“EXPERIÊNCIAS MUSICAIS NO CONTEXTO DA PRÉ-ESCOLA”

 

Mirian Carmen Machado  e Margarete Arroyo[1]

 

Este trabalho tem como foco as práticas musicais formais e informais  presentes  em uma escola municipal de ensino básico da cidade de Uberlândia, MG. Especificamente, o estudo vem sendo desenvolvido com quatro turmas de Pré-escola (5 e 6 anos).

O espaço escolar contribui para que se observe manifestações musicais tanto apreendidas na própria escola como em outros ambientes. A vivência musical dos alunos, tais como canções que ouvem e cantam em seu dia-a-dia e outras experiências musicais, são consideradas para que se pense um trabalho conjunto entre pesquisadora e professora, visando  a educação musical no contexto da Educação Infantil.

Os pressupostos  teóricos estão fundados nos estudos do cotidiano e nos Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil  (MEC). Os procedimentos metodológicos são de natureza qualitativa, fazendo uso de  técnicas etnográficas como a observação participante, diários, fotos e filmagens.

Este trabalho tem proporcionado uma  troca de experiências entre professores, bolsista e crianças, sendo que nos vários momentos em sala de aula nota-se o envolvimento que a criança expressa através da  participação e  de sugestões.

A pesquisa se justifica enquanto contribuição para uma compreensão mais aprofundada da presença da música na escola e, consequentemente, oferece subsídios para propostas mais adequadas de educação musical no contexto específico de uma determinada escola.

 

Mirian Carmen Machado

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Margarete Arroyo

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INTRODUÇÃO

Esta comunicação, que apresentará resultados parciais de uma pesquisa, tem como foco as práticas musicais formais e informais  presentes  em uma escola municipal de ensino básico da cidade de Uberlândia, MG. Especificamente, o estudo vem sendo desenvolvido com quatro turmas de Pré-escola (5 e 6 anos) e está vinculado ao programa PIBIC- UFU-CNPq.

A investigação teve início em agosto de 2000, com término previsto para agosto de 2001, e  é um sub projeto de uma proposta de investigação mais ampla que busca desvelar as representações sociais  que professores, estudantes e direção de escolas públicas de Uberlândia têm sobre música, sobre sua presença na escola e seu ensino e aprendizado (Arroyo, 2000).

Os pressupostos  teóricos estão fundados nos estudos do cotidiano (Souza, 1997) e nos Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil  (Brasil, 1997). Os procedimentos metodológicos são de natureza qualitativa, fazendo uso de  técnicas etnográficas como a observação participante, diários de campo, fotos, gravações e filmagens.

 

Experiência musical formal e informal

 

O espaço escolar contribui para que se observe manifestações musicais tanto apreendidas na própria escola como em outros ambientes. A vivência musical dos alunos, tais como canções que ouvem e cantam em seu dia-a-dia e outras experiências musicais, podem ser consideradas para que se pense um trabalho conjunto entre pesquisadora e professora, visando  a educação musical no contexto da Educação Infantil.

Considerando a importância dos termos “formal e informal” para esta investigação, fez-se  necessário um breve estudo acerca do assunto.

Os termos ‘formal’ e ‘informal’ que qualificam práticas educacionais apresentam diferentes significados:

 

“formal” pode significar escolar, oficial,  ou dotado de alguma organização. Dessa maneira,  o “formal” pode ser ou o ensino e a aprendizagem que acontecem nos espaços escolares e acadêmicos,  mesmo que alternativos (escolas alternativas de música), ou, no sentido oficial, apenas os sistemas de ensino  regulamentados (escolas de ensino básicos, médio, conservatórios, graduações, etc). Na terceira possibilidade  significativa, “formal” pode ser também as práticas de ensino e aprendizagem que acontecem no contexto da cultura popular, já que  vários estudos têm desvelado que essas práticas de educação musical possuem formalidades próprias (Ternos  de Reis, Escolas de Samba, Rituais do Congado, etc) (...) Quanto ao adjetivo “informal”, que às vezes aparece como “não-formal”, ora significa educação musical não oficial, ora não escolar. Também é utilizado para referir-se ao ensino e à aprendizagem musical que acontecem no contexto das culturas populares e mesmo no cotidiano das sociedades urbano-industriais (aprendizagem que  ocorre através dos meios de comunicação, de informação, etc) (Arroyo; et al, 2000).

