LUZES E TREVAS: A FORMAÇÃO DO PROFESSOR – UM OLHAR SOBRE A EDUCAÇÃO DE QUEM EDUCA

 

Mônica Gicéia Carvalho Lins*

 

 

 

RESUMO

 

Este trabalho faz reflexões sobre a formação do professor no Curso Normal. Foi realizado a partir de um olhar sob as concepções dialética e holística. Considerando a sociedade globalizada, neoliberal, que se apresenta hoje em crise técnica, tecnológica, onde o homem tem sido compreendido como um ser fragmentado, com uma visão reducionista e pragmática, há necessidade de informar e formar pessoas comprometidas com uma nova prática de vida. Através da educação de educadores poderemos dar condições ao homem de resgatar sua humanidade perdida. A práxis cotidiana, que estiver impregnada de significados, terá condição de resgatar os homens através de sua cultura, de sua historicidade, para serem compreendidos enquanto um ser total, em contínuo processo de superação. Educar é transformar! Foram pesquisados aspectos da formação de professores de ensino fundamental de 1ª a 4ª série no Curso Normal do Ensino Médio, ou seja, a educação de quem educa. Esta pesquisa foi realizada em duas escolas de magistério, de realidades bastante diversas: na cidade de Cunha, a EE “Paulo Virgínio”; e na cidade de Aparecida a EE “Américo Alves”, ambas no Estado de São Paulo. A pesquisa, qualitativa, envolveu questionários respondidos pelos professores de ambas escolas, e duas entrevistas realizadas. Foram buscados elementos a respeito do compromisso político do professor, sua percepção do fracasso escolar, seus hábitos de estudo, seu envolvimento com a práxis pedagógica e com a sua própria capacitação e a sua compreensão do que é ser um bom professor, bem como sua concepção de ser humano e o valor de sua relação professor - aluno. Os resultados desta pesquisa mostraram que a relação afetiva entre professores x alunos é fundamental para o sucesso do processo ensino-aprendizagem. Os professores compreendem que o compromisso político de transformação da sociedade em que vivemos deve passar pela melhoria da auto-estima, alteridade e respeito pelos seus educandos, para resgate da humanidade do homem.

 

INTRODUÇÃO:

 

Esta dissertação tem por objeto refletir sobre a formação do educador, em especial, a dos cursos de magistério de Ensino Médio, que durante tanto tempo têm colocado a serviço da sociedade professores que alfabetizam, orientam e realizam descobertas junto a seus alunos, descortinando um universo repleto de “novidades”.

O objeto de minhas reflexões é o magistério do Ensino Médio nas escolas públicas, para se conhecer a contribuição que ele oferece para a formação humana política, para a competência, e o compromisso com o trabalho cotidiano de seus alunos que educam as crianças do ensino fundamental.

Para isso, é preciso refletir sobre o contexto educacional e social em que a escola está inserida hoje. Nos últimos anos, a escola pública brasileira vem sofrendo profundas transformações. Em nosso cotidiano, a mídia, em seus diversos canais de comunicação, e com maior ênfase na imprensa escrita e televisiva, divulga informações que refletem o pensamento oficial do Estado. As informações como se revelam, nos levam a crer que inúmeras medidas governamentais, de âmbito Estadual e Federal, foram implementadas para concretizar as mudanças de acordo com um projeto político-socio-econômico, para possibilitar uma abertura de mercados e desenvolver nossa economia que pretende fazer parte de um mundo globalizado.

Segundo os documentos oficiais, já estão anunciadas novas mudanças e reformas educacionais no Curso Normal e nos cursos Superiores, para acompanhar este processo.

Sistemas de avaliações de desempenho, criados pelo Estado, foram colocados em pauta, para assim, elevar a “Qualidade” no ensino, promover melhorias e alcançar as metas sugeridas pelos países de primeiro mundo para que o nosso país tenha chance de pertencer à comunidade internacional. Parece que a sociedade brasileira se prepara desta forma, para a modernidade informatizada, globalizada, formando mercados competitivos, de “qualidade”, para oferecer seus produtos a consumidores cada vez mais exigentes e alavancar nossa economia em desenvolvimento segundo o projeto neoliberal. Para esse país capitalista, de idéias neoliberais, a educação tornou-se uma ferramenta poderosa e ímpar para formar cidadãos “consumidores” numa sociedade de mercados. Ouve-se, a todo o momento, notícias desta natureza, nos fazendo crer que a educação hoje é prioridade nacional, em tempos de globalização.

