CONSCIENTIZAção Ambiental nO ÂMBITO DAS Escolas Rurais DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO CARATINGA - MG

 

1. Contextualização do problema e sua importância

A humanidade, através dos séculos, vem conquistando espaços quase sempre às custas de contínua e crescente pressão sobre os recursos naturais. Esta conquista, na maioria das vezes, visa benefícios imediatos, privilegiando o crescimento econômico a qualquer custo e relegando, a segundo plano, a capacidade de recuperação dos ecossistemas (Tauk-Tornisielo et al., 1995).

De todos os integrantes meio ambiente, o homem é o único que pode criar e decidir; com decisões que podem modificar profundamente o ecossistema. As ações humanas geram poluição biológica, poluição química e física, poluição social. Não se pode esquecer que as doenças são originadas de microorganismos e estes não são gerados espontaneamente na água, mas são levados até a mesma, por meio das dejeções de pessoas portadoras dessas mesmas doenças.

Na Agenda 21 do MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE (2001), está registrado que uma oferta de água confiável e o saneamento ambiental são vitais para proteger o meio ambiente, melhorando a saúde e mitigando a pobreza. Estima-se que 80 por cento de todas as moléstias e mais de um terço dos óbitos dos países em desenvolvimento sejam causados pelo consumo de água contaminada e, em média, até um décimo do tempo produtivo de cada pessoa se perde devido a doenças relacionadas com a água. Outra importante estimativa relatada pela RADIOBRAS (2001), afirma que nada menos de 72% dos leitos hospitalares são ocupados por pacientes vítimas de doenças transmitidas através da água. Por outro lado, o problema se torna mais  dramático ao pensar que a água é um recurso escasso e finito, essencial para a vida do homem, dos animais e das plantas e que, de acordo com a UNESCO, a partir do ano de 2025, dois terços da população mundial não terá água para consumir (UFMG, 2000).

Além disso, evidências têm mostrado que, especificamente, no estado de Minas Gerais, o meio natural apresenta-se degradado, em função da expansão histórica das atividades agropecuárias, do extrativismo vegetal, da atividade mineradora; assim como, pela expansão urbana e crescimento industrial. Dados empíricos da FEAM, citados por RIBEIRO (1998), evidenciam que tem ocorrido um processo de "desinvestimento" do capital natural, que significa o esgotamento dos recursos naturais não renováveis, o uso inadequado daqueles recursos renováveis e impactos ambientais negativos de todo tipo, tais como: desmatamento; elevados índices de queimadas; práticas agrícolas e pecuárias inadequadas, com o desenvolvimento de incisões erosivas (ravinas e vaçorocas); rios assoreados; contaminação de solos e de água com produtos químicos, dejetos humanos e lixo; desaparecimento das nascentes; devastação das matas ciliares, enchentes e arenização. Isto, também, ocorre na Bacia Hidrográfica do Rio Caratinga onde existe cerca de 33 afluentes de seu principal rio, podendo-se afirmar que todos os elementos inseridos em seu contexto encontram-se interligados e interdependentes, isto quer dizer que existe uma inter-relação entre o homem e o meio ambiente que o cerca, e que havendo uma queda na qualidade deste meio, haverá consequentemente uma perda drástica em sua qualidade de vida. E esta qualidade, é um direito e uma busca da cidadania, exigindo-se, portanto, uma consciência da preservação ambiental, caso contrário é possível que haja, cada vez mais, uma redução da vida.

Nos dias atuais, está cada vez mais evidente a importância da preservação e da utilização racional dos recursos hídricos em todo o mundo, especialmente com o panorama das constantes agressões contra a natureza, determinantes da intensificação da degradação ambiental e da deterioração da qualidade de vida das presentes e futuras gerações.

Pressupõe-se que esta preservação deveria ter como primeiro passo a promoção da conscientização ambiental da população, no sentido de orientar e divulgar os princípios, que condicionam a sustentabilidade ambiental em diversos biomas e ecossistemas (BRITO, 1998). De acordo com PADUA et al. (1999), a educação ambiental deve sempre trabalhar valores que podem propiciar, não somente conhecimento, mas também, o interesse, a autoconfiança, o engajamento, uma análise do contexto sócio-cultural, histórico e natural, bem como, os reflexos do ambientalismo, no sentido de que possam ser traçados os objetivos de acordo com as necessidades mais prementes a serem enfocadas, voltadas para a realidade do público ao qual o processo educacional se destina.

 As pessoas  têm que reexaminar seus valores e alterar seu comportamento e isto só se consegue com a integração do homem com o ambiente, fazendo com que o homem aprenda a conhecer, apreciar  e amar a natureza.

