CONSCIENTIZAção Ambiental nO ÂMBITO DAS Escolas Rurais DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO CARATINGA - MG
1. Contextualização do problema e sua importância
A humanidade, através dos séculos, vem
conquistando espaços quase sempre às custas de contínua e crescente pressão
sobre os recursos naturais. Esta conquista, na maioria das vezes, visa
benefícios imediatos, privilegiando o crescimento econômico a qualquer custo e
relegando, a segundo plano, a capacidade de recuperação dos ecossistemas (Tauk-Tornisielo et al., 1995).
De todos os integrantes meio ambiente, o
homem é o único que pode criar e decidir; com decisões que podem modificar
profundamente o ecossistema. As ações humanas geram poluição biológica,
poluição química e física, poluição social. Não se pode esquecer que as doenças
são originadas de microorganismos e estes não são gerados espontaneamente na
água, mas são levados até a mesma, por meio das dejeções de pessoas portadoras
dessas mesmas doenças.
Na Agenda 21 do MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE (2001), está registrado que uma oferta de água confiável e o saneamento ambiental são vitais para proteger o meio ambiente, melhorando a saúde e mitigando a pobreza. Estima-se que 80 por cento de todas as moléstias e mais de um terço dos óbitos dos países em desenvolvimento sejam causados pelo consumo de água contaminada e, em média, até um décimo do tempo produtivo de cada pessoa se perde devido a doenças relacionadas com a água. Outra importante estimativa relatada pela RADIOBRAS (2001), afirma que nada menos de 72% dos leitos hospitalares são ocupados por pacientes vítimas de doenças transmitidas através da água. Por outro lado, o problema se torna mais dramático ao pensar que a água é um recurso escasso e finito, essencial para a vida do homem, dos animais e das plantas e que, de acordo com a UNESCO, a partir do ano de 2025, dois terços da população mundial não terá água para consumir (UFMG, 2000).
Além disso, evidências têm mostrado que, especificamente, no estado de Minas Gerais, o meio natural apresenta-se degradado, em função da expansão histórica das atividades agropecuárias, do extrativismo vegetal, da atividade mineradora; assim como, pela expansão urbana e crescimento industrial. Dados empíricos da FEAM, citados por RIBEIRO (1998), evidenciam que tem ocorrido um processo de "desinvestimento" do capital natural, que significa o esgotamento dos recursos naturais não renováveis, o uso inadequado daqueles recursos renováveis e impactos ambientais negativos de todo tipo, tais como: desmatamento; elevados índices de queimadas; práticas agrícolas e pecuárias inadequadas, com o desenvolvimento de incisões erosivas (ravinas e vaçorocas); rios assoreados; contaminação de solos e de água com produtos químicos, dejetos humanos e lixo; desaparecimento das nascentes; devastação das matas ciliares, enchentes e arenização. Isto, também, ocorre na Bacia Hidrográfica do Rio Caratinga onde existe cerca de 33 afluentes de seu principal rio, podendo-se afirmar que todos os elementos inseridos em seu contexto encontram-se interligados e interdependentes, isto quer dizer que existe uma inter-relação entre o homem e o meio ambiente que o cerca, e que havendo uma queda na qualidade deste meio, haverá consequentemente uma perda drástica em sua qualidade de vida. E esta qualidade, é um direito e uma busca da cidadania, exigindo-se, portanto, uma consciência da preservação ambiental, caso contrário é possível que haja, cada vez mais, uma redução da vida.
Nos dias atuais, está cada vez mais evidente a importância da preservação e da utilização racional dos recursos hídricos em todo o mundo, especialmente com o panorama das constantes agressões contra a natureza, determinantes da intensificação da degradação ambiental e da deterioração da qualidade de vida das presentes e futuras gerações.
Pressupõe-se que esta preservação deveria ter como primeiro passo a
promoção da conscientização ambiental da população, no sentido de orientar e
divulgar os princípios, que condicionam a sustentabilidade ambiental em
diversos biomas e ecossistemas (BRITO, 1998). De acordo com PADUA et al.
(1999), a educação ambiental deve sempre trabalhar valores que podem propiciar,
não somente conhecimento, mas também, o interesse, a autoconfiança, o
engajamento, uma análise do contexto sócio-cultural, histórico e natural, bem
como, os reflexos do ambientalismo, no sentido de que possam ser traçados os
objetivos de acordo com as necessidades mais prementes a serem enfocadas,
voltadas para a realidade do público ao qual o processo educacional se destina.
As pessoas têm que reexaminar seus valores e alterar seu comportamento e isto só se consegue com a integração do homem com o ambiente, fazendo com que o homem aprenda a conhecer, apreciar e amar a natureza.
Assim, educação Ambiental é uma proposta que altera profundamente o processo educacional tradicional, não sendo apenas necessário uma prática pedagógica voltada para a transmissão de conhecimentos sobre ecologia. Trata-se de uma educação que visa não só a utilização racional dos recursos naturais, mas basicamente a participação dos cidadãos nas discussões e decisões sobre a questão ambiental. Ela deve procurar estabelecer uma nova aliança entre a humanidade e a natureza, uma nova razão que não seja sinônimo de autodestruição e estimulando a ética das relações econômicas, políticas e sociais (REIGOTA, 1995). Esta relação humanidade natureza é hoje uma preocupação tanto no cenário nacional como internacional, considerando que o meio natural deve ser explorado, porém conservado, ou seja, que os agrossistemas devem ter um uso sustentável.