No entanto, resgatar a verdadeira função do professor que é de ensinar, orientar, preparar para a vida e dar condições aos alunos de adentrar a uma vida profissional é tarefa primordial na formação do educador. Sem ele não haverá nenhuma reforma educacional verdadeira e concreta. O curso Normal é um dos caminhos da formação do educador. O educando egresso desse curso estará em contato direto com uma realidade educacional muitas vezes diversa daquela idealizada em sua formação.

Segundo o ideário da Nova LDB, em breve, o magistério de Ensino Médio que conhecemos deixará de existir para que a formação do professor encontre mais qualidade e compreenda um nível superior exigido por lei. Hoje temos um quadro que merece análise e compreensão, uma vez que anualmente colocamos uma quantidade significativa de professores, que atuam nas escolas de educação infantil básica, com apenas o magistério de segundo grau.

Os cursos de educação devem comprometer-se em informar e formar bem profissionais que atuarão em âmbito educacional quer seja na escola pública que seja na escola privada. Vemos que muitas vezes o mesmo docente da instituição pública é o mesmo da escola particular e realiza uma práxis de maneira diferenciada e discriminatória, privilegiando aqueles que lhe darão uma boa remuneração.

Os cursos de formação de professor, em especial os do magistério, serão também responsáveis pela construção do conhecimento de seus alunos (conceitos, valores, crenças), bem como o resgate de sua cultura, de sua história, elaborada pelo seu meio. É implícita (afetivo, emocional) e explicitamente (concretamente) que acontecerá o processo ensino-aprendizagem; a estruturação do conhecimento formal, e do cotidiano, a formação dos sentimentos, dos pensamentos e de ações. É buscando uma prática competente, assumindo uma responsabilidade para com seus educandos, que ele realizará a tarefa de transformar pelo conhecimento, pela conscientização. Por isso, na memória de cada pessoa, existe a imagem de um professor que foi significativo na trajetória histórica de sua vida.

A escola pública brasileira parece não corresponder mais às expectativas da juventude, tornando-se vazia de significados. O processo educacional pode ser uma denúncia e uma ruptura no sistema ou a reprodução de inverdades que roubam do educando as possibilidades de vir a ser, de efetivar suas potencialidades.

Encontro em minha experiência docente cotidiana, no curso Normal do Ensino Médio, uma situação incomum amparada legalmente pela rede pública, onde uma única professora é responsável por todas as disciplinas de 4º ano. Na série anterior, a de 3º ano, os alunos possuem diversos professores envolvidos em sua formação. Como estarão sendo formadas estas turmas? Qual o compromisso desses jovens professores com sua prática docente ao término do magistério? É válido continuar com o Curso Normal Superior, mesmo apesar de suas aparentes dificuldades, em formar professores? A forma como estão conduzindo a formação de seus alunos é motivo de pesquisa e análise.

Surgem outros questionamentos que esta linha de pesquisa, formação de professores me sugere. Estaria o curso de magistério em sua formação preparando seus alunos para exercer uma práxis comprometida para com seus educandos das séries iniciais, ou meramente articulando a reprodução das sociedades de classe na sua práxis cotidiana? Comprometida com qual filosofia estaria o professor do curso de magistério? Que elementos dentro ou fora do curso estariam contribuindo para a superação da fragmentação que hoje faz parte da sociedade em que vivemos?

Este trabalho organiza-se em etapas que se iniciam com uma introdução que realiza algumas reflexões sobre um aspecto da dialética e do holismo. No primeiro momento apresenta duas concepções filosóficas, onde a dialética alimenta a necessária consciência crítica do aluno, e o holismo alimenta a necessária nova visão humana de homem e do mundo.

Na segunda etapa há uma análise de diferentes visões sobre a sociedade contemporânea, globalizada, marcada pelos ideais neoliberais, que vêem na educação nacional meios de propagar sua ideologia em programas de “qualidade” e “valorização do professor”.

 É nas fraturas dos discursos que se percebem as contradições da totalidade da educação, que são apresentadas hoje como referência ou padrão. Como se realiza o processo de formação do professor, as filosofias que fazem parte do processo, as metodologias diversificadas, o histórico responsável pelo sucesso ou o fracasso de um bom professor, são questionados nesta fase, o que pretende mostrar que elementos são esses que formam um professor competente em sua prática cotidiana, compromissado com uma práxis questionadora e libertadora. Finalmente teremos a aplicação da pesquisa, a análise qualitativa e seus resultados e suas contribuições para uma mudança de paradigma em que o homem seja o ponto central do processo.