 

 

            Como é possível observar, os termos ‘formal’ e ‘informal’ mostram-se imprecisos “para nomear aspectos de uma realidade que se tem revelado bastante complexa: o ensino e a aprendizagem de música que ocorrem em diferentes contextos culturais e, especificamente, nas sociedade urbano-ocidentais contemporâneas, nas suas várias sub culturas (Ibid, s.p.).

         Com vistas a uma definição destes termos no âmbito deste trabalho, recorremos à Libâneo (1992) que define  educação ‘formal’ como “aquela estruturada, organizada, planejada intencionalmente, sistemática. Nesse sentido, a educação escolar convencional seria tipicamente formal” (p.81).

            Entretanto, o autor adverte que a situação formal não ocorre somente em espaço escolar, mas pode ser observada também fora do marco escolar, desde que tenha uma forma, uma certa estrutura.

Já o termo informal resulta da vivência dos indivíduos, das suas relações em nível individual ou grupal. Enquanto uma educação formal é marcada pela intencionalidade, a informal é “não-intencional” (Libâneo, 1992, p.82-83). Segundo Libâneo (1992) a situação informal não depende de métodos ou planos, pois não se trata de algo pré – estabelecido, mas de uma vivência envolvendo vários momentos da vida.

Em se tratando do contexto educacional, a situação informal pode fazer parte da situação formal, organizada e pré – estabelecida.

O presente trabalho mostra momentos em que os dois termos oferecem relações entre si, onde numa ocasião planejada ocorre participação e sugestão dada por meio da vivência da criança ou professor, adquirida informalmente.

 

“O contexto da vida social, política, econômica e cultural, os espaços de convivência social na família, escolas e na rua”, embora não intencionais formam um ambiente que produz suas conseqüências e modos de pensar (Libâneo, 1992, p.83).

 

Com base na tematização de todo registro escrito, a questão do formal e do informal  poderá ser melhor observada no que se refere a  experiências musicais.

 

Dando suporte também conceitual à investigação, recorremos aos estudos do cotidiano.

Segundo Souza, “um  desafio para nós educadores musicais tem sido o de tematizar na sala de aula as experiências musicais dos alunos e sua experiências sociais de mundo” (1997, p.38). Para a autora, os estudos do cotidiano fornecem subsídios teóricos  para desvelar e interpretar as experiências musicais referências para os alunos.

 

“(...) com as teorias do cotidiano, a pesquisa busca penetrar na escola, se dispondo a ouvir os seus agentes a fim de verificar com base em que operar no âmbito da sala de aula. Desta forma, ela permite analisar que processos intervêm na formação do conhecimento dos alunos e suas relações com o currículo” (Souza, 1997, p.38).

 

                       

RESULTADOS PARCIAIS

 

O foco desta pesquisa está em descrever como se dá a relação entre experiências musicais formais e informais no espaço das classes de pré - escola. Os resultados parciais obtidos serão apresentados a partir de dados levantados e registrados em diários de campo, fitas de vídeo, cassete, e fotos

Inicialmente foram feitos estudos e discussões quanto aos procedimentos metodológicos que viriam a ser adotados na realização da pesquisa. A metodologia escolhida é de natureza qualitativa. Trata-se de uma pesquisa de campo onde foram adotadas técnicas etnográficas.