Considerando-se que as informações, por meio da educação formal e
informal, devam ser disseminadas, de modo que as atitudes necessárias sejam
amplamente compreendidas. A educação ambiental de crianças e adultos deve ser
ampliada e integrada ao ensino formal de todos os níveis. Os currículos e
metodologias didáticas, assim como o material disponível aos professores, terão
de ser reexaminados (ALMEIDA, 1999). Acredita-se, que, tendo as crianças como
aliadas, torna-se mais fácil mudar a mentalidade dos pais, que são os donos das
nascentes e os verdadeiros produtores
de água, que ainda não deram conta do mal que estão fazendo ao meio ambiente, e
que, aos poucos poderão perceber e entender
a importância da água, passando a conhecer as ações do parlamento da
águas (COMITÊ ..., 2001).
Neste contexto, considerou-se importante
a formação de uma ação em conjunto, para tentar salvar o que ainda resta de
vida nas águas do Rio Caratinga. Formou-se, assim, a parceria com órgãos
municipais, estaduais, federais, e de iniciativa privada, implantando-se este
projeto, que se justifica por tentar conter, com apoio das escolas estaduais e
municipais, a degradação ambiental, que
vem acontecendo de forma acelerada nas zonas rurais. Pressupõe-se que os alunos
e seus pais, moradores da zona rural, deverão sentir o benefício da educação
ambiental, ao observarem os recursos hídricos protegidos impedindo que a região seja afetada, a curto
prazo, com a falta de água, como já vem
acontecendo em alguns municípios da bacia.
2. OBJETIVOS
Desta forma, tendo como
público alvo direto as crianças, objetivou-se com esta pesquisa, elevar o
conhecimento das mesmas sobre a bacia hidrográfica do Rio Caratinga, onde
moram, visando reverter o quadro de degradação em que se encontra este meio
ambiente, através da conscientização dos alunos do meio rural e a mobilização
destas comunidades para o plantio de mudas nativas e frutíferas, recuperando
mata ciliar e nascentes.
Intrinsecamente teve-se como objetivos
conhecer as características, condições de vida e de relacionamento com a
natureza, por meio de um detalhamento da realidade ambiental dessas sub-bacias,
e além disso, procurou-se elevar o nível de conscientização ambiental dessas
crianças/adolescentes junto às escolas rurais, dos 16 municípios que compõem a
bacia hidrográfica do Rio Caratinga. Visando um maior envolvimento da
comunidade local, além dos alunos, professores e pais, foram convidados das
palestras, visitar a exposição de fotografias, e participar, também, dos plantios de reflorestamentos. Através da
parceria já existente com a
imprensa local ( Radio, TV, Jornal e
Revista) todas as fases do projeto serão divulgadas, aos formadores de opinião de
cada município que compõe a bacia hidrográfica. Também serão fornecidos releases
para a imprensa estadual e via Internet, aumentando assim, a abrangência da difusão dos resultados da
pesquisa.
3.
Procedimentos metodológicos
Em termos dos procedimentos metodológicos, procurou-se caracterizar a área do estudo, delimitar as etapas da pesquisa, identificando-se a forma de coleta de dados para análise.
3.1. Caracterização da área de estudo
Segundo o Comitê da Bacia hidrográfica do Rio Caratinga, esta bacia atravessa diferentes paisagens ao longo dos seus 6.557 Km², compreendendo 16 municípios do estado de Minas Gerais, com a população total de 239.260 habitantes e uma concentração urbana (59,3%) inferior a do estado (78,4%), concentrada principalmente no Alto Rio Caratinga (Quadro 01). Possui muitos fluxos d'água, totalizando 33 os principais afluentes do seu principal rio, Rio Caratinga, cuja extensão é de aproximadamente de 200 Km. A área do estudo, engloba as escolas rurais da bacia hidrográfica do rio Caratinga, nos 16 municípios que a compõem.
Quadro 01 -
Caracterização demográfica das regiões Alta, Média e Baixa da Bacia
Hidrográfica do Rio Caratinga - MG
Municípios
|
Extensão km2
|
População
|
Pop. Urbana
|
Pop. Rural
|
Alto Rio
Caratinga
|
||||
|
|
106,50 |
6.544 |
2.717 |
3.827 |
|
Caratinga ** |
1.258,69 |
68.657 |
52937 |
15.920 |
|
Santa Rita de Minas |
68,76 |
4.510 |
2.794 |
1.716 |
|
Piedade de Caratinga
** |
109,22 |
4.871 |
2.410 |
2.461 |
|
Entre Folhas |
86,47 |
4.877 |
5.047 |
5.894 |
Médio Rio Caratinga
|
||||
|
Ubapornaga |
191,39 |
10.941 |
3.222 |
1.655 |
|
Imbé de Minas ** |
192,77 |
4.690 |
1.279 |
3.411 |
|
Inhapim ** |
862,43 |
25.140 |
8.098 |
17.042 |
|
São Domingos das
Dores** |
60,90 |
4.311 |
1.603 |
2.708 |
|
São Sebastião do
Anta ** |
79,30 |
3.837 |
1.945 |
1.892 |
|
Dom Cavati |
59,41 |
5.826 |
4.833 |
933 |
Baixo Rio
Caratinga
|
||||
|
Tarumirim |
731,19 |
16.342 |
6.450 |
9.892 |
|
Itanhomi |
487,25 |
11.