O homem fragmentado em sua essência não encontra meios de se auto-realizar e promover desenvolvimento fundamentado na preservação da vida. A educação, que é o reduto do conhecimento formal, científico, organizado, existe como meio de preparar os homens para que não se percam no tempo, os caminhos de resgate da humanização que tanto se almeja. O professor é presença marcante na vida de seus educandos, que pode transformá-los, promovê-los, e dar-lhes possibilidades de criar uma sociedade pautada num projeto antropocentrista, pontuado pela solidariedade, pela ética na construção de valores essenciais, e com um olhar holista do homem.

 

 

 

 

 

FUNDAMENTAÇÃO TEORICO/METODOLOGICA:

 

Para lançar um olhar entre a dialética e holismo, é preciso buscar em Carl Rogers alguns fundamentos. A Abordagem Centrada na Pessoa foi desenvolvida, segundo seu autor, durante toda a sua vida profissional, fruto de seu contato com as pessoas em grupos de ajuda e da pesquisa. A hipótese central dessa abordagem centrada na pessoa é a de que os indivíduos possuem dentro de si vastos recursos para a autocompreensão, modificação de seus conceitos, de suas atitudes e de seu comportamento. Para isso, é preciso algumas condições facilitadoras.

São elas: autenticidade, aceitação incondicional e a compreensão empática, estabelecida entre terapeuta-cliente. Para chegar a estas conclusões, Rogers (1983, p.38) destaca duas tendências importantes. Uma delas é a tendência à realização, uma característica da vida orgânica. Podemos dizer, de acordo com Rogers, que em cada organismo, não importa em que nível há um fluxo subjacente de movimento em direção a realização construtiva das possibilidades que lhes são inerentes. A outra é a tendência formativa, característica do universo como um todo, em que estão implícitas o meio, o organismo, a consciência e a transcendência humana. Juntas, elas constituem a pedra fundamental da abordagem centrada na pessoa.

 Todo o encantamento de Rogers (1983, p.42) nesta suas descobertas encontra-se numa única frase“...Fico impressionado com a tendência que todo ser humano exibe em direção à totalidade, em direção à realização de suas potencialidades”.Em suas conclusões o autor (1983, p. 51) insiste“No meu entender este tipo de formulação é o princípio filosófico fundamental de uma abordagem centrada na pessoa. Ela justifica meu engajamento com um modo de ser que ratifica a vida”.

Todo a produção intelectual que Rogers realizou, sempre esteve em congruência com inúmeros pensadores que o antecederam e que foram seus contemporâneos. Pessoas como Fergusson, Capra, Groof, Lilly, Goldstein e outros.

Este trabalho teve ainda por objetivo dar uma breve visão de Dialética e Holismo, essas duas importantes concepções filosóficas que visualizam o homem, enquanto um ser de constantes transformações, e que buscam explicar e compreender o universo como um todo.

 Dialética e Holismo, embora não sejam iguais, possuem semelhanças que nos levam a reflexões e possível compreensão do processo de busca da não fragmentação do homem em nossa sociedade moderna. Lançar um olhar para estas duas concepções filosóficas faz com que imaginemos um caminho para o entendimento do homem e o resgate do ser humano, enquanto um ser de movimento e transformação. Tanto a Dialética como o Holismo possuem uma origem comum, na gênese de suas concepções. Promover um diálogo entre estas correntes filosóficas faz com que tenhamos a compreensão do homem enquanto um ser que faz parte da natureza e que busca uma identidade. É a partir dessa visão geral que se pode avaliar a importância de cada elemento que compõe o todo. Para melhor compreender esse principio é necessário usar a categoria totalidade.

 

 

METODOLOGIA:

 

              Esta pesquisa pretendeu conhecer a educação de quem educa, ou seja, a formação do professor do Curso Normal de Ensino Médio. A pesquisa ainda teve um levantamento de dados, fazendo em sua coleta o uso de dois questionário e da entrevista. A análise destes dados foi interpretada qualitativamente. A aplicação da pesquisa abarcou a totalidade da população investigada, uma vez que o número de sujeitos pesquisados é bastante reduzido.

Foram escolhidas duas escolas de magistério, com universos bastante distintos. A escolha das escolas, uma pertencente à cidade de Cunha e a outra a cidade de Aparecida, deve-se ao fato de pertencerem ao meu magistério enquanto pesquisadora e fizeram parte de minha experiência profissional.