A primeira fase do trabalho de campo tratou do levantamento das práticas musicais formais e informais no contexto da escola. A inserção em campo teve início com a interação entre a orientadora, bolsista e crianças na hora da chegada à escola e durante o recreio. Depois seguiu–se a inserção nas salas de aula, com objetivo de conhecer as experiências musicais das crianças, por meio da realização de algumas atividades sugeridas. Os encontros aconteceram semanalmente com duração de 25 minutos em  cada classe.

     Durante esses encontros pôde-se observar que a criança traz de seu meio inúmeras experiências musicais, vivenciadas através do contato com a mídia, no caso de algumas canções que foram relatadas, e também através da convivência que a criança tem com a família, amigos e instituições, ou seja, canções que aprendem em casa, na rua ou na igreja(informal). Também ocorreu de algumas crianças terem em sua família pessoas que tocam algum instrumento.

     A experiência musical formal foi observada através da participação das crianças durante a inserção nas salas de aula. Algumas classes demonstraram bastante “familiaridade” com música, outras nem tanto. Algumas classes conheciam muitas canções tradicionais infantis, o que demonstrava que alguns professores tinham o hábito de cantar com as crianças durante as aulas.

     As relações entre as experiências musicais formais e informais foram observadas durante o momento em sala de aula, onde as crianças participavam ativamente citando canções que aprendiam em casa ou na escola.

     Os dados levantados até o momento foram pré-analisados. Essa pré-análise consistiu em uma tematização do diário de campo que resultou nos seguintes temas:         

 

1.      Interação

 

1.a - Ações espontâneas das crianças

1.b – Propostas feitas por mim em sala de aula

1.c - Respostas das crianças

2. Experiências musicais informal

3.      Experiências musicais formal

4. Atividades e brincadeiras realizadas

5. Música e professoras das turmas

         Com vistas a trazer a esta comunicação alguns resultados parciais da pesquisa, a seguir serão descritas três cenas vinculadas ao temas mapeados: Ações espontâneas das crianças, Experiências musicais informal e Experiências musicais formal.

 

CENAS

 

1. Ações espontâneas das crianças

 

Criando     (DC, Mirian, 12-03-2001)

 

            Neste encontro que tive com uma das classes do pré, assim que entrei na sala percebi as crianças muito agitadas. Creio que por causa da minha presença, ficam ansiosas para cantar e participar. Neste dia cantamos várias canções. Todos cantavam com muita empolgação e ao terminarmos de cantar “Caranguejinho” (canção do Cacuriá do Maranhão) uma criança saiu de seu lugar, veio até o meio da sala e disse: “Vamos fingir que estamos voando, igual a um passarinho?”

Aproveitando a oportunidade,  perguntei se alguém sabia cantar uma música que falasse de passarinho. Como nenhuma criança lembrou-se um canção que falasse da ave,  sugeri que inventássemos uma.  Dido[2] disse: “tenho uma idéia!”. E começou a cantar  ao mesmo tempo em que fazia o gesto de chamamento  com o dedo indicador:

 

“Vem pra cá meu passarinho,

 que eu vou te dar comida”.

 

Perguntei o que poderíamos fazer para terminar a música, se alguém teria alguma idéia, então Gerson levantou o dedo, mas ficou com vergonha. Saiu de sua carteira e foi cochichar no ouvido de   Hirlando. Voltou ao seu lugar ficando de pé ao lado da carteira e começou a cantar:

 

“Venha cá meu passarinho

que eu vou te dar comida.

Você é muito fofinho

 e eu vou te dar carinho”

 

Hirlando: “ a música é minha, ele inventou o fofinho”

   

         Achei muito interessante a forma como iniciou a canção, pois não começou pela parte que inventara, mas primeiro cantou a frase inventada por Dido.

 

 

2. Experiências musicais informais

Tom e Jerry   (DC, Mirian,  07-05-2001)

 

Logo que entrei na sala a professora pediu para que os alunos fechassem os cadernos e prestassem atenção em mim. Estavam ligados na tarefa que a professora iniciara. Esta turma de pré estava bem mais cheia do que o normal, pois a professora da outra sala havia faltado, de modo que juntaram as duas classes. Começamos recordando algumas canções referentes à temática trabalhada nesta classe, entre elas o tema do “Mar”. No finalzinho da aula, coloquei a Valsa Brilhante de Chopin, mas antes falei sobre o instrumento utilizado na obra, discutimos sobre as diferenças entre piano e teclado. Ouvimos a obra inteira. Achei incrível como estavam atentos à audição, pois era uma obra instrumental e além do mais bem diferente do estilo de música vivenciado pelas crianças. Ao final da audição perguntei se alguém já havia ouvido algo parecido antes, falamos também sobre o caráter da música, se era triste ou alegre, mas chamou-me muita atenção a participação de um garoto que após a audição levantou o dedo falando alto e empolgado: “É a música do Tom e Jerry”!

 

3. Experiências musicais formal

 

Canção de alfabetização   (DC- Mirian,  23-04-2001)

 

Neste dia, antes de entrar em outra sala de pré, pude perceber  que a professora regente manifestava um interesse por música. Quando cheguei na escola e já estava perto da sala ouvi as crianças cantando. Entrei e pude notar que a professora, Rose, os conduzia numa canção, enquanto apontava com o dedo em algumas gravuras que estavam coladas acima da lousa. Tratava-se de gravuras com as letras do alfabeto e pequenos desenhos ilustrativos. Assim que terminaram, Rose disse: Vamos cantar pra Mirian?  Enquanto ouvia a performance das crianças, percebi que se tratava de uma canção com as letras do alfabeto, onde os nomes das crianças eram colocados na música de acordo com a ordem das letras do alfabeto. Quando terminaram, perguntei sobre a canção à professora: “Eu invento a música com as figuras e os nomes deles. As letras que não tem  os nomes na sala, a gente substitui por outra coisa ou nome. Cantando, eles aprendem mais. Você poderia cantar assim com eles, iria ajudar muito”. Então as crianças repetiram novamente com intenção de me ensinar.

 

 

DISCUSSÃO

 

As experiências musicais dos alunos focalizados nos três momentos acima demonstram  o quanto crianças e professores estão envolvidos com música, seja dentro da própria escola ou mesmo na rua.

O primeiro momento trata de focalizar as  ações espontâneas das crianças, onde após a entoação de uma canção seguiu-se a participação de uma criança que envolveu os demais resultando na composição de uma canção. Através da letra, melodia e dos gestos que faziam para cantar, as crianças imprimiam sua própria expressividade  e criatividade.

A música está presente na rua, em casa através da mídia e outros. Dentro da sala de aula pôde-se observar como as crianças estão atentas a tudo o que ouvem e são capazes de relacionar e recordar a mesma música em  ambientes e situações diferentes, foi o que ocorreu no segundo momento intitulado Experiências musicais informais. Após a audição de uma obra, as crianças participaram falando sobre a música, e uma das crianças com muita empolgação disse ter ouvido a obra no desenho animado Tom e Jerry.

Através do terceiro momento foi possível perceber que as crianças eram bastante habituadas a cantar, o que foi constatado a partir de várias participações e sugestões. Cantaram com muita expressão, demonstrando prazer e conforto pelo que faziam, o que tornou o trabalho ainda mais interessante e possível, pois um dos aspectos importantes da pesquisa se mostrou de imediato, a interação.  

 

CONCLUSÕES  E IMPLICAÇÕES PARA A EDUCAÇÃO MUSICAL

 

Durante essa pesquisa pôde-se observar que a criança traz de seu meio inúmeras experiências musicais, vivenciadas através do contato com a mídia, no caso de algumas canções que foram relatadas, e também através da convivência que a criança tem com a família, amigos e instituições, ou seja, canções que aprendem em casa, na rua ou na igreja(informal). Também ocorreu de algumas crianças terem em sua família pessoas que tocam algum instrumento.

            A experiência musical formal foi observada através da participação das crianças durante a inserção nas salas de aula. Algumas classes demonstraram bastante “familiaridade” com música, outras nem tanto. Algumas classes conheciam muitas canções tradicionais infantis, o que demonstrava que alguns professores tinham o hábito de cantar com as crianças durante as aulas.

         As relações entre as experiências musicais formais e informais foram observadas durante o recreio e em momentos na sala de aula, onde as crianças participavam ativamente citando canções que aprendiam em casa ou na escola. A ação das crianças e professores descrita nos momentos citados, possibilitou essa observação. Através dos vários relatos  foi possível perceber que as experiências formais e informais não se mostram isoladas, seja no pátio ou na sala, por meio do estímulo e da participação das crianças, essas experiências se mostraram sempre relacionadas.

           A pesquisa mostrou que a música pode ter resultados positivos se apresentada e estimulada de acordo com a vivência dos sujeitos. Ou seja, respeitando suas diferentes escolhas e experiências.

           Ao iniciar o trabalho pensamos que encontraríamos na escola somente experiências musicais adquiridas através da mídia, e que as crianças estariam “pouco abertas” à novas experiências, mas o resultado foi bem diferente. Por meio de pequenos estímulos várias experiências surgiram e eram compartilhadas durante os momentos em sala e fora de sala.

             Duas das professoras disseram que as aulas rendiam mais, e que as crianças ficavam mais atentas e interessadas após terem passado alguns momentos envolvidas com música.

            A pesquisa mostrou-se válida, atendendo os objetivos e questões propostas. Serviu também para que se pense em trabalhos futuros com música em escolas.

 

 

BIBLIOGRAFIA

 

 

ANDRÉ, M.D.A. Etnografia da prática escolar. Campinas, SP: Papirus, 1995

ARROYO, M. Música em escola públicas de Uberlândia, MG. (Projeto de Pesquisa). Uberlândia, 2000a. (mimeo).

 

  ARROYO, M. Representações sociais sobre música em escolas públicas de Uberlândia, MG: subsídios para políticas de educação musical. In: ENCONTRO ANUAL DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO MUSICAL, 9., 2000, Belém. Anais... Belém: ABEM,  2000b. 2  Disquete.

 

ARROYO, M. Etnografia em escola de ‘ensino básico’: desvelando crenças e práticas. In: ENCONTRO ANUAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EM MÚSICA, 13., 2001, Belo Horizonte. Anais... Belo Horizonte: ANPPOM, 2001. p.322-327.

 

ARROYO, M.; et al. Transitando entre o ´formal´ e o ´informal´: um relato sobre a formação de educadores musicais. In: SIMPÓSIO PARANAENSE DE EDUCAÇÃO MUSICAL, 7, 2000, Londrina.

 

BRASIL. MEC. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília: MEC/ Sef, 1998. 3 vol.

 

CHIZZOTTI, A. Pesquisa em ciências humanas e sociais. São Paulo: Cortez, 1991.

 

LIBÂNEO, J. C.   Os significados da educação, modalidades de prática educativa e a organização do sistema educacional.  Inter-Ação,  Goiânia, v.16, n.1-2, p. 67-90, 1992.

 

LÜDKE, M.; ANDRÉ, M. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas.  São Paulo: EPU, 1986.

                       

SOUZA, Jusamara. Música, cotidiano e educação: pressupostos e termas fundamentais. In: ENCONTRO ANUAL DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO MUSICAL, 9., 2000, Belém. Anais... Belém: ABEM,  2000, p.69-78.

 



[1] Esta pesquisa é desenvolvida por Mirian Carmen Machado, bolsista PIBIC-CNPq, sob a orientação da prof. Dra. Margarete Arroyo, Departamento de Música e Artes Cênicas, Universidade Federal de Uberlândia, MG.

 

 

 

 

 

 

 

[2] Os nomes dos atores sociais são fictícios.