a unidade
nacional e a responsabilidade do governo federal para com a educação, assegura
também o respeito à diversidade, que é a marca cultural do país, mediante a
possibilidade de adaptações que integrem as diferentes dimensões da prática
educacional.
São os parâmetros curriculares nacionais
(PCN), referências curriculares que se
caracterizam pela flexibilidade, permitindo um diálogo com as escolas no que se
refere à elaboração de seu projeto pedagógico junto às secretarias, subsidiando
a adaptação e a elaboração de seus respectivos currículos. Foram elaborados
procurando-se, de um lado, respeitar diversidades regionais, culturais,
políticas, existentes no país; e de outro, considerar a necessidade de construir
referências nacionais, comuns ao processo educativo em todas as regiões
brasileiras, pretendendo com isso criar condições, nas escolas, que permitam
aos nossos jovens ter acesso ao conjunto de conhecimentos socialmente
elaborados e reconhecidos como necessários ao exercício da cidadania.
Os parâmetros foram estruturados
contendo as especificações por quatro ciclos, de 1ª a 8ª série. Cobrem, de um
lado, as áreas que compõem obrigatoriamente o ensino nestas séries: língua
portuguesa, matemática, história, geografia, ciências naturais, arte e educação
física. De outro, abrangem os chamados “temas transversais”, que não constituem
disciplinas específicas de ensino, mas devem impregnar profundamente o conteúdo
de cada matéria e todo o convívio social na escola. São os seguintes: ética,
saúde, meio ambiente, pluralidade
cultural, orientação sexual, trabalho e consumo.
No terceiro ciclo vemos que os
alunos nesta fase vivem a juventude, podendo ampliar a participação em seu meio
social, desenvolvendo uma atitude crítica que dirige tanto as relações pessoais
quanto outros aspectos de sua vida cultural e afetiva. Nesta fase, educadores
precisam abrir-se ao diálogo, encontrar respostas e incentivos adequados para o
amadurecimento crítico de seus alunos, o que significa, geralmente, empreender
trabalho em grupo, capaz de envolver e colocar os alunos em interação social e
cognitiva. A complexidade desta fase escolar exige que o professor tenha
possibilidade real de realizar ensino ativo, desafiador e atualizado. (PCN, 1998),
considerando o indivíduo em constante relação com o seu meio.
Durante muitos séculos, o ser humano se
imaginou no centro do universo, com a natureza à sua disposição e apropriou-se
de seus processos, alterou seus ciclos, redefiniu seus espaços, mas acabou
deparando-se com uma crise ambiental que coloca em risco a vida do planeta,
inclusive a humana. (DIDONET, 1997). Movido pelas leis da economia mundial, o
consumo excessivo de materiais se expande dramaticamente, em parte porque as
pessoas acumulam maior quantidade de bens, mas na maior parte em razão da
proliferação do desperdício. Nós consumidores vivemos em uma economia material
dominada pelo excessivo uso da embalagem, pelos produtos descartáveis, pela
rápida obsolescência, pelos bens não reaproveitáveis e pelo padrão do mercúrio.
O consumo diário a níveis elevados traduz-se no impacto que supera as forças da
natureza, e cujo processo somente pode ser contido através de um processo amplo
de educação (DURNING, 1992). Deste modo propõe-se trabalhar a relação do ser
humano enquanto consumidor com a natureza, sendo ele principal agente do processo de manutenção do meio no
qual está inserido.
A educação formal, coloca-se como meio
essencial para possibilitar esse processo
amplo e urgente de sensibilização, não só nos centros urbanos como
rurais, colocando o homem no seu verdadeiro lugar, onde ele possa sentir-se
força inseparável da natureza, num processo de equilíbrio entre consumo e meio
ambiente, permitindo que a procura por melhores condições de vida,
possibilitadas pelo avanço da ciência e da tecnologia, não acabe por destruir o
mundo a seu redor, comprometendo as futuras gerações, pela agressão à vida e
pelo desperdício.
2.1
- Geral
Fornecer subsídios aos professores do terceiro ciclo do ensino fundamental, para que construam uma prática pedagógica centrada na formação global do aluno, de modo a contribuir para a formação de indivíduos conscientes da sua atuação enquanto cidadãos, consumidores e trabalhadores em interação com o meio ambiente.
2.2
- Específicos
·
oferecer
aos professores subsídios para que trabalhem com os alunos, questões referentes
à educação para o consumo e sua relação com o meio ambiente;
·
propor uma
metodologia de trabalho a ser desenvolvida com os alunos, que permita a estes
compreender a realidade na qual estão inseridos e que sejam capazes de intervir
em sua dinâmica;
·
incentivar
o desenvolvimento da consciência crítica quanto ao papel do indivíduo, enquanto
consumidor, como agente central do processo de preservação dos recursos
hídricos; tornando-o capaz de proceder ao uso racional da água, tendo em vista o processo de preservação
ambiental;
Considerando que a formação dos alunos
não pode ser pensada apenas como uma atividade intelectual, mas como um
processo global, onde conhecer e intervir no real, não se encontram
dissociados, que se aprende participando, vivenciando sentimentos, tomando
atitudes diante dos fatos, escolhendo procedimentos para atingir determinados
objetivos, propõe-se um trabalho integrado, onde o envolvimento do aluno é uma
característica chave.
Nele, os alunos são co-responsáveis pelo
trabalho e pelas escolhas ao longo do desenvolvimento do trabalho.
Tendo em vista que tanto consumo como
meio ambiente estão inseridos nos temas transversais, e que há uma estreita
relação entre eles, propõe-se trabalhar a interação entre estes temas.
O programa está organizado da seguinte
forma:
Área
de abrangência : rede
municipal de ensino, envolvendo professores de ciências e alunos da 5ª série da
rede.
Fase 1: Treinamento de
Professores:
. tema: Consumo e meio ambiente – Preservando
os recursos naturais a partir do consumo racional.
.
carga horária: 16 horas.
.
módulo I - parte teórica: será ministrado curso de capacitação abordando o
tema, que será trabalhado na forma de
seminário.
.
módulo II - parte prática: com base no assunto ministrado será solicitado aos professores que elaborem uma
proposta de trabalho com os alunos de
sua turma. Avaliação: exposição e discussão da proposta de trabalho por
cada grupo de professores.
Fase 2: Proposta de atividades a serem desenvolvidas em sala de
aula
.
tema: O ser humano e sua relação com os
recursos naturais: a água
.
duração: 04 aulas
.
carga horária: 11:20 horas
.
abordagem teórica: exposição do assunto a partir do conhecimento e da
experiência do aluno
.
parte prática: visita à estação de tratamento de água e à nascente do principal
rio que abastece a cidade;
.
avaliação: elaboração de mural pelas crianças, de acordo com a percepção em
relação à visita e exposição pelos alunos de seu ponto de vista.
|
FASE
I |
Treinamento de professores da 5ª série
do ensino fundamental |
1 - A problemática consumo
e meio ambiente
Consumir, não é um ato
"neutro", significa participar de um cenário de disputa por aquilo
que a sociedade produz e pelos modos de usá-lo, tornando-se um momento em que
os conflitos, originados pela desigual participação na estrutura produtiva,
ganham continuidade por meio da distribuição e apropriação de bens e serviços.
A história do movimento dos consumidores (consumerismo) reflete esta
compreensão. Considera-se que o movimento dos consumidores iniciou-se em Nova
York, em 1981, quando surgiu uma associação de consumidores denominada New York
Consumers League, cuja luta era pela melhoria das condições de trabalho locais,
contra a exploração do trabalho feminino e infantil em fábricas e comércio.
Essa associação elaborava "Listas Brancas", contendo o nome dos produtos
que os consumidores deveriam escolher preferencialmente, pois as empresas que
os produziam e comercializavam respeitavam os direitos dos trabalhadores. Era
uma forma de influenciar a conduta das empresas pelo poder de compra dos
consumidores.
À medida que a humanidade aumenta
sua capacidade de intervir na natureza para satisfação de necessidades e
desejos crescentes, surgem tensões e conflitos quanto ao uso do espaço e dos
recursos. A demanda global dos recursos naturais deriva de uma formação econômica
cuja base é a produção e o consumo em larga escala. A lógica associada a essa
formação, que rege o processo de exploração da natureza hoje, é responsável por
boa parte da destruição dos recursos naturais e é criadora de necessidades que
exigem, para sua própria manutenção, um crescimento sem fim das demandas
quantitativas e qualitativas desses recursos. Os rápidos avanços tecnológicos
viabilizaram formas de produção de bens com conseqüências indesejáveis que se
agravam com igual rapidez. A exploração dos recursos naturais passou a ser
feita de forma demasiadamente intensa, a ponto de por em risco a sua
renovabilidade. Sabe-se agora da necessidade de entender mais sobre os limites
da renovabilidade de recursos tão básicos como, por exemplo, a água.
Recursos não renováveis, como o petróleo,
ameaçam escassear. Onde moravam algumas famílias, consumindo escassa quantidade
de água e produzindo poucos detritos, agora moram milhões de famílias, exigindo
a manutenção de imensos mananciais e gerando milhares de toneladas de lixo por
dia. Essas diferenças são definitivas para a degradação do meio. Sistemas
inteiros de vida vegetal e animal são tirados de seu equilíbrio. Do confronto
inevitável entre o modelo de desenvolvimento econômico vigente – que valoriza o
aumento da riqueza em detrimento da conservação dos recursos naturais – e a
necessidade vital de conservação do meio ambiente, surge a discussão sobre como
viabilizar o crescimento econômico das nações, explorando os recursos naturais
de forma racional, e não predatória. Diante de tal situação percebe-se que é
fundamental a sociedade impor regras ao crescimento, à exploração e à
distribuição dos recursos de modo a garantir a qualidade de vida daqueles que
dele dependam. Portanto, deve-se cuidar, para que o uso econômico dos bens da
Terra pelos seres humanos tenha caráter de conservação, isto é, que gere o
menor impacto possível e respeite as condições de máxima renovabilidade dos
recursos.
No
Brasil, assim como em outros países do mundo, fala-se em garantir o acesso de
todos aos bens econômicos e culturais necessários ao desenvolvimento pessoal e
uma boa qualidade de vida, relacionando-o com o conceito de sustentabilidade.
Sabe-se que o maior bem estar das pessoas não é diretamente proporcional à
maior quantidade de bens consumidos. Entretanto, o atual modelo econômico
estimula um consumo crescente e irresponsável, condenando a vida na terra a uma
rápida destruição. Impõe-se, assim, a necessidade de estabelecer um limite a
esse consumo.
Neste processo, a educação do
consumidor pode contribuir significativamente, no sentido de melhorar os
aspectos qualitativos do cotidiano, permitindo ao indivíduo daí retirar
conhecimentos práticos, ensinamentos, modos de pensar, de se inserir
socialmente e de se comportar como consumidor consciente, com inegáveis
vantagens para si e para a própria
coletividade (VALENTE, 1996).
2 - Importância da educação
do consumidor na preservação dos recursos naturais
O significado cultural em uma
sociedade de consumo muda incessantemente de um lugar para outro. Em geral, ele
muda primeiro do mundo culturalmente constituído para os bens de consumo, e
então, destes, para o consumidor individual. Vários instrumentos são
responsáveis por este movimento, como a propaganda, sistema de moda e os rituais
do consumidor que incluem o ritual de posse, troca, enfeite e de despojamento.
Os bens de consumo têm um significado que vai além de seu valor utilitário e
comercial, tendo a capacidade de possuir e comunicar um significado cultural
que varia continuamente, ajudados pelos esforços coletivos dos projetistas,
produtores, propagandistas e consumidores.(MCRACKEN, 1986).
De acordo com DURNING (1992), o
mundo é dividido em três classes ecológicas, distinguidas através de sua renda
média anual e seus estilos de vida. São a classe dos pobres, a classe de renda
média e a classe dos consumidores, sendo esta a que mais se destaca nas
relações de consumo. A sociedade de consumo nasceu nos EUA na década de 20,
quando nomes de marcas se tornaram palavras da unidade doméstica, quando
alimentos processados e embalados se difundiram bastante, e quando o automóvel
tomou seu lugar na cultura americana. O consumo era colocado como uma obrigação
patriota. Ao longo dos anos o consumismo tomou tal forma que a orientação
cultural das pessoas passou a visualizar uma vida cada vez mais próspera
financeiramente, com um número cada vez maior de bens materiais. Porém, o
crescimento agressivo do estilo de vida consumista não foi suficiente para
fornecer às pessoas uma vida mais plena, como se propunha. Neste processo de valorização do consumo,
o mercado americano, de acordo com GARMAN (1993) é onde o indivíduo satisfaz
seus objetivos pessoais. É um sistema onde a economia é dirigida pela oferta e
demanda que é o que determina quais bens e serviços são produzidos e os preços
a que são vendidos. Analisando a posição do indivíduo na sociedade, verifica-se
que ele exerce três papéis na vida econômica: trabalhador, consumidor e
cidadão. Como trabalhador, ele está preocupado em ter um emprego e com o
crescimento futuro de sua renda; como consumidor, está interessado no gasto,
poupança e aumento de produtos; como cidadão espera-se que esteja preocupado
com práticas e leis que afetam sua renda, gasto, poupança, investimento e
oportunidade de emprego.
Todas
as decisões do consumidor no mercado envolvem escolhas, que são influenciadas
por forças cujo conjunto é chamado, campo psicológico. Com base na capacidade
de escolha do indivíduo e considerando os papéis que ele assume na sociedade,
deve-se trabalhar as suas atitudes, enquanto consumidor, no meio no qual está
inserido, tendo em vista as conseqüências das mesmas para o meio ambiente. O
consumo irracional afeta a disposição dos recursos naturais, portanto é
essencial conscientizar o indivíduo de que o uso moderado desses recursos se
faz necessário para a sua preservação. A educação do consumidor pode agir neste
sentido, trazendo benefícios não só para o indivíduo, mas também para a
sociedade e para as empresas. Ela se refere a atividades praticadas não apenas
em salas de aula, mas na comunidade, através de meios de comunicação e via
informação e programas do governo e da
indústria.
Benefícios
para o indivíduo:
·
Encoraja o
pensamento crítico que ajuda o consumidor a agir melhor no mercado. Assim, as
escolhas que um consumidor educado faz acontecerão através do questionamento,
análise e busca de alternativas.
·
Dá ao
consumidor habilidades que contribuem para o sucesso na vida diária. O consumidor, no mercado,
distingue entre suas necessidades e desejos; administra melhor os seus recursos
financeiros, entre outras.