970 |
6.819 |
5.151 |
|
Alvarenga |
369,47 |
5.388 |
2.075 |
3.313 |
|
Tumiritinga** |
500,11 |
5.326 |
2.090 |
3.236 |
|
Conselheiro Pena |
1.393,00 |
29.018 |
21.506 |
7.512 |
Total
|
6.556,86 |
212.248 |
125.825 |
86.563 |
** Estimados
Fonte: IBGE 1991
Os
Municípios de Vargem Alegre e Engenheiro Caldas apesar de estarem fora da Bacia
Hidrográfica do Rio Caratinga; estão sendo beneficiados pelo Projeto Ação
Ambiental nas Escolas Rurais, por serem vizinhos de fronteira e os seus
problemas ambientais afetam diretamente a Bacia Hidrográfica do Rio Caratinga.
Uma
visão mais acurada dessa área de estudo pode ser examinada por meio da Figura
01, que abrange todas as regiões da Bacia Hidrográfica do Rio Caratinga, que
foram a seguir, sumariamente caracterizadas.

Figura
01 - Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Caratinga - MG
Fonte:
Comitê do Rio Caratinga
O Alto Rio Caratinga tem como cultura principal o café, que é a maior fonte geradora de renda e de empregos nos municípios, apresentando uma séria ameaça ambiental ao futuro da região, por ser uma área de mono cultura e por está substituindo de forma irracional as ultimas áreas renascentes da mata atlântica, ocupando até os topos do morro e, principalmente, degradando a área com a utilização de produtos agrotóxicos. No despolpamento do café, acontece a maior poluição dos rios e muitos cafeicultores ainda utilizam lenhas nativas nos secadores. A segunda cultura é mais preocupante, pois trata-se dos hortifrutigranjeiros, que utilizam produtos agrotóxicos mais fortes, diretamente nas culturas próximas às nascentes ou pequenos córregos, contaminando os recursos hídricos. Nos últimos três anos o potencial hídrico da região diminuiu consideravelmente. São várias nascentes e córregos que secaram ou reduziram o seu volume de água comprometendo a irrigação da terra dos próprios produtores, obrigando-os a cavarem poços artesianos para continuarem com suas culturas.
No Médio Rio Caratinga, a principal
cultura também é o café, que sofre as mesmas agressões ambientais do Alto Rio
Caratinga. O que muda, é a segunda
cultura, a pecuária, que necessita
urgentemente de uma mudança na mentalidade dos
fazendeiros extrativistas, que
ainda praticam as queimadas nos pastos
como forma de economia, aumentando a cada dia a área para novas pastagens. Essa
região, está sofrendo com a erosão causada pelo desmatamento do topo de morro.
Outra providência urgente é a
recuperação da mata ciliar e preservação das ultimas nascentes que insistem em
resistir.
No Baixo Rio
Caratinga, a principal atividade econômica é a pecuária de leite.
Hoje a seca, o desmatamento e a erosão, estão tornando os municípios inviáveis
economicamente, provocando a migração para os grandes centros. Alguns dos
municípios estão tentando buscar a diversificação, com novas culturas, fazendo
uso de recuperação dos recursos hídricos e da irrigação. Outro problema grave
na bacia do Baixo Rio Caratinga, é a chamada praga da Aroeirinha. Trata-se de
uma espécie nativa da mata atlântica, que está desafiando os produtores e as
autoridades competentes. A cada ano
ocupa mais espaço, além de provocar grandes erosões, pois onde
ela nasce não nasce mais nada, desvalorizando a terra,
a ponto dos fazendeiros estarem
abandonando suas propriedades. Nessa
região são vários córregos que foram assoreados, desaparecendo por completo,
percebendo-se o processo de desertificação
em andamento. O leite, que é a maior renda dos pequenos proprietários,
hoje, já não dá para sobrevivência de uma família.
O processo de degradação ambiental nessa
região está na má utilização do solo. Nos últimos anos, vem acentuando de uma
forma acelerada. No Alto e Médio Rio Caratinga esta sendo causada pela
monocultura e a utilização irracional dos recursos hídricos, com o desmatamento
das nascentes e dos topos de morro, que provocam a extinção de algumas
nascentes e a redução do volume de água. Já no Baixo Rio Caratinga a
insistência na prática de queimadas e o manejo incorreto das pastagens são os
principais responsáveis pelo grande desaparecimento de córregos e nascentes.
3.2. População e amostra
A população foi constituída por crianças/adolescentes de 16 comunidades
rurais inseridas na Bacia Hidrográfica do Rio Caratinga. A partir da mesma,
forma selecionadas intencionalmente, em função da predisposição em fazer parte
da pesquisa, 100 da zona rural (municipal e estadual), totalizando em torno de
7.000 alunos, 3.000 pais e pequenos produtores, além de 500 professores.
3.3 Etapas da pesquisa e formas de coleta
de dados
Tendo em vista que a educação ambiental
constitui um instrumento para a melhoria das condições de vida das comunidades
a serem contempladas, procurou-se realizar um levantamento dos principais
problemas de degradação ambiental da região, e das necessidades e prioridades
da população em relação ao tema, junto as comunidades e autoridades locais.
Em uma primeira etapa, os dados foram obtidos por meio de informações
secundárias (dados censitários), acompanhados de observação de campo, análise
de documentos, revisão bibliográfica e depoimentos tomados junto a lideres
rurais, representantes políticos e sindicais, para a construção da matriz dos
principais problemas locais, e foram analisados ao longo do processo de
construção do objeto.
Após isto, utilizando de recursos de
apoio educativo, de palestras e de outros recursos audio-visuais, foram levados
até às escolas dessa bacia, orientações técnicas de revitalização de
nascentes; reciclagem de lixo
doméstico; destino final para
embalagens de produtos agrotóxicos; conscientização sobre a importância
das matas ciliares e de topo, tendo sido formada uma parceria com as escolas
para a elaboração de projetos de reflorestamentos nas imediações das escolas.
Pretende-se também, realizar
excursões em matas ciliares, nascentes e áreas degradadas, com o objetivo de
aproximar os alunos da natureza,
através de observação da paisagem, caminhadas e trilhas, para que seja possível
elaborar a correlação entre os elementos observados e o conteúdo trabalhado por
meio de vídeos, fotos e palestra. Em termos de ações mais precisas, foi feito o
plantio de mudas nativas e frutíferas nas margens do rio, pelos alunos e
comunidade em geral. Essas mudas foram cedidas pelo IEF, e confeccionadas pelos
moradores da região. Contou-se também, com o apoio das prefeituras e entidades
locais para abertura de covas e auxilio no plantio.
4. RESULTADOS PARCIAIS ATÉ DEZEMBRO/2000 E DISCUSSÕES
4.1 Caracterização da população residente nas regiões da Bacia
Hidrográfica do Rio Caratinga
Em termos da classe de rendimentos predominante, constatou-se que o foi de até 1.0 S.M.
(65.8%), que foi superior à média estadual (41.5%). A região fisiográfica de
maior pobreza é a do Baixo Caratinga, pois além de ter 60.1% da sua população
recebendo até 1.0 S.M., possui 9.3% do contingente populacional sem rendimento
(Quadro 02). Segundo dados convencionados pela FAO/INCRA, citados por BERNARDO et. al. (1999), esta população com rendimento mensal
de até 1.0 S.M., pode ser enquadrada dentro do “grupo de agricultores
familiares periféricos”, ou seja, com integração mínima nos mercados. Apesar de
existirem altos índices de produtores periféricos, estes são importantes por
permanecerem no campo, mesmo que em forma de subsistência, trabalhando
principalmente com pecuária leiteira, o que lhes garante, uma renda mínima
constante durante o ano, além de possibilitar o envolvimento da família nas
atividades de produção, com melhoria das condições de subsistência, com a
possibilidade de maior consumo de alimentos, como carne, leite, queijo, doces,
etc.. Por outro lado, geralmente desenvolvem a policultura (“lavouras brancas”
e olericulturas), que tem significância econômica por possibilitar a agregação
de renda ao produtor.
Quadro 02 – Classe de
Rendimento Nominal Médio Mensal em Salários Mínimos do Chefe de Família em
Municípios da Bacia do Rio Caratinga/MG.
|
MUNICÍPIOS |
CLASSES
DE RENDIMENTOS (%) |
SEM RENDIMENTOS |
|||||||||
|
Até 1 S.M. |
De 1 a 2 S.M. |
De 2 a 5 S.M. |
De 5 a 10 S.M. |
Mais de 10 S.M. |
Sem declarar |
||||||
|
Alto Rio Caratinga |
67.6 |
18.2 |
9.1 |
2.2 |
1.0 |
- |
1.9 |
||||
|
Santa Bárbara
do Leste |
65..9 |
19.9 |
10.4 |
1.6 |
1.1 |
- |
1.1 |
||||
|
Caratinga |
57.9 |
20.6 |
12.6 |
4.4 |
21.1 |
* |
2.4 |
||||
|
Santa Rita de
Minas |
71.3 |
15.5 |
8.4 |
2.0 |
0.8 |
- |
2.0 |
||||
|
Entre Folha |
75.2 |
16.7 |
5.1 |
0.7 |
0.2 |
- |
2.2 |
||||
|
Médio Rio Caratinga |
69.6 |
17.7 |
8.7 |
2.1 |
0.8 |
* |
1.1 |
||||
|
Ubaporanga |
69.2 |
17..9 |
7..3 |
2..3 |
0.7 |
* |
2.6 |
||||
|
Imbé de Minas |
75.7 |
17.6 |
4.6 |
1.2 |
0.2 |
- |
0.7 |
||||
|
Inhapim |
67.8 |
18.2 |
9.0 |
2.7 |
1.2 |
* |
1.0 |
||||
|
São Domingo das
Dores |
72.2 |
15.7 |
9.9 |
1.3 |
0.6 |
- |
0.4 |
||||
|
São Sebastião
do Anta |
73.1 |
18.4 |
6.7 |
1.2 |
0.3 |
0.5 |
0.3 |
||||
|
Dom Cavati |
59.9 |
18.1 |
14.7 |
3.9 |
1.7 |
- |
1.7 |
||||
|
Baixo Rio Caratinga |
60.1 |
17.5 |
9.1 |
2.8 |
1.1 |
0.1 |
9.3 |
||||
|
Tarumirim |
55.4 |
16.0 |
7.4 |
2.4 |
0.7 |
0.5 |
17.6 |
||||
|
Itanhomi |
61.0 |
16.2 |
9.3 |
3.2 |
14.1 |
* |
8.9 |
||||
|
Alvarenga |
55.5 |
22.5 |
7.9 |
2.4 |
0.8 |
0.9 |
10.0 |
||||
|
Tumiritinga |
66.2 |
15.3 |
10.1 |
2.0 |
1.1 |
- |
6.2 |
||||
|
Conselheiro
Pena |
62.1 |
17.4 |
10.8 |
4.1 |
1.7 |
* |
3.9 |
||||
|
Minas Gerais |
41.5 |
22.8 |
19.8 |
7.7 |
5.2 |
0.1 |
2.9 |
||||
|
Média da Bacia |
65.8 |
17.8 |
9.0 |
2.3 |
1.0 |
* |
4.1 |
||||
FONTE: IBGE, Censo Demográfico
(1991).
·
Não Alcança 0.1%
Com referência aos aspectos relacionados à educação, prevalece, segundo dados
censitórios, o ensino fundamental incompleto; embora esteja ocorrendo uma
melhoria no ensino, com a regionalização das escolas, conjugado com o transporte
escolar, bem como, com a eliminação gradativa do ensino multi-seriado. Dados do
Censo Demográfico do IBGE (1991), evidenciaram que o índice de alfabetização da
população de 5 anos ou mais de idade, da Bacia Hidrográfica do Rio Caratinga,
foi de 66.2%, estando a população concentrada no meio urbano, com exceção dos
municípios de Entre Folhas, Santa Bárbara do Leste, São Domingos das Dores e
Tumiritinga. Como pode ser destacado na Figura 02, o índice de alfabetização da população rural foi homogêneo entre
as zonas fisiográficas da Bacia, variando de 62.2% (Baixo Rio Caratinga) a
66.6% (Alto Rio Caratinga), sendo o nível médio equivalente a 64.3%, o que está
um pouco acima da média do estado (62.4%).
Fonte:
IBGE (1991) Figura 02- Índice de
Alfabetização da População Rural de 5 Anos ou Mais
de Idade em Municípios da Bacia Hidrográfica do Rio Caratinga - MG

No que diz respeito às condições de saúde, procurou-se avaliar tanto dados secundários relativos aos
aspectos de longevidade (esperança de vida ao nascer) e mortalidade infantil,
como dados levantados a nível de campo sobre os programas de saúde existentes e
as principais doenças diagnosticadas. O Quadro 03 procurou conjugar as
evidências empíricas, de alguns municípios da Bacia, mostrando que houve uma
queda da mortalidade infantil, embora a mesma
ainda seja elevada pois, em 1991, a taxa média de mortalidade era 42,2,
por cada 1.000 nascidos vivos, sendo superior à média do estado (35.1).
Quadro 03 . Evolução
da Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) e da Esperança de Vida ao
Nascer
em Municípios da Bacia do Rio Caratinga – 1970/91
|
Municípios
de |
1 TMI (por 1000 nascidos
vivos) |
Esperança
de Vida ao Nascer (em anos) |
||||
|
Minas
Gerais |
1970 |
1980 |
1991 |
1970 |
1980 |
1991 |
Alvarenga
|
121,0 |
56,9 |
44,2 |
48,4 |
58,9 |
61,5 |
|
Caratinga |
138,5 |
87,0 |
40,3 |
46,2 |
53,4 |
62,4 |
|
Cons.
Pena |
113,0 |
77,1 |
44,2 |
49,4 |
55,1 |
61,5 |
|
Dom
Cavati |
137,2 |
84,0 |
38,4 |
46,4 |
53,9 |
62,9 |
|
Inhapim |
127,2 |
86,0 |
39,3 |
47,6 |
53,6 |
62,7 |
|
Itanhomi |
107,3 |
74,8 |
51,0 |
50,3 |
55,5 |
60,0 |
|
Tarumirim |
125,0 |
66,7 |
38,4 |
47,9 |
56,9 |
63,0 |
|
Tumiritinga |
86,4 |
73,8 |
42,2 |
53,5 |
55,7 |
62,0 |
|
Minas
Gerais |
105,3 |
64,9 |
35,1 |
50,6 |
57,3 |
63,7 |
Fonte: Programa das
Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD. Desenvolvimento Humano e Condições
de Vida: indicadores brasileiros. Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.
Brasília, setembro de 1998.
Quanto à taxa de longevidade os dados da PNUD (1998),
mostraram que houve um aumento da esperança de vida ao nascer, com um tempo
médio de vida, em 1991, de 62,4 anos que, também, foi inferior à média estadual
(63.7 anos).
Acredita-se que
este aumento de longevidade e da redução da mortalidade infantil, no meio
rural, estejam relacionados à instalação dos Programas de Saúde da Família e
dos Agentes Sanitários em alguns municípios, que procuram atender às
comunidades rurais, seja diretamente nos postos de saúde ou por meio de visitas
domiciliares. Alguns municípios, tais como Alvarenga, São Domingo das Dores,
São Sebastião do Anta, Dom Cavati e Inhapim tem posto de Atendimento Médico na
cidade; que é muitas vezes, de difícil acesso para a população rural, sendo
baixa a eficiência no atendimento.