Assim, educação Ambiental é uma proposta que altera profundamente o processo educacional tradicional, não sendo apenas necessário uma prática pedagógica voltada para a transmissão de conhecimentos sobre ecologia. Trata-se de uma educação que visa não só a utilização racional dos recursos naturais, mas basicamente a participação dos cidadãos nas discussões e decisões sobre a questão ambiental. Ela deve procurar estabelecer uma nova aliança entre a humanidade e a natureza, uma nova razão que não seja sinônimo de autodestruição e estimulando a ética das relações econômicas, políticas e sociais  (REIGOTA, 1995). Esta relação humanidade natureza é hoje uma preocupação tanto no cenário nacional como internacional, considerando que o meio natural deve ser explorado, porém conservado, ou seja, que os agrossistemas devem ter um uso sustentável.

 Considerando-se que as informações, por meio da educação formal e informal, devam ser disseminadas, de modo que as atitudes necessárias sejam amplamente compreendidas. A educação ambiental de crianças e adultos deve ser ampliada e integrada ao ensino formal de todos os níveis. Os currículos e metodologias didáticas, assim como o material disponível aos professores, terão de ser reexaminados (ALMEIDA, 1999). Acredita-se, que, tendo as crianças como aliadas, torna-se mais fácil mudar a mentalidade dos pais, que são os donos das nascentes e os  verdadeiros produtores de água, que ainda não deram conta do mal que estão fazendo ao meio ambiente, e que, aos poucos poderão perceber e entender  a importância da água, passando a conhecer as ações do parlamento da águas (COMITÊ ..., 2001).

Neste contexto, considerou-se importante a formação de uma ação em conjunto, para tentar salvar o que ainda resta de vida nas águas do Rio Caratinga. Formou-se, assim, a parceria com órgãos municipais, estaduais, federais, e de iniciativa privada, implantando-se este projeto, que se justifica por tentar conter, com apoio das escolas estaduais e municipais,  a degradação ambiental, que vem acontecendo de forma acelerada nas zonas rurais. Pressupõe-se que os alunos e seus pais, moradores da zona rural, deverão sentir o benefício da educação ambiental, ao observarem os recursos hídricos protegidos  impedindo que a região seja afetada, a curto prazo, com a falta de  água, como já vem acontecendo em alguns municípios da bacia.

2. OBJETIVOS

Desta forma, tendo como público alvo direto as crianças, objetivou-se com esta pesquisa, elevar o conhecimento das mesmas sobre a bacia hidrográfica do Rio Caratinga, onde moram, visando reverter o quadro de degradação em que se encontra este meio ambiente, através da conscientização dos alunos do meio rural e a mobilização destas comunidades para o plantio de mudas nativas e frutíferas, recuperando mata ciliar e nascentes.

Intrinsecamente teve-se como objetivos conhecer as características, condições de vida e de relacionamento com a natureza, por meio de um detalhamento da realidade ambiental dessas sub-bacias, e além disso, procurou-se elevar o nível de conscientização ambiental dessas crianças/adolescentes junto às escolas rurais, dos 16 municípios que compõem a bacia hidrográfica do Rio Caratinga. Visando um maior envolvimento da comunidade local, além dos alunos, professores e pais, foram convidados das palestras, visitar a exposição de fotografias, e participar, também,  dos plantios de reflorestamentos. Através da parceria já  existente com a imprensa  local ( Radio, TV, Jornal e Revista) todas as fases do projeto serão divulgadas, aos formadores de opinião de cada município que compõe a bacia hidrográfica. Também serão fornecidos releases para a imprensa estadual e via Internet, aumentando assim,  a abrangência da difusão dos resultados da pesquisa.

3. Procedimentos metodológicos         

Em termos dos procedimentos metodológicos, procurou-se caracterizar a área do estudo, delimitar as etapas da pesquisa, identificando-se a forma de coleta de dados para análise.

3.1. Caracterização da área de estudo

Segundo o Comitê da Bacia hidrográfica do Rio Caratinga, esta bacia atravessa diferentes paisagens ao longo dos seus 6.557 Km², compreendendo 16 municípios do estado de Minas Gerais, com a população total de 239.260 habitantes e uma concentração urbana (59,3%) inferior a do estado (78,4%), concentrada principalmente no Alto Rio Caratinga (Quadro 01). Possui muitos fluxos d'água, totalizando 33 os principais afluentes do seu principal rio, Rio Caratinga, cuja extensão é de aproximadamente de 200 Km. A área do estudo, engloba as escolas rurais da bacia hidrográfica do rio Caratinga, nos 16 municípios que a compõem.

Quadro 01 - Caracterização demográfica das regiões Alta, Média e Baixa da Bacia Hidrográfica do Rio Caratinga - MG

Municípios

Extensão km2

População

Pop. Urbana

Pop. Rural

Alto Rio Caratinga

 

106,50

6.544

2.717

3.827

Caratinga **

1.258,69

68.657

52937

15.920

Santa Rita de Minas

68,76

4.510

2.794

1.716

Piedade de Caratinga **

109,22

4.871

2.410

2.461

Entre Folhas

86,47

4.877

5.047

5.894

Médio Rio Caratinga

Ubapornaga

191,39

10.941

3.222

1.655

Imbé de Minas **

192,77

4.690

1.279

3.411

Inhapim **

862,43

25.140

8.098

17.042

São Domingos das Dores**

60,90

4.311

1.603

2.708

São Sebastião do Anta **

79,30

3.837

1.945

1.892

Dom Cavati

59,41

5.826

4.833

933

Baixo Rio Caratinga

Tarumirim

731,19

16.342

6.450

9.892

Itanhomi

487,25

11. 970

6.819

5.151

Alvarenga

369,47

5.388

2.075

3.313

Tumiritinga**

500,11

5.326

2.090

3.236

Conselheiro Pena

1.393,00

29.018

21.506

7.512

Total

6.556,86

212.248

125.825

86.563

** Estimados

 Fonte: IBGE 1991

Os Municípios de Vargem Alegre e Engenheiro Caldas apesar de estarem fora da Bacia Hidrográfica do Rio Caratinga; estão sendo beneficiados pelo Projeto Ação Ambiental nas Escolas Rurais, por serem vizinhos de fronteira e os seus problemas ambientais afetam diretamente a Bacia Hidrográfica do Rio Caratinga.

Uma visão mais acurada dessa área de estudo pode ser examinada por meio da Figura 01, que abrange todas as regiões da Bacia Hidrográfica do Rio Caratinga, que foram a seguir, sumariamente caracterizadas.

 

 

 

 
 


Figura 01 - Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Caratinga - MG

Fonte: Comitê do Rio Caratinga

 

O Alto Rio Caratinga tem como cultura principal o café, que é a maior fonte geradora de renda e de empregos nos municípios, apresentando uma  séria ameaça  ambiental ao futuro da região, por ser uma área de mono cultura e por está substituindo de forma irracional  as ultimas áreas renascentes da mata atlântica, ocupando até os topos do morro e, principalmente, degradando a área com a utilização de produtos agrotóxicos. No  despolpamento do café, acontece a maior poluição dos rios e muitos cafeicultores ainda utilizam  lenhas  nativas  nos secadores. A segunda cultura  é mais preocupante, pois trata-se dos hortifrutigranjeiros, que utilizam produtos agrotóxicos mais fortes, diretamente nas culturas próximas às nascentes ou pequenos córregos, contaminando os recursos hídricos. Nos últimos  três anos o potencial hídrico da região diminuiu consideravelmente. São várias nascentes e córregos que secaram ou reduziram o seu volume de água comprometendo  a irrigação da terra dos próprios  produtores, obrigando-os  a cavarem poços artesianos para continuarem com  suas culturas.

No Médio Rio Caratinga, a principal cultura também é o café, que sofre as mesmas agressões ambientais do Alto Rio Caratinga. O que muda, é  a segunda cultura,  a pecuária, que necessita urgentemente de uma mudança na mentalidade dos  fazendeiros  extrativistas, que ainda praticam as  queimadas nos pastos como forma de economia, aumentando a cada dia a área para novas pastagens. Essa região, está sofrendo com a erosão causada pelo desmatamento do topo de morro. Outra providência  urgente é a recuperação da mata ciliar e preservação das ultimas nascentes que insistem em resistir.

            No  Baixo Rio Caratinga,  a principal  atividade econômica é a pecuária de leite. Hoje a seca, o desmatamento e a erosão, estão tornando os municípios inviáveis economicamente, provocando a migração para os grandes centros. Alguns dos municípios estão tentando buscar a diversificação, com novas culturas, fazendo uso de recuperação dos recursos hídricos e da irrigação. Outro problema grave na bacia do Baixo Rio Caratinga, é a chamada praga da Aroeirinha. Trata-se de uma espécie nativa da mata atlântica, que está desafiando os produtores e as autoridades competentes. A cada ano  ocupa mais espaço, além de provocar grandes erosões,  pois onde  ela  nasce  não nasce mais nada, desvalorizando a terra, a ponto dos fazendeiros  estarem abandonando  suas propriedades. Nessa região são vários córregos que foram assoreados, desaparecendo por completo, percebendo-se o processo de desertificação  em andamento. O leite, que é a maior renda dos pequenos proprietários, hoje,  já não  dá para sobrevivência de uma família.

O processo de degradação ambiental nessa região está na má utilização do solo. Nos últimos anos, vem acentuando de uma forma acelerada. No Alto e Médio Rio Caratinga esta sendo causada pela monocultura e a utilização irracional dos recursos hídricos, com o desmatamento das nascentes e dos topos de morro, que provocam a extinção de algumas nascentes e a redução do volume de água. Já no Baixo Rio Caratinga a insistência na prática de queimadas e o manejo incorreto das pastagens são os principais responsáveis pelo grande desaparecimento de córregos e nascentes.

3.2. População e amostra

A população foi constituída por crianças/adolescentes de 16 comunidades rurais inseridas na Bacia Hidrográfica do Rio Caratinga. A partir da mesma, forma selecionadas intencionalmente, em função da predisposição em fazer parte da pesquisa, 100 da zona rural (municipal e estadual), totalizando em torno de 7.000 alunos, 3.000 pais e pequenos produtores, além de 500 professores.

3.3 Etapas da pesquisa e formas de coleta de dados

Tendo em vista que a educação ambiental constitui um instrumento para a melhoria das condições de vida das comunidades a serem contempladas, procurou-se realizar um levantamento dos principais problemas de degradação ambiental da região, e das necessidades e prioridades da população em relação ao tema, junto as comunidades e autoridades locais.

Em uma primeira etapa, os dados foram obtidos por meio de informações secundárias (dados censitários), acompanhados de observação de campo, análise de documentos, revisão bibliográfica e depoimentos tomados junto a lideres rurais, representantes políticos e sindicais, para a construção da matriz dos principais problemas locais, e foram analisados ao longo do processo de construção do objeto.

Após isto, utilizando de recursos de apoio educativo, de palestras e de outros recursos audio-visuais, foram levados até às escolas dessa bacia, orientações técnicas de revitalização de nascentes;  reciclagem de lixo doméstico; destino final para  embalagens de produtos agrotóxicos; conscientização sobre a importância das matas ciliares e de topo, tendo sido formada uma parceria com as escolas para a elaboração de projetos de reflorestamentos nas imediações das escolas.  Pretende-se também, realizar excursões em matas ciliares, nascentes e áreas degradadas, com o objetivo de aproximar os alunos da  natureza, através de observação da paisagem, caminhadas e trilhas, para que seja possível elaborar a correlação entre os elementos observados e o conteúdo trabalhado por meio de vídeos, fotos e palestra. Em termos de ações mais precisas, foi feito o plantio de mudas nativas e frutíferas nas margens do rio, pelos alunos e comunidade em geral. Essas mudas foram cedidas pelo IEF, e confeccionadas pelos moradores da região. Contou-se também, com o apoio das prefeituras e entidades locais para abertura de covas e auxilio no plantio.

 

4. RESULTADOS PARCIAIS ATÉ DEZEMBRO/2000 E DISCUSSÕES

4.1 Caracterização da população residente nas regiões da Bacia Hidrográfica do Rio Caratinga

Em termos da classe de rendimentos predominante, constatou-se que o foi de até 1.0 S.M. (65.8%), que foi superior à média estadual (41.5%). A região fisiográfica de maior pobreza é a do Baixo Caratinga, pois além de ter 60.1% da sua população recebendo até 1.0 S.M., possui 9.3% do contingente populacional sem rendimento (Quadro 02). Segundo dados convencionados pela FAO/INCRA, citados  por BERNARDO et. al.  (1999), esta população com rendimento mensal de até 1.0 S.M., pode ser enquadrada dentro do “grupo de agricultores familiares periféricos”, ou seja, com integração mínima nos mercados. Apesar de existirem altos índices de produtores periféricos, estes são importantes por permanecerem no campo, mesmo que em forma de subsistência, trabalhando principalmente com pecuária leiteira, o que lhes garante, uma renda mínima constante durante o ano, além de possibilitar o envolvimento da família nas atividades de produção, com melhoria das condições de subsistência, com a possibilidade de maior consumo de alimentos, como carne, leite, queijo, doces, etc.. Por outro lado, geralmente desenvolvem a policultura (“lavouras brancas” e olericulturas), que tem significância econômica por possibilitar a agregação de renda ao produtor.

Quadro 02 – Classe de Rendimento Nominal Médio Mensal em Salários Mínimos do Chefe de Família em Municípios da Bacia do Rio Caratinga/MG.

 

MUNICÍPIOS

CLASSES DE RENDIMENTOS (%)

 

SEM

RENDIMENTOS

Até 1 S.M.

De 1 a 2 S.M.

De 2 a 5 S.M.

De 5 a 10 S.M.

Mais de 10 S.M.

Sem declarar

Alto Rio Caratinga

67.6

18.2

9.1

2.2

1.0

-

1.9

Santa Bárbara do Leste

65..9

19.9

10.4

1.6

1.1

-

1.1

Caratinga

57.9

20.6

12.6

4.4

21.1

*

2.4

Santa Rita de Minas

71.3

15.5

8.4

2.0

0.8

-

2.0

Entre Folha

75.2

16.7

5.1

0.7

0.2

-

2.2

Médio Rio Caratinga

69.6

17.7

8.7

2.1

0.8

*

1.1

Ubaporanga

69.2

17..9

7..3

2..3

0.7

*

2.6

Imbé de Minas

75.7

17.6

4.6

1.2

0.2

-

0.7

Inhapim

67.8

18.2

9.0

2.7

1.2

*

1.0

São Domingo das Dores

72.2

15.7

9.9

1.3

0.6

-

0.4

São Sebastião do Anta

73.1

18.4

6.7

1.2

0.3

0.5

0.3

Dom Cavati

59.9

18.1

14.7

3.9

1.7

-

1.7

Baixo Rio Caratinga

60.1

17.5

9.1

2.8

1.1

0.1

9.3

Tarumirim

55.4

16.0

7.4

2.4

0.7

0.5

17.6

Itanhomi

61.0

16.2

9.3

3.2

14.1

*

8.9

Alvarenga

55.5

22.5

7.9

2.4

0.8

0.9

10.0

Tumiritinga

66.2

15.3

10.1

2.0

1.1

-

6.2

Conselheiro Pena

62.1

17.4

10.8

4.1

1.7

*

3.9

Minas Gerais

41.5

22.8

19.8

7.7

5.2

0.1

2.9

Média da Bacia

65.8

17.8

9.0

2.3

1.0

*

4.1

FONTE: IBGE, Censo Demográfico (1991).

·          Não Alcança 0.1%

Com referência aos aspectos relacionados à educação, prevalece, segundo dados censitórios, o ensino fundamental incompleto; embora esteja ocorrendo uma melhoria no ensino, com a regionalização das escolas, conjugado com o transporte escolar, bem como, com a eliminação gradativa do ensino multi-seriado. Dados do Censo Demográfico do IBGE (1991), evidenciaram que o índice de alfabetização da população de 5 anos ou mais de idade, da Bacia Hidrográfica do Rio Caratinga, foi de 66.2%, estando a população concentrada no meio urbano, com exceção dos municípios de Entre Folhas, Santa Bárbara do Leste, São Domingos das Dores e Tumiritinga. Como pode ser destacado na Figura 02,  o índice de alfabetização da população rural foi homogêneo entre as zonas fisiográficas da Bacia, variando de 62.2% (Baixo Rio Caratinga) a 66.6% (Alto Rio Caratinga), sendo o nível médio equivalente a 64.3%, o que está um pouco acima da média do estado (62.4%).

Fonte: IBGE (1991)

Figura 02- Índice de Alfabetização da População Rural de 5 Anos ou Mais de Idade em Municípios da Bacia Hidrográfica do Rio Caratinga - MG

 

No que diz respeito às condições de saúde, procurou-se avaliar tanto dados secundários relativos aos aspectos de longevidade (esperança de vida ao nascer) e mortalidade infantil, como dados levantados a nível de campo sobre os programas de saúde existentes e as principais doenças diagnosticadas. O Quadro 03 procurou conjugar as evidências empíricas, de alguns municípios da Bacia, mostrando que houve uma queda da mortalidade infantil, embora a mesma  ainda seja elevada pois, em 1991, a taxa média de mortalidade era 42,2, por cada 1.000 nascidos vivos, sendo superior à média do estado (35.1).

Quadro 03 . Evolução da Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) e da Esperança de Vida ao

       Nascer em Municípios da Bacia do Rio Caratinga – 1970/91

Municípios de

1 TMI    (por 1000 nascidos vivos)

Esperança de Vida ao Nascer (em anos)

Minas Gerais

1970

1980

1991

1970

1980

1991

Alvarenga

121,0

56,9

44,2

48,4

58,9

61,5

Caratinga

138,5

87,0

40,3

46,2

53,4

62,4

Cons. Pena

113,0

77,1

44,2

49,4

55,1

61,5

Dom Cavati

137,2

84,0

38,4

46,4

53,9

62,9

Inhapim

127,2

86,0

39,3

47,6

53,6

62,7

Itanhomi

107,3

74,8

51,0

50,3

55,5

60,0

Tarumirim

125,0

66,7

38,4

47,9

56,9

63,0

Tumiritinga

86,4

73,8

42,2

53,5

55,7

62,0

Minas Gerais

105,3

64,9

35,1

50,6

57,3

63,7

Fonte: Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD. Desenvolvimento Humano e Condições de Vida: indicadores brasileiros. Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Brasília, setembro de 1998.

 

Quanto à taxa de longevidade os dados da PNUD (1998), mostraram que houve um aumento da esperança de vida ao nascer, com um tempo médio de vida, em 1991, de 62,4 anos que, também, foi inferior à média estadual (63.7 anos).

 Acredita-se que este aumento de longevidade e da redução da mortalidade infantil, no meio rural, estejam relacionados à instalação dos Programas de Saúde da Família e dos Agentes Sanitários em alguns municípios, que procuram atender às comunidades rurais, seja diretamente nos postos de saúde ou por meio de visitas domiciliares. Alguns municípios, tais como Alvarenga, São Domingo das Dores, São Sebastião do Anta, Dom Cavati e Inhapim tem posto de Atendimento Médico na cidade; que é muitas vezes, de difícil acesso para a população rural, sendo baixa a eficiência no atendimento.

A ocorrência de doenças que foram priorizadas pelos informantes locais, pelo seu nível de ocorrência nas comunidades rurais, foram: verminoses, leishmaniose, hanseníase, hipertensão, diabete, desnutrição calórica e proteica, esquistossomose e doença renal. As infestações causadas por vermes deve-se, principalmente à problemas de saneamento deficiente, quando não há remoção sanitária das fezes, não existem latrinas ou fossas sépticas e, tampouco, tratamento dos dejetos, tal como a compostação; além disso, pela má qualidade da água consumida e pela escassa educação sanitária, relacionada aos cuidados com higiene pessoal e dos próprios alimentos ingeridos, provenientes de solos contaminados. No caso da leishmaniose, visceral ou cutânea, caracterizada por lesões ulcerativas da pele e mucosas, seus reservatórios são a preguiça, os roedores e canídeos silvestres, presentes em regiões florestais. Na opinião das pessoas entrevistadas sua ocorrência pode ter sido intensificada pelo intenso desmatamento ocorrido na região da bacia .

Outra doença diagnosticada, derivada por problemas de saneamento básico, foi a esquistossomose, que é uma infecção  do sangue por verme, que atinge intestino e bexiga, provocada pelo contato do homem (trabalhando, andando, nadando) com águas contaminadas, que contêm as formas larvárias (cercárias). Uma doença bacteriana, de ocorrência local, é a hanseníase (lepra, doença de Hansen), que se caracteriza por lesões, anestesias, debilidade e alterações tróficas da pele, músculo e ossos. O bacilo da lepra se multiplica nas almofadas plantares de camundongos, em roedores com supressão imunológica e em tatus (BENENSON, 1983). Acredita-se que sua expansão deva-se à falta de educação sanitária da população, da necessidade de notificação à autoridade sanitária local, do conhecimento da existência de tratamento eficaz e da não requisição do isolamento.

No que se refere ao "habitat" dos produtores da Bacia, procurou-se analisar as condições de moradia e do seu ambiente sanitário-higiênico, considerando que as condições do estado de saúde da população rural está interrelacionada com o seu “habitat".

Na percepção dos entrevistados as moradias do meio rural da bacia eram, de um modo geral, de natureza precária, principalmente a dos pequenos produtores e dos colonos. Essas casas não possuem  reformas, e as vezes, não são nem rebocadas, embora possuam antena parabólica, indicando que questões culturais estejam intervindo na escala de preferências e nas atitudes das comunidades locais.

Em termos das condições sanitário-higiênicas dessas moradias, pôde-se constatar  que, independente do curso d'água da bacia, o tipo de instalação sanitária predominante foi aquele em que os dejetos humanos eram jogados dentro dos córregos e valas (41.7%). Somente 22.1% dos domicílios particulares possuíam  sistema de rede geral, não tendo, praticamente, fossa sépticas (tanto ligadas à rede pluvial como sem escoadouro) existindo apenas aquelas construídas de forma rudimentar, num percentual equivalente a 18.1%. Outro fator a ser destacado é que 25.7% dos municípios da bacia não tinham nenhum tipo de instalação sanitária, o que corresponde quase ao dobro do que é constatado ao nível do estado. Líderes locais entrevistados, afirmaram que a maioria das moradias rurais não possuíam fossas sépticas; que, em muitos municípios, a coleta de esgoto urbano, sem tratamento era lançado no Rio Caratinga e em suas sub-bacias; assim como os afluentes domésticos e dos plantios, com conseqüente, contaminação das águas e efeitos sobre as condições de saúde e de vida da população local, o que pode ser visualizado na Figura 03.


Figura 03 - Destino do esgoto na região da bacia hidrográfica do Rio Caratinga - MG

As condições da água, na percepção dos líderes locais entrevistados, não eram satisfatórias. A origem da água consumida pela população rural provinha de minas, nascentes ou poços, sem nenhum tratamento, sendo armazenadas em caixas d água; estando, em alguns casos, mal acondicionadas. No meio urbano, a situação tem tido uma melhoria, por meio do convênio que os municípios fizeram com a COPASA que, gradativamente, está ampliando o número de casas com água tratada (fluoretação e cloração).

Outro fator sanitário-higiênico, determinante das condições de vida da população em estudo, diz respeito ao destino do lixo. Embora, ao nível do Estado, mais da metade do lixo seja coletado (56.8%), direta ou indiretamente, o mesmo não ocorre nos diferentes cursos da Bacia do Rio Caratinga.

Na figura 04, pode-se constatar que, em média, somente 18.1% do lixo era coletado, sobressaindo os municípios de Dom Cavati e Caratinga. A forma predominante de destino do lixo era categorizado como “outro”, ou seja, a céu aberto (39.9%), em locais inapropriados, o que é um fator de degradação ambiental e proliferação de vetores e doenças. Essa mesma constatação foi retratada na fala dos líderes comunitários, da seguinte maneira: “o lixo é lançado a céu aberto”, “o lixo é exposto”, “ lixo em depósito aberto, sem seleção e sem aterro”, “jogado no mato”, “exposto na entrada do perímetro urbano e queimado”.  Assim, outra forma  que se destacou, ao longo da bacia, foi a queima do lixo (20.5%), além de ser jogado em terreno baldio (17.4%).


 


Figura 04 - Destino do lixo na região da Bacia Hidrográfica do Rio Caratinga - MG

 

4.2 DELIMITAÇÃO DA MATRIZ DOS PRINCIPAIS PROBLEMAS NA PERCEPÇÃO DOS LÍDERES RURAIS

 

Após delimitação do perfil sócio-econômico e epidemiológico da população rural na Bacia  do Rio Caratinga procurou-se, por meio de depoimentos de lideres locais, montar uma matriz dos principais problemas ambientais, sócio-econômicos e políticos, das diferentes regiões fisiográficas da bacia (Quadro 04), visando orientar os trabalhos de conscientização ambiental.

 

Quadro 04. Matriz dos Principais Problemas das Diferentes Regiões Fisiográficas da Bacia do Rio Caratinga.

 

Regiões Fisiográficas

Principais Problemas

Ambientais

Sócio-econômico e Políticos

Região do Alto Curso do Rio Caratinga

¨        Falta de proteção às nascentes

¨        Desmatamento

¨        Queimadas

¨        Redução e contaminação da água

¨        Assoreamento dos rios e córregos

¨        Processos erosivos acelerados

¨        Enchentes

¨        Educação e conscientização ambiental

¨        Saneamento básico (fossas, lixo)

¨        Saúde

¨        Educação

¨        Estradas

¨        Assistência técnica

¨        Eletrificação rural

¨        Acesso a recursos financeiros

¨        Fiscalização

Região do Médio Curso do Rio Caratinga

¨        Desmatamento e queimadas

¨        Poluição das águas

¨        Solos erodidos

¨        Mudança climática

¨        conscientização e educação ambiental

¨        Presença de espécies arbóreas invasoras (Aroeira)

¨        Saúde

¨        Saneamento básico (fossas, lixo)

¨        Eletrificação rural

¨        Estradas de acesso

¨        Pobreza e exclusão social

Região do Baixo Curso do Rio Caratinga

¨        Escassez de água

¨        Destruição das nascentes

¨        Inexistência de matas ciliares e de cabeceiras

¨        Falta de Conscientização ambiental

¨        Mudanças climáticas

¨        Assoreamento dos córregos e rios

¨        Programa de emprego e renda

¨        Eletrificação rural

¨        Saneamento básico

¨        Diversificação da produção

¨        Organização dos produtores

¨        Assistência técnica e apoio institucional

¨        Educação

¨        Política agrícola regionalizada

 

 

                Posteriormente buscou-se, por meio de diversas técnicas, trabalhar questões da conscientização ambiental, visando as diferentes escolas rurais. Pode-se constatar, conforme dados do Quadro 05 que as técnicas foram homogêneas, variando somente seu momento de utilização. Segundo MEDINA e SANTOS (2000), essa alternativa, na questão da educação ambiental, pode não ser pertinente, considerando os problemas/potencialidades ambientais de cada região fisiográfica, são em si diferenciáveis, bem como, suas condições limitantes e favoráveis.

 

 

 

 

 

 

 

 

4.3. CRONOGRAMA DE ATIVIDADES REALIZADAS

 

Quadro 05 - Atividades desenvolvidas junto às escolas dos municípios da Bacia Hidrográfica do Rio Caratinga - MG.

Município/Escola

Reunião

Palestra

Vídeos

Fotos

Distrib. Mudas

Plantio

visitas

Santa Bárbara

20/Ago

 

 

 

 

 

 

E. M. Canuto Costa Oliveira

 

06/Nov

06/Nov

06/Nov

 

 

06/Nov

E. M. Córrego dos Ferreiras

 

29/Nov

29/Nov

29/Nov

2.000

 

30/Nov

Caratinga

 

 

 

 

 

 

 

E. E. Engenheiro Caldas

 

03/Out

03/Out

03/Out

1000

 

 

E. E. Juarez Canuto

 

02/Out

02/Out

02/Out

1000

 

 

E. M. Menino Jesus de Praga

 

14/Set

14/Set

14/Set

500

 

 

E. Pingo de Gente

 

21e22/nov

21e22/nov

21e22/nov

500

 

 

CNEC

 

30/Out

30/Out

30/Out

500

 

 

E. M. Córrego de S. Silvestre

 

11/Dez

11/Dez

11/Dez

200

100

 

Santa Rita de Minas

20/Ago

 

 

 

 

 

 

E. Alessandro M. Simões

 

20/Nov

20/Nov

20/Nov

 

1500

 

Piedade de Caratinga

07/Ago

 

 

 

 

 

 

E. M. Criança Feliz

 

16/Nov

16/Nov

16/Nov

400

100

 

Entre Folhas

16/Ago

 

 

 

 

 

 

E. M. Córrego do Atalaia

 

11/Dez

11/Dez

11/Dez

 

500

 

E. M. Raimundo de Souza

 

11/Dez

11/Dez

11/Dez

 

500

 

E. M. América Ribeiro Lopes

 

11/Dez

11/Dez

11/Dez

 

500

 

E. E. Dr. José Augusto

 

12/Dez

12/Dez

12/Dez

 

500

 

E. da Fazenda Boa Sorte

 

12/Dez

12/Dez

12/Dez

 

500

 

Sindicato dos Produtores

 

11/Dez

11/Dez

11/Dez

 

500

 

Prefeitura

 

12/Dez

12/Dez

12/Dez

 

 

 

Ubaporanga

08/Ago

 

 

 

 

 

 

E. E .José Antunes Maia

 

21/Nov

 

 

 

500

 

Fazenda Reunidas Almeida

 

 

 

 

 

2000

12/Dez

Dom Cavati

10/Nov

 

 

 

 

 

 

Igreja Católica Muniz

 

02/Ago

 

 

 

 

 

E. M. Ilma Balana E.Caldeira

 

07/Dez

07/Dez

07/Dez

400

100

 

Tarumirim

13/Set

 

 

 

 

 

 

Itanhomi

13/Nov

 

 

 

 

 

 

Tumiritinga

14/Nov

 

 

 

 

 

 

Conselheiro Pena

14/Nov

 

 

 

 

50

14/Nov

Engenheiro Caldas

03/Ago

03/Ago

03/Ago

03/Ago

 

1500

 

 

 

A Figura 05 e 06, mostra os alunos, professores, pais e amigos da Escola Municipal América Ribeiro Lopes, assistindo uma palestra ministrada pelo IEF e Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Caratinga.


Figura 05. Alunos e professores da Escola Municipal América Ribeiro Lopes.


 


Figura 06.  Pais e amigos da Escola Municipal América Ribeiro Lopes

Fonte: COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO CARATINGA

 

 

5. CONCLUSÃO

Face a esses resultados parciais apresentados, pode-se concluir que os alunos e seus familiares, moradores da zona rural da Bacia Hidrográfica do Rio Caratinga, começaram lentamente o processo de conscientização das necessidades de preservação e conservação dos recursos hídricos e naturais, visualizando que a falta de preservação cobrará, e já está cobrando, um preço muito alto para a saúde e qualidade de vida de sua família e futuras gerações.

É preciso levar em conta que afetamos e somos afetados direta ou indiretamente por todo sistema sociocultural em que estamos inseridos, levando à uma necessidade, de conhecimento e reconhecimento dessa importante visão ecossistêmica, que tão bem nos é apresentada por DEACON e FIREBAUGH (1988). Enquanto não houver uma extensa educação e conscientização ambiental adequada aos problemas e potencialidades do produtor rural, o mesmo continuará a degradar o seu meio ambiente, piorando consideravelmente a sua qualidade de vida, principalmente no que refere ao seu estado de saúde.

Assim é importante salientar a necessidade de conjugar a matriz dos problemas ambientais, procurando selecionar aquele que será o eixo do trabalho em cada escola e, ao mesmo tempo, levar em consideração o ambiente e a estrutura cognitiva do aluno, para poder ocorrer ação transformadora.

Esta conscientização depende de todos, das autoridades, governo, líderes, comunidades, etc. Se faz necessário uma ação ambiental através de parcerias, com mudanças na maneira de pensar acerca de nós mesmos, nosso meio, nossa sociedade e nosso futuro, ou seja, como afirmam MEDINA e SANTOS (2000), "uma mudança nos valores e crenças que orientam nossos pensamentos e ações, que nos permita adquirir uma percepção holística e integral do mundo, com uma postura ética, responsável e solidária".

 

6. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

 

ALMEIDA, Josimar R. de, et al., Planejamento ambiental: caminho para participação popular e gestão ambiental para nosso futuro comum. Uma necessidade, um desafio. 2ª ed, Rio de Janeiro: Thex Ed.: Biblioteca Estácio de Sá, 1999. p 85.

 

BRITO, Francisco A.; CÂMARA, João B.D., Democratização e Gestão Ambiental: Em busca do desenvolvimento sustentável. Petrópolis, RJ, Ed. Vozes, 1998. p 21

 

COMITÊ DO RIO CARATINGA. Programa Pescando na Beira do Rio. Disponível em: <www.beiradorio.prodatanet.com.br/>, Acesso em 29.03.01.

 

DEACON, R. E. & FIREBAUGH, F. M. Family resource management: principles and aplications. 2 ed., Boston, Allyn and Bacon, 1988. 291p.

 

IBGE. Censo Demográfico, 1991

 

MEDINA, N. M., SANTOS, E. C. Educação Ambiental - Uma metodologia participativa de formação. Petrópolis: Vozes, 2000. 231p.

 

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, Agenda 21. Disponível em: <www.mma.gov.br/port/SE/agen21/caminho> Acesso em 21.01.01.

 

PADUA, S. M.; TABANEZ, M. F.; SOUZA, M. G. O papel da Educação Ambiental e da Participação Comunitária na Conservação de Áreas Naturais. Revista de Ação Ambiental. Ano II, nº8, p.8-11, 1999

 

REIGOTA, Marcos. Meio Ambiente e representação social. São Paulo, Ed. Cortez, Coleção questões da  nossa época, v 41, 1995. 87p

 

RIBEIRO, M. A.; Município e meio ambiente. Belo Horizonte, FEAM, 1998, 80p.

 

UFMG, Universidade Federal de Minas Gerais, Água de menos. Jornal n.8, Projeto Manuelzão,  Faculdade de Medicina, Belo Horizonte, MG - Abril/maio-2000.