·
Leva à
autoconfiança e independência. A educação do consumidor é um instrumento para
capacitação.
·
Promove
valores sólidos: auto‑consciência, responsabilidade, economia, prudência,
intencionalidade.
·
Melhora a
qualidade de vida. O grau a que os consumidores educados escolhem produtos
seguros e saudáveis em vez de duvidosos, medirá avanços na qualidade de vida.
Benefícios
para a Sociedade:
·
Promove o
melhoramento coletivo.
·
Forma
cidadãos mais ativos e melhor informados que são capazes de fazer suas vozes
ouvidas nos debates de política pública.
·
Minimiza a
agitação social. A educação do consumidor é uma medida preventiva, que não
apenas adia o tumulto social, mas muda as condições permitindo que haja
igualdade entre consumidores e produtores.
A Constituição, o Código de Proteção e
Defesa do Consumidor, bem como as Legislações Ambientais, que regularizam as
práticas de indivíduos e empresas, são os instrumentos legais que permitem
estreitamento das relações entre produção e consumo de modo a obter a
sustentabilidade. São instrumentos essenciais, que fundamentam qualquer
trabalho de educação ambiental e consumo, merecendo atenção alguns aspectos:
Promulgada em 05 de outubro de 1988,
contém vários artigos que tratam da questão ambiental, dentre os quais
destacamos:
Capítulo VI – Do Meio Ambiente
Art. 225 – Todos têm direito ao meio
ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à
sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade, o dever
de defende-lo para as presentes e futuras gerações
Capítulo I – Dos Direitos e Deveres
Individuais e Coletivos
Art. 5, LXXIII – qualquer cidadão é parte
legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio
público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa,
ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo
comprovada má fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência.
A
Legislação Ambiental:
Em 10 de julho de 1934, foi
sancionado o Decreto nº 24643 que instituiu o Código das Águas, no Brasil.
Determinava, “a ninguém é lícito
conspurcar ou contaminar as águas que não consome, com prejuízo de
terceiros...” previa que os infratores custeariam os trabalhos para a
salubridade das águas, além da responsabilidade criminal. O Código teve a
preocupação de estabelecer que em todos os aproveitamentos de energia
hidráulica devem ser satisfeitas exigências acauteladoras dos interesses
gerais: a) da alimentação e das necessidades das populações ribeirinhas; b) da salubridade
pública; c) da navegação; d) da irrigação; e) da proteção contra a inundações,
f) da conservação e livre circulação do peixe; g) do escoamento e rejeição das
águas, nem sempre cumpridas na totalidade.
O país hoje é considerado detentor
do mais adequado instrumento legal para assegurar a sustentabilidade do uso dos
seus recursos hídricos, que foi complementado pela Lei de Crimes Ambientais(Lei
9.605 de 12/02/98).
O Código de Defesa do Consumidor:
O Código de Proteção e Defesa do
Consumidor é o instrumento que regula as relações de consumo do indivíduo no
mercado, contribuindo para uma sociedade mais justa e apoiada no reconhecimento
dos direitos do consumidor e no respeito à cidadania.
Baseando-se nos direitos à saúde e
segurança e na liberdade de escolha do consumidor (artigo 6º, parágrafos I e
II), bem como na legislação ambiental que regulariza as práticas dos indivíduos
na sociedade, torna-se imprescindível a realização de ações educativas junto
aos indivíduos para que o consumo de bens e serviços, neste caso os recursos
hídricos, ocorra de forma racional, pois o consumidor é o único agente capaz de
preservar a água que existe em nosso planeta, ou seja é a educação para o
consumo atuando como principal instrumento formador de cidadãos conscientes das
ações que desempenha.
Educar para a consciência ecológica
é, principalmente, desenvolver uma postura crítica em relação aos
comportamentos humanos, num mundo em que os recursos já não podem ser
considerados como dádivas inesgotáveis – mas um precioso tesouro que precisamos
defender, preservar e usar com sabedoria.
Há tanta água que podemos até pensar que ela nunca irá acabar. Mas
para os seres da superfície da Terra, a água necessária à vida não é a salgada
dos mares e oceanos, e sim a água doce, que existe em muito menor quantidade. A
água é um dos recursos naturais mais ameaçados pelas atividades humanas. Ao
longo da História, temos descoberto muitas maneiras de substituir alguns
recursos naturais de nosso planeta. Mas por mais criativo que seja o ser
humano, nós jamais encontraremos o que possa substituir o “combustível” da vida
– sem a água, a vida simplesmente não existiria.
No novo
milênio – e o tempo é escasso – a água valerá mais que o petróleo. Estudiosos
já alertam que seu domínio e distribuição serão o principal motivo de guerras.
Na ótica do primeiro mundo os países pobres devem arcar com as dificuldades
geradas pela própria pobreza, mas quando se trata de riqueza natural, eles
precisam entregá-la aos países ricos. Diante de tal cenário, resta ao Brasil e
aos outros países em igualdade de condições promoverem uma gestão integrada e
eficiente dos recursos hídricos, de modo a impedir o seu mau uso e reduzir as
críticas à cobiça internacional ( SENRA, 2000).
Mais da metade dos grandes rios do mundo
está reduzida e poluída, o que degrada e envenena os ecossistemas, ameaça a
saúde e os meios de vida daqueles que dependem da água para irrigação, consumo
e produção. O excesso de consumo e o abuso dos recursos hídricos das bacias dos
rios, tanto dos países industrializados quanto nos em desenvolvimentos,
constituem a primeira causa da decadência. A crise contribuiu para um total de
25 milhões de refugiados ambientais no ano de 1999, número que, pela primeira
vez, superou o de refugiados de guerra. Para 2025, o número de refugiados
ambientais poderá quadruplicar. Pesquisas realizadas em 50 países, identificam
a escassez de água potável como um dos principais problemas que atingem, hoje,
a humanidade. Além disso, 20% da população mundial já vivenciam dificuldades no
acesso à água “segura de beber”, enquanto 50% não têm condições sanitárias
seguras, situação que tende a piorar drasticamente. A Organização Mundial de
Meteorologia prevê que, caso não haja mudanças no padrão atual de consumo, duas
a cada três pessoas viverão em situação de racionamento de água no ano 2025. Em
outras palavras, o consumo de água encaminha-se para um nível insustentável.
Os problemas que envolvem o recurso
natural água são globais e de responsabilidade do consumo crescente para fins
doméstico, industrial e agricultura – uma resposta direta do crescimento
populacional (FIGUEIREDO, 2000). O Brasil em particular, tem uma riqueza muito
grande na fauna e na flora. Essa riqueza pode ser percebida por cada um de nós,
se nos dispusermos a utilizar um pouco do nosso tempo disponível admirando o
que temos à nossa volta. Conhecendo melhor a Natureza será difícil deixar de
aprecia-la e por outro lado será mais fácil colaborar para preservá-la.
A saúde e o bem estar de milhões de pessoas , a alimentação, o desenvolvimento sustentável, o ecossistema estão em perigo. É necessário e urgente que a gestão dos recursos hídricos se efetue de forma mais eficaz do que tem sido feito hoje. Mesmo sem saber como, muitas pessoas sentem ou já sentiram a necessidade de atuar de alguma maneira para a preservação da natureza, todos têm um papel a cumprir.
O Dia 22 de março – “Dia Mundial da Água”
tem como objetivo chamar a atenção para o problema da escassez dos recursos
hídricos em um futuro mais próximo que a humanidade pode imaginar. A data foi
criada pela ONU como um convite à reflexão sobre as ameaças que pairam sobre
esse bem natural e fundamental para todas as formas de vida sobre a Terra. Hoje, do homem mais comum do interior ao
maior dos executivos, todos sabemos que, se continuarmos utilizando a água como
estamos fazendo, esse bem poderá acabar. Não é à toa que economistas do mundo
inteiro, e não apenas ambientalistas e ecologistas, vêm chamando a água de “o ouro
líquido” do futuro. Neste sentido o indivíduo, enquanto consumidor torna-se o
principal agente capaz de reverter esse processo, sendo condição para isso
mudanças de atitudes em relação ao consumo de modo a torná-lo mais racional.
Você
sabia que.....
Há 2000
anos, a população mundial correspondia a 3% da população atual, enquanto a
disponibilidade de água permanece a mesma?
A
partir de1950 o consumo de água, em todo o mundo triplicou?
O
consumo médio de água, por habitante, foi ampliado em cerca de 50%?
Para
cada 1000 litros de água utilizada pelo homem resultam 10.000 litros de água
poluída (ONU, 1993)?
No
Brasil, mais de 90% dos esgotos domésticos e cerca de 70% dos efluentes
industriais não tratados são lançados nos corpos d’água?
O homem
pode passar até 28 dias sem comer. Mas apenas 3 dias sem água.
Gotejando,
uma torneira chega a um desperdício de 46 litros/dia. Isto é, 1380 litros/mês.
Ou seja, mais de um metro cúbico por mês. O que significa uma conta mais alta.
Um
filete de mais ou menos dois milímetros totaliza 4.140 litros num mês.
Um
buraco de dois milímetros no encanamento pode causar um esperdício de 3.200
litros por dia, isto é, mais de 3 caixas d’água.
Economizar água é esbanjar inteligência! Temos que acabar com o desperdício!
Isso não é difícil, basta adotarmos alguns procedimentos simples, tais como:
-
Fechar bem as
torneiras
-
Não deixar o
chuveiro ligado à toa.
-
Regular as
descargas.
- Não ficar horas lavando calçada com água potável.
5 - Referencias sugeridas
para auxiliar o professor a complementar seu conhecimento sobre a relação
consumo e meio ambiente:
2.
Código
de Proteção de Defesa do Consumidor. Lei nº 8.087, de 11 de
setembro de 1990.
Rio de Janeiro:CIMA.1997.
Tendo
em vista que somente a abordagem teórica não é suficiente para um processo
efetivo de aprendizagem, e procurando relacionar os assuntos ministrados com a
realidade que se vivencia em sala de aula, será solicitado aos professores que
com base nos assuntos trabalhados durante o módulo I, seja proposta uma
atividade a ser realizada com a sua turma.
Os seguintes pontos devem ser
enfatizados:
-
importância
da preservação da água no planeta;
-
atividades
que podem ser realizadas no sentido de desenvolver a
consciência do papel do indivíduo enquanto cidadãos;
-
atividades
que podem ser realizadas no sentido de desenvolver a consciência do indivíduo enquanto consumidor responsável pela
preservação dos recursos naturais;
Após a elaboração das atividades cada professor irá expor sua
proposta, sendo a mesma discutida entre os presentes. Este será o meio que possibilitará avaliar se os
objetivos propostos, quanto á formação de professores foram alcançados.
|
FASE
II |
Proposta
de Atividades a serem desenvolvidas em sala de aula |
Tema: O ser humano e sua relação com os
recursos naturais: A Água
1
– Aula teórica:
Duração: 3:20 horas
Metodologia: aula expositiva
Recursos utilizados: quadro negro;
retroprojetor
Visto pelo lado de fora, o planeta deveria se chamar Água. Com algumas “ilhas” de terra firme, cerca de 2/3 de sua superfície são dominados pelos vastos oceanos. Os pólos e suas vizinhanças estão cobertos pelas águas sólidas das gigantescas geleiras. A pequena quantidade de água restante divide-se entre a atmosfera, o subsolo, os rios e os lagos. Estimam-se em cerca de 1,35 bilhões de quilômetros cúbicos, o volume total de água na terra.
O planeta terra é formado por muita água,
mas 97% dela estão nos oceanos e mares, e é salgada. 2% estão armazenada nas
geleiras em lugares quase inacessíveis. Apenas 1% de toda a água do planeta
está disponível para o uso, armazenada nos lençóis subterrâneos, lagos, rios e
na atmosfera.
Oceanos – 97,57% Geleiras – 1,81%

Águas
subterrâneas – 0,51% Rios e lagos – 0,014% Atmosfera – 0,01%
O
ciclo hidrológico:

As águas têm a propriedade de permanecer
líquidas (estado líquido), de se transformar em vapor (estado gasoso) e em gelo
(estado sólido). As mudanças de estado são determinadas principalmente pela
temperatura e pelo lugar em que as águas estão.
Na superfície da Terra, essas mudanças
vão depender da incidência direta ou indireta dos raios solares.
O Ciclo da Água
As águas dos rios, dos lagos, dos mares,
etc. evapora. Esse vapor de água sobe na atmosfera e, à medida que se eleva,
vai esfriando. A certa altura, ele se condensa e forma inúmeros gotinhas de
água: são as nuvens.
Quando o vapor se condensa em camadas bem
baixas, forma neblina ou nevoeiro. A neblina não é nada mais que uma nuvem baixa.
As nuvens são formadas por gotas leves,
que ficam suspensas. Porém, essas gotinhas vão se juntando e formando gotas
maiores, mais pesadas, que acabam caindo: é a chuva. De madrugada, quando está frio, o vapor de água se condensa
mas folhas e em outras superfícies frias: é o orvalho. O orvalho, portanto, não cai, ele se forma sobre as
superfícies.
O vapor de água pode se transformar
diretamente em sólido, sem passar pela
fase líquida: é a geada. A geada
também não cai, mas se forma sobre as
superfícies frias.
Nas camadas mais altas da atmosfera, a
temperatura é sempre muito baixa e o vapor de água pode passar para a fase
sólida, formando cristais de gelo. Esses
cristais juntam‑se uns aos outros e formam flocos: é a neve. A neve só pode ser observada
quando a temperatura das camadas mais baixas da atmosfera também for
suficientemente baixa. No Brasil, só em poucos lugares e em raras ocasiões e
que ocorre neve. De modo geral, a temperaturaa das camadas mais baixas da
atmosfera fica acima de 0ºC. Por isso,
a neve derrete antes de chegar ao solo.
Nas tempestades de verão, as gotas de
água podem transformar‑se em pequenos blocos arredondados de gelo,
formando o granizo ou chuva de
pedra. Isso acontece porque as gotas são levadas para camadas mais altas e mais
frias por uma corrente ascendente do ar. Lá em cima, transformam‑se em
pedras de gelo.
Na natureza, a água está continuamente
mudando de fase e de lugar, passando de um ambiente para o outro.
Pense e Responda
Na natureza, a água passa por um ciclo,
no qual ela sofre as seguintes transformações: evaporação, condensação,
solidificação e fusão. Como podemos
observar estas etapas na natureza? |

ATIVIDADE PROPOSTA
Cruzadas
ao contrário
Dê
o significado das palavras da
cruzadinha
Como enfrentar o desperdício:
Os governos têm procurado melhorar os
sistemas que abastecem as cidades, diminuindo a quantidade de água que se perde
durante a etapa de distribuição (no Brasil, essa perda está em torno de 40%),
instalando medidores (hidrômetros) e aumentando as tarifas para tentar evitar o
uso abusivo.
Algumas técnicas foram desenvolvidas para
que a água seja economizada: as indústrias, hoje, podem reduzir o consumo,
reciclando e reaproveitando a água que utilizam; embora seja um processo caro,
é possível retirar o sal da água do
mar; após tratamento, a água dos esgotos pode ser despejada nos mananciais que
servem as cidades, e, depois de novamente passar por Estações de Tratamento,
essa água fica tão limpa que pode ser novamente utilizada na indústria e até
mesmo dentro de casa. Não são somente as indústrias que podem economizar água,
cada um de nós pode fazê‑lo, tanto em casa quanto em nosso ambiente de
trabalho, ajudando a combater o desperdício.
Ações que podemos realizar para evitar o desperdício:
-
verificar
atrás das paredes se elas estão úmidas, este é um indício de vazamento;
-
evitar que
torneiras e mangueiras fiquem pingando ou deixando escorrer filetes de água;
-
verificar
se existe vazamento no vaso sanitário;
-
observar os
hidrômetros fazer a leitura, deixar a casa sem ninguém por algum tempo, ao
retornar, fazer nova leitura. Se o hidrante acusar modificações, é porque
existe vazamento;
-
verificar
se as caixas d’água não apresentam rachaduras ou defeitos na bóia, dificultando
o controle do consumo.
Poupando água:
No banheiro:
-
quando
escovamos os dentes, só precisamos abrir a torneira para molhar a escova com a
pasta e, depois, para enxaguar a boca e lavar a escova. Deixar água escorrendo
sem necessidade é um grande desperdício;
-
para o
banho, a filosofia é a mesma: desligar o chuveiro na hora em que nos ensaboamos
é a atitude correta;
-
para os
vasos sanitários devemos procurar reservatórios que gastem menor quantidade de
água.
No tanque:
-
durante a
lavagem das roupas, usar apenas a água
realmente necessária, quando seguimos
as instruções das embalagens dos produtos que usamos para lavar as roupas (sabões
em pó, amaciantes, etc.), além de poupar água, estamos evitando poluir as águas
com quantidades excessivas de produtos químicos.
Nos jardins, hortas e
pomares:
-
regar pela
manhã, bem cedo, ou no final da tarde, quando o calor é menor e a água evapora
menos;
-
não regar
nas horas em que há ventos, pois as águas serão sopradas para longe;
-
na lavagem
de calçadas ou carros, usar a mangueira apenas para encher o balde.
Essas são apenas algumas atitudes que
devemos adotar enquanto consumidores conscientes, evitando o desperdício e
contribuindo, portanto, para preservar este recurso tão escasso que é a água e
do qual dependemos para sobreviver. Se mudanças urgentes nos nossos hábitos de
consumo não forem realizadas, certamente as futuras gerações terão sua qualidade
de vida comprometida em função da falta de sensibilidade de nossa população.
E preciso preservar os
nossos recursos naturais!!!
LEIA COM ATENÇÃO:
(...) Não faz muito tempo, a FAO Organização para a Alimentação e Agricultura advertiu os governos europeus de que uma grave penúria de água os ameaçava. Segundo os especialistas da organização, o consumo de água cresce sem cessar devido á expansão demográfica e à poluição, que está fazendo com que diminua grande parte da água potável. Esse fatos ainda são agravados pelo abate descontrolado das florestas, mau aproveitamento do solo e contaminação dos lençóis freáticos.
(...)As megalópoles é que mais sofrerão no futuro
com a escassez de água. Essas grandes consumidoras criam a água de seus
territórios. A cidade de Los Angeles, por exemplo, está sendo obrigada a buscar
água a centenas de quilômetros. Dentro em pouco, só poderão encontrá‑la
na fronteira com o Canadá.
(...)Para evitar uma desastrosa procura de água, alguns já começam a economizar gotas e utilizar um sistema de circuito fechado (...), ao trata de beber diversas vezes a mesma água. Os norte ‑ americanos já estão fazendo uso do sistema: 5% da água consumida nos Estados Unidos são provenientes dos esgotos. Em Chanute, no Kansas, a mesma água é reciclada mais de 10 vezes e ainda permanece dentro dos padrôes estabelecidos pelo Conselho Sanitário do país.
(...)Os pesquisadores tentam obter água, também
de outros locais, como os oceanos
(...) No futuro, talvez o fato de ter água passe
a constituir o critério de divisão entre países ricos e pobres. Somente uma
nação muito rica poderia, por exemplo, retirar água das calotas polares.
Sabendo‑se que 2% da água do planeta se acham em torno dos pólos, a idéia
dos norte americanos é usar rebocadores capazes de transportar imensos icebergs
da Antártida até a costa da Califórnia.
(Revista Geográfica Universal, outubro de 1991.p.98‑110).
escassez grande consumidoras potável cessar
Banco de palavras
Usando todas as palavras do banco, reescreva as frases de modo
que fiquem mais completas:
a) O consumo de água cresce // devido ao // aumento da poluição,
que está fazendo com que diminua parte da água //.
b) As megalópoles é que
mais sofrerão no futuro
com a // de água. Essas
grandes // criam água em seus territórios.
3 ‑ Pense e responda
Analisando seus hábitos
de consumo diário, cite algumas atitudes que podem ser realizadas por você, em
sua casa para economizar água, contribuindo para sua preservação.
4 ‑ QUESTÕES DE REVISÃO
1) Qual é a fórmula da água?
2) Quais são as propriedades da água?
3) Como a água se distribui na superfície da Terra?
4)Porque a água é considerada essencial para a vida?
5) O que ocorrerá se não consumimos a água com maior moderação?
6) Como podemos evitar o desperdício em nossas casas? Cite 5
formas.
2 – Aula prática:
·
Visitas:
Será feita uma visita à Estação de
Tratamento de Água (ETA II) – SAAE – situada na Violeira. Tendo por objetivo
mostrar como funciona os diferentes processos de tratamento de água em nossa
cidade. Apesar dessa estação abastecer apenas 30% da cidade, o SAAE orienta que
a visita seja feita na mesma, uma vez que é a mais moderna. Os 70% do abastecimento vêm da ETA I, situada à
rua do Pintinho, Centro.
Também será feita uma visita à nascente
do Rio São Bartolomeu, ele é responsável pelo abastecimento do ETA I, essa
nascente se localiza no Paraíso.
·
Pontos a
serem observados pelos alunos:
Nascente do Rio São Bartolomeu
. situação da água na nascente quanto ao
volume e aspecto
. tipo de vegetação ao redor da nascente;
. presença de moradias próximo à nascente.
Estação de Tratamento de Água
.
como a água chega até a estação de tratamento (características físicas)
.
quais processos de tratamento a água sofre;
.
como ela é distribuída para a população do município;
3 ‑ Avaliação:
Organizados em grupo de três, após a
visita, será solicitado a cada grupo
que elabore um mural expressando a visão obtida a respeito dos pontos visitados, relacionando‑os com os conhecimentos teóricos aprendidos em
sala de aula.
A seguir os alunos deverão explicar aos
colegas os principais pontos abordados em sua atividade prática.
1
- BRASIL.Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais:
introdução aos parâmetros
curriculares nacionais/Secretaria de Educação
Fundamental.Brasília: MEC/SEF,
1997.126p.
2
‑ DIDONET, M. O lixo pode ser um
tesouro: um monte de novidades sobre um
monte de lixo.
6ª ed. – Rio de Janeiro: CIMA, 1997. 32p.
3 ‑
DURNING, A.T. How much is enough? The
consumer society and the future of the
eart.Earthscan
Publications Ldt, London.1992.200p.
4
‑ FIGUEIREDO, A.C.M. A terra pede
clemência In: Estado de Minas. Segunda-feira,
20 de março de 2000, nº90 – Ano VI.
p.7.
5 ‑ GARMAN,
E.T. Consumer economic issues in America.
DAME Publications,
INC.Houston, Texas.1993.880p
6
- GOULART,I.B. Conteúdos Básicos(Ciclo
Básico de Alfabetização à 4ª Série do
Ensino
Fudamental).
Matemática/Ciências. Vol.II,1996.152p
7 ‑
McCRACKEN,G. Culture and consumption: a theoretical account of the structure
and
movement of the cultural meaning of
consumer goods. Journal of Consumer
Research. V 13, 1986, 71-84.
8
‑ PORTO, D.P. & MARQUES, J.L.M. Ciências.
O solo, a água e o ar. São Paulo.
Scipione, 1997.
9
‑ SECRETARIA DE EDUCAÇÀO FUNDAMENTAL. Parâmetros Curriculares
nacionais: Ciências Naturais, Secretaria de Educação
Fundamental. Brasília:
MEC, SEF, 1998, 138p.
10
- __________. Parâmetros curriculares
nacionais: Ciências Naturais: terceiro e
quarto ciclos: apresentação dos temas transversais/Secretaria de Educação
Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998, 436
p.
11
‑ SENRA, J.B. O tempo das águas.
In: Estado de Minas. Segunda-feira, 20 de março de
2000, nº90 – Ano VI. p.1.
12
‑ VALENTE, M.A.Q. & FALCÃO, M.T.D.S. Educação do consumidor.
FINDES/SESI,
1996.
13 – http://www.uniagua.org.br