A ocorrência de doenças que foram priorizadas pelos
informantes locais, pelo seu nível de ocorrência nas comunidades rurais, foram:
verminoses, leishmaniose, hanseníase, hipertensão, diabete, desnutrição
calórica e proteica, esquistossomose e doença renal. As infestações causadas
por vermes deve-se, principalmente à problemas de saneamento deficiente, quando
não há remoção sanitária das fezes, não existem latrinas ou fossas sépticas e,
tampouco, tratamento dos dejetos, tal como a compostação; além disso, pela má
qualidade da água consumida e pela escassa educação sanitária, relacionada aos
cuidados com higiene pessoal e dos próprios alimentos ingeridos, provenientes
de solos contaminados. No caso da leishmaniose, visceral ou cutânea,
caracterizada por lesões ulcerativas da pele e mucosas, seus reservatórios são
a preguiça, os roedores e canídeos silvestres, presentes em regiões florestais.
Na opinião das pessoas entrevistadas sua ocorrência pode ter sido intensificada
pelo intenso desmatamento ocorrido na região da bacia .
Outra doença diagnosticada, derivada por problemas de
saneamento básico, foi a esquistossomose, que é uma infecção do sangue por verme, que atinge intestino e
bexiga, provocada pelo contato do homem (trabalhando, andando, nadando) com
águas contaminadas, que contêm as formas larvárias (cercárias). Uma doença
bacteriana, de ocorrência local, é a hanseníase (lepra, doença de Hansen), que
se caracteriza por lesões, anestesias, debilidade e alterações tróficas da
pele, músculo e ossos. O bacilo da lepra se multiplica nas almofadas plantares
de camundongos, em roedores com supressão imunológica e em tatus (BENENSON,
1983). Acredita-se que sua expansão deva-se à falta de educação sanitária da
população, da necessidade de notificação à autoridade sanitária local, do
conhecimento da existência de tratamento eficaz e da não requisição do
isolamento.
No que se refere ao "habitat" dos produtores
da Bacia, procurou-se analisar as condições de moradia e do seu ambiente sanitário-higiênico, considerando que
as condições do estado de saúde da população rural está interrelacionada com o
seu “habitat".
Na percepção dos entrevistados as moradias do meio rural
da bacia eram, de um modo geral, de natureza precária, principalmente a dos
pequenos produtores e dos colonos. Essas casas não possuem reformas, e as vezes, não são nem rebocadas,
embora possuam antena parabólica, indicando que questões culturais estejam
intervindo na escala de preferências e nas atitudes das comunidades locais.
Em termos das condições sanitário-higiênicas dessas
moradias, pôde-se constatar que,
independente do curso d'água da bacia, o tipo de instalação sanitária
predominante foi aquele em que os dejetos humanos eram jogados dentro dos
córregos e valas (41.7%). Somente 22.1% dos domicílios particulares
possuíam sistema de rede geral, não
tendo, praticamente, fossa sépticas (tanto ligadas à rede pluvial como sem
escoadouro) existindo apenas aquelas construídas de forma rudimentar, num
percentual equivalente a 18.1%. Outro fator a ser destacado é que 25.7% dos
municípios da bacia não tinham nenhum tipo de instalação sanitária, o que
corresponde quase ao dobro do que é constatado ao nível do estado. Líderes
locais entrevistados, afirmaram que a maioria das moradias rurais não possuíam
fossas sépticas; que, em muitos municípios, a coleta de esgoto urbano, sem
tratamento era lançado no Rio Caratinga e em suas sub-bacias; assim como os
afluentes domésticos e dos plantios, com conseqüente, contaminação das águas e
efeitos sobre as condições de saúde e de vida da população local, o que pode
ser visualizado na Figura 03.

Figura 03 - Destino do esgoto na região da bacia
hidrográfica do Rio Caratinga - MG
As condições da água, na percepção dos líderes locais
entrevistados, não eram satisfatórias. A origem da água consumida pela
população rural provinha de minas, nascentes ou poços, sem nenhum tratamento,
sendo armazenadas em caixas d água; estando, em alguns casos, mal
acondicionadas. No meio urbano, a situação tem tido uma melhoria, por meio do
convênio que os municípios fizeram com a COPASA que, gradativamente, está
ampliando o número de casas com água tratada (fluoretação e cloração).
Outro fator sanitário-higiênico, determinante das
condições de vida da população em estudo, diz respeito ao destino do lixo.
Embora, ao nível do Estado, mais da metade do lixo seja coletado (56.8%),
direta ou indiretamente, o mesmo não ocorre nos diferentes cursos da Bacia do
Rio Caratinga.
Na figura 04, pode-se constatar que, em média, somente
18.1% do lixo era coletado, sobressaindo os municípios de Dom Cavati e
Caratinga. A forma predominante de destino do lixo era categorizado como
“outro”, ou seja, a céu aberto (39.9%), em locais inapropriados, o que é um
fator de degradação ambiental e proliferação de vetores e doenças. Essa mesma
constatação foi retratada na fala dos líderes comunitários, da seguinte
maneira: “o lixo é lançado a céu aberto”, “o lixo é exposto”, “ lixo em
depósito aberto, sem seleção e sem aterro”, “jogado no mato”, “exposto na
entrada do perímetro urbano e queimado”.
Assim, outra forma que se
destacou, ao longo da bacia, foi a queima do lixo (20.5%), além de ser jogado
em terreno baldio (17.4%).

Figura
04 - Destino do lixo na região da Bacia Hidrográfica do Rio Caratinga - MG
4.2 DELIMITAÇÃO DA
MATRIZ DOS PRINCIPAIS PROBLEMAS NA PERCEPÇÃO DOS LÍDERES RURAIS
Após delimitação do perfil sócio-econômico e
epidemiológico da população rural na Bacia
do Rio Caratinga procurou-se, por meio de depoimentos de lideres locais,
montar uma matriz dos principais problemas ambientais, sócio-econômicos e
políticos, das diferentes regiões fisiográficas da bacia (Quadro 04), visando
orientar os trabalhos de conscientização ambiental.
Quadro 04. Matriz dos Principais Problemas das
Diferentes Regiões Fisiográficas da Bacia do Rio Caratinga.
|
Regiões
Fisiográficas |
Principais
Problemas
|
|
|
Ambientais |
Sócio-econômico e Políticos |
|
|
Região do Alto Curso do Rio Caratinga |
¨
Falta de proteção às nascentes ¨
Desmatamento ¨
Queimadas ¨
Redução e contaminação da água ¨
Assoreamento dos rios e córregos ¨
Processos erosivos acelerados ¨
Enchentes ¨
Educação e conscientização ambiental |
¨
Saneamento básico (fossas, lixo) ¨
Saúde ¨
Educação ¨
Estradas ¨
Assistência técnica ¨
Eletrificação rural ¨
Acesso a recursos financeiros ¨
Fiscalização |
|
Região do Médio Curso do Rio Caratinga |
¨
Desmatamento e queimadas ¨
Poluição das águas ¨
Solos erodidos ¨
Mudança climática ¨
conscientização e educação ambiental ¨
Presença de espécies arbóreas invasoras
(Aroeira) |
¨
Saúde ¨
Saneamento básico (fossas, lixo) ¨
Eletrificação rural ¨
Estradas de acesso ¨
Pobreza e exclusão social |
|
Região do Baixo Curso do Rio Caratinga |
¨
Escassez de água ¨
Destruição das nascentes ¨
Inexistência de matas ciliares e de cabeceiras ¨
Falta de Conscientização ambiental ¨
Mudanças climáticas ¨
Assoreamento dos córregos e rios |
¨
Programa de emprego e renda ¨
Eletrificação rural ¨
Saneamento básico ¨
Diversificação da produção ¨
Organização dos produtores ¨
Assistência técnica e apoio institucional ¨
Educação ¨
Política agrícola regionalizada |
Posteriormente buscou-se, por meio de diversas técnicas,
trabalhar questões da conscientização ambiental, visando as diferentes escolas
rurais. Pode-se constatar, conforme dados do Quadro 05 que as técnicas foram
homogêneas, variando somente seu momento de utilização. Segundo MEDINA e SANTOS
(2000), essa alternativa, na questão da educação ambiental, pode não ser
pertinente, considerando os problemas/potencialidades ambientais de cada região
fisiográfica, são em si diferenciáveis, bem como, suas condições limitantes e
favoráveis.
4.3. CRONOGRAMA DE ATIVIDADES
REALIZADAS
Quadro 05 - Atividades
desenvolvidas junto às escolas dos municípios da Bacia Hidrográfica do Rio
Caratinga - MG.
|
Município/Escola |
Reunião |
Palestra |
Vídeos |
Fotos |
Distrib. Mudas |
Plantio |
visitas |
|
Santa Bárbara |
20/Ago |
|
|
|
|
|
|
|
E. M. Canuto Costa Oliveira |
|
06/Nov |
06/Nov |
06/Nov |
|
|
06/Nov |
|
E. M. Córrego dos Ferreiras |
|
29/Nov |
29/Nov |
29/Nov |
2.000 |
|
30/Nov |
|
Caratinga |
|
|
|
|
|
|
|
|
E. E. Engenheiro Caldas |
|
03/Out |
03/Out |
03/Out |
1000 |
|
|
|
E. E. Juarez Canuto |
|
02/Out |
02/Out |
02/Out |
1000 |
|
|
|
E. M. Menino Jesus de Praga |
|
14/Set |
14/Set |
14/Set |
500 |
|
|
|
E. Pingo de Gente |
|
21e22/nov |
21e22/nov |
21e22/nov |
500 |
|
|
|
CNEC |
|
30/Out |
30/Out |
30/Out |
500 |
|
|
|
E. M. Córrego de S. Silvestre |
|
11/Dez |
11/Dez |
11/Dez |
200 |
100 |
|
|
Santa Rita de Minas |
20/Ago |
|
|
|
|
|
|
|
E. Alessandro M. Simões |
|
20/Nov |
20/Nov |
20/Nov |
|
1500 |
|
|
Piedade de Caratinga |
07/Ago |
|
|
|
|
|
|
|
E. M. Criança Feliz |
|
16/Nov |
16/Nov |
16/Nov |
400 |
100 |
|
|
Entre Folhas |
16/Ago |
|
|
|
|
|
|
|
E. M. Córrego do Atalaia |
|
11/Dez |
11/Dez |
11/Dez |
|
500 |
|
|
E. M. Raimundo de Souza |
|
11/Dez |
11/Dez |
11/Dez |
|
500 |
|
|
E. M. América Ribeiro Lopes |
|
11/Dez |
11/Dez |
11/Dez |
|
500 |
|
|
E. E. Dr. José Augusto |
|
12/Dez |
12/Dez |
12/Dez |
|
500 |
|
|
E. da Fazenda Boa Sorte |
|
12/Dez |
12/Dez |
12/Dez |
|
500 |
|
|
Sindicato dos Produtores |
|
11/Dez |
11/Dez |
11/Dez |
|
500 |
|
|
Prefeitura |
|
12/Dez |
12/Dez |
12/Dez |
|
|
|
|
Ubaporanga |
08/Ago |
|
|
|
|
|
|
|
E. E .José Antunes Maia |
|
21/Nov |
|
|
|
500 |
|
|
Fazenda Reunidas Almeida |
|
|
|
|
|
2000 |
12/Dez |
|
Dom Cavati |
10/Nov |
|
|
|
|
|
|
|
Igreja Católica Muniz |
|
02/Ago |
|
|
|
|
|
|
E. M. Ilma Balana E.Caldeira |
|
07/Dez |
07/Dez |
07/Dez |
400 |
100 |
|
|
Tarumirim |
13/Set |
|
|
|
|
|
|
|
Itanhomi |
13/Nov |
|
|
|
|
|
|
|
Tumiritinga |
14/Nov |
|
|
|
|
|
|
|
Conselheiro Pena |
14/Nov |
|
|
|
|
50 |
14/Nov |
|
Engenheiro Caldas |
03/Ago |
03/Ago |
03/Ago |
03/Ago |
|
1500 |
|
A Figura 05 e 06, mostra os alunos, professores, pais e
amigos da Escola Municipal América Ribeiro Lopes, assistindo uma palestra
ministrada pelo IEF e Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Caratinga.

Figura 05. Alunos e professores da Escola Municipal América
Ribeiro Lopes.

Figura
06. Pais e amigos da Escola Municipal
América Ribeiro Lopes
Fonte:
COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO CARATINGA
5. CONCLUSÃO
Face a esses resultados parciais apresentados, pode-se
concluir que os alunos e seus familiares, moradores da zona rural da Bacia
Hidrográfica do Rio Caratinga, começaram lentamente o processo de
conscientização das necessidades de preservação e conservação dos recursos
hídricos e naturais, visualizando que a falta de preservação cobrará, e já está
cobrando, um preço muito alto para a saúde e qualidade de vida de sua família e
futuras gerações.
É preciso levar em conta que afetamos e somos afetados
direta ou indiretamente por todo sistema sociocultural em que estamos
inseridos, levando à uma necessidade, de conhecimento e reconhecimento dessa
importante visão ecossistêmica, que tão bem nos é apresentada por DEACON e
FIREBAUGH (1988). Enquanto não houver uma extensa educação e conscientização
ambiental adequada aos problemas e potencialidades do produtor rural, o mesmo
continuará a degradar o seu meio ambiente, piorando consideravelmente a sua
qualidade de vida, principalmente no que refere ao seu estado de saúde.
Assim é importante salientar a necessidade de conjugar a
matriz dos problemas ambientais, procurando selecionar aquele que será o eixo
do trabalho em cada escola e, ao mesmo tempo, levar em consideração o ambiente
e a estrutura cognitiva do aluno, para poder ocorrer ação transformadora.
Esta conscientização depende de todos, das autoridades,
governo, líderes, comunidades, etc. Se faz necessário uma ação ambiental
através de parcerias, com mudanças na maneira de pensar acerca de nós mesmos,
nosso meio, nossa sociedade e nosso futuro, ou seja, como afirmam MEDINA e
SANTOS (2000), "uma mudança nos valores e crenças que orientam nossos
pensamentos e ações, que nos permita adquirir uma percepção holística e
integral do mundo, com uma postura ética, responsável e solidária".
6.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
ALMEIDA,
Josimar R. de, et al., Planejamento
ambiental: caminho para participação popular e gestão ambiental para nosso
futuro comum. Uma necessidade, um desafio. 2ª ed, Rio de Janeiro: Thex Ed.:
Biblioteca Estácio de Sá, 1999. p 85.
BRITO,
Francisco A.; CÂMARA, João B.D., Democratização
e Gestão Ambiental: Em busca do desenvolvimento sustentável. Petrópolis,
RJ, Ed. Vozes, 1998. p 21
COMITÊ
DO RIO CARATINGA. Programa Pescando na Beira do Rio. Disponível em:
<www.beiradorio.prodatanet.com.br/>, Acesso em 29.03.01.
DEACON,
R. E. & FIREBAUGH, F. M. Family
resource management: principles and aplications. 2 ed., Boston, Allyn and
Bacon, 1988. 291p.
IBGE. Censo Demográfico, 1991
MEDINA,
N. M., SANTOS, E. C. Educação Ambiental
- Uma metodologia participativa de formação. Petrópolis: Vozes, 2000. 231p.
MINISTÉRIO
DO MEIO AMBIENTE, Agenda 21.
Disponível em: <www.mma.gov.br/port/SE/agen21/caminho> Acesso em
21.01.01.
PADUA,
S. M.; TABANEZ, M. F.; SOUZA, M. G. O papel da Educação Ambiental e da
Participação Comunitária na Conservação de Áreas Naturais. Revista de Ação Ambiental. Ano II, nº8, p.8-11, 1999
REIGOTA,
Marcos. Meio Ambiente e representação
social. São Paulo, Ed. Cortez, Coleção questões da nossa época, v 41, 1995. 87p
RIBEIRO,
M. A.; Município e meio ambiente.
Belo Horizonte, FEAM, 1998, 80p.
UFMG,
Universidade Federal de Minas Gerais, Água de menos. Jornal n.8, Projeto Manuelzão,
Faculdade de Medicina, Belo Horizonte, MG - Abril/maio-2000.