A primeira escola escolhida para esta pesquisa, foi a EE “Paulo Virgínio”, na cidade de Cunha-SP. O Curso Normal veio mais tarde, criado pela lei 8.440, foi instalado em 01/04/70, e continua formando professores no Ensino Médio. Abriga cerca de 3.000 alunos e funciona em três períodos; as aulas do curso de magistério acontecem no período da tarde.

A cidade de Cunha localiza-se no Alto Vale do Paraíba, a sudeste de São Paulo, em um pequeno planalto irregular, predominantemente montanhoso, entre as cristas da Serra do Quebra Cangalha, Serra do Mar e Serra da Bocaina. Fica a 45km de Guaratinguetá e igual distância de Parati-RJ. Desde a década de 40 foi classificada e considerada Estância Climática, devido às qualidades de seu privilegiado clima seco e temperado e de suas águas limpas, onde a poluição não encontrou espaço. Cunha é o maior município em extensão rural do vale do Paraíba. As populações urbana e rural são de aproximadamente 12.000 e 20.000 habitantes respectivamente. O progresso ainda não atingiu grande parte do município e nem destruiu muitos dos costumes. As manifestações religiosas e folclóricas são expressões de grande simplicidade e beleza, o que torna motivo de admiração por todos que visitam a cidade. É acentuado o problema do desemprego. A política local é vivida de maneira intensa e conturbada, levando a posicionamentos radicais. A comunidade atendida pela escola é constituída de famílias de baixo poder aquisitivo, sem possibilidade de assegurar aos filhos uma assistência necessária. Uma pequena porcentagem de famílias pertence à classe média, com condição de acompanhamento e maior assistência aos filhos. A participação na vida escolar dos filhos é pequena, pois a maior parte dos pais possui baixo nível de escolaridade e não estão ainda conscientizados dessa participação.

O H.E.M. (Habilitação Específica para o Magistério) possui em sua grande maioria alunos que são do sexo feminino: empregadas domésticas, balconistas trabalhando meio expediente, donas de casa, etc, que buscam no magistério uma profissão para garantir aumento da renda familiar. Poucos alunos desse ensino profissionalizante possuem condições de fazer um curso superior que subsidie a sua permanência no magistério como recomenda a Nova Lei de Diretrizes e Bases de 1996. Nesta lei, até 2007 todos os professores de ensino fundamental de 1ª a 4ª série deverão ter cursado o Instituto de Educação. O curso do magistério possui quatro professores lecionando no quarto ano, e sete professores que ministram aulas no terceiro ano.

A outra escola investigada, a EE “Américo Alves”, resultou da incorporação do Ginásio Municipal Nossa Senhora Aparecida à rede estadual de ensino pela lei Estadual nº 4.329 de outubro de 1957. A cidade de Aparecida abriga um dos maiores centros religiosos do Brasil, que se desenvolveu em torno da fé em Nossa Senhora Aparecida. Localizada às margens da via Dutra entre Rio de Janeiro e São Paulo faz limites com as cidades de Guaratinguetá e Roseira.

 Aparecida possui ainda uma editora e uma gráfica, uma emissora de rádio e um Shopping, mantidos pela igreja católica. A cidade ainda abriga inúmeros hotéis que recebem os romeiros em peregrinação, na visita à Santa. A religiosidade é característica marcante da cidade. O turismo é bastante estimulado e emprega muitas pessoas. A população em sua maioria vive do comércio de imagens, lembranças, das barracas de feira nos finais de semana, etc, que sustentam a economia informal da cidade.

A maioria dos alunos possui pouco interesse pela cultura e não tem hábito de leitura. Preocupam-se muito com o “ganho imediato” do comércio local, e não priorizam o ensino superior, que fica em segundo plano. Os alunos do magistério são de idades diversas e com níveis de formação familiar diferentes. Muitos alunos procuram o curso para garantir um lugar no mercado de trabalho, sem compromisso com a profissão. Ao longo do curso melhoram a postura e acabam se envolvendo com a sua formação profissional. O curso de magistério na Escola Estadual “Américo Alves” possui uma única professora que ministra todas as matérias do quarto ano, e sete professores que lecionam no terceiro ano.

Esta pesquisa foi aplicada para a totalidade de 17 professores que lecionam no curso de magistério das duas escolas. Nos dias 10, 14 e 16 de dezembro de mil novecentos e noventa e nove, os professores da EE “Américo Alves” foram procurados para responder ao questionário da pesquisa. Foram escolhidos dias diferentes de aplicação pela impossibilidade de reunir todos os docentes num mesmo momento devido ao término do ano letivo.

Foi realizada uma entrevista com o diretor da EE “Paulo Virgínio” no dia 20 de dezembro de mil novecentos e noventa e nove, que pretendeu conhecer o que ele pensa a respeito da formação do professor do magistério de Ensino Médio. Foi solicitada a uma professora da EE “Américo Alves” uma entrevista para que se compreendesse melhor como é o processo de formação de professores nesta escola. Esta entrevista foi realizada no dia dois de janeiro de dois mil e um, nas dependências da Delegacia de Ensino de Guaratinguetá.

 

 

ANÁLISE DOS RESULTADOS:

 

Lançando um olhar atento para estas escolas pesquisadas, podemos observar que possuem semelhanças e diferenças, quer em suas concepções, quer em seus professores, encaminhando a formação de seus alunos de maneira muito diferenciada. Vejamos num todo que são escolas públicas, de ensino fundamental e ensino médio, com magistério de segundo grau. Possuem tanto professores concursados como professores contratados, coordenação pedagógica, e uma direção assistida por vice-direção.

De realidades e cidades bastante diferentes, procuram atender às necessidades de suas comunidades em que estão inseridas. Os questionários nos mostram que os professores da EE “Paulo Virgínio” parecem estar mais bem preparados tecnicamente, pois a maioria deles possui mais do que uma graduação plena, sendo completada pela Pedagogia.

Somente dois professores da EE “Américo Alves” possuem mais do que um curso superior, com exceção de uma única professora que tem quatro graduações, o que faz diferença, lecionando para todo o quarto ano do magistério.

O grande diferencial na formação dos professores do ensino fundamental desta escola é a relação de confiança estabelecida para com esta professora responsável pelo quarto ano. As escolas pesquisadas reúnem professores experientes com um mínimo de cinco anos e o máximo de vinte e oito na docência de Ensino Fundamental e Ensino Médio.

São filiados em sua maioria ao sindicato que representa sua classe que é a APEOESP, mas não possuem o hábito de freqüentá-lo, talvez por não sentirem que possam ter poder de modificar o Sistema Oficial de Ensino reinvidicando seus direitos através de um órgão representativo. No geral não possuem militância política, pois ser filiado a algum partido revela uma tomada de posição. A quantidade de questões deixadas em branco foi significativa como indicador de que neste item deve-se omitir sua idéia política. Há dificuldade de algumas pessoas na sociedade civil organizada, de revelar sua posição política, temendo represália (desgastes em discussões, desavenças com os amigos, exclusão social, etc) em defesa de suas idéias e por isso temem comprometer-se. Esta idéia permanece ainda viva no imaginário do professor, pois muitos professores que atuam na rede hoje, viveram o período da ditadura, lecionando durante a repressão.

Os professores ainda possuem uma relativa quantidade de informação cultural (jornais, revistas) e específica de educação (biblioteca, revista pedagógica) à sua disposição para se capacitar. Só a EE “Paulo Virgínio” possui inúmeros títulos das mais diversas publicações, bem como uma videoteca primorosa com mais de 1000 fitas de vídeo, e uma biblioteca informatizada. A EE “Américo Alves” está recuperando sua biblioteca, organizando-a, e em processo de atualização de seu acervo, para que professores e alunos façam uso dela no seu cotidiano escolar. Nas proximidades da escola encontra-se a Biblioteca Pública da cidade de Aparecida que atende à população local.

No geral, dominam o uso da informática, embora a EE “Américo Alves” ainda não tenha colocado os novos computadores e programas que professores e alunos possam fazer uso em suas relação de ensino-aprendizagem. A EE “Paulo Virgínio” possui dez computadores e três impressoras adquiridas no programa de informatização das escolas públicas. Agendou horário para capacitar seus docentes, abrindo sua sala de informática primeiramente aos professores e posteriormente para professores e alunos. Cada escola conta com dois PCPs (Professor-Coordenador Pedagógico), para acompanhar pedagogicamente os educadores, em duas horas/aulas semanalmente. Reúnem-se para esses encontros professores de ensino fundamental, ensino médio e magistério, e algumas vezes o diretor da escola.  Cerca de 50% dos professores da EE “Paulo virgínio” tiveram acesso às capacitações realizadas durante o ano letivo. Algumas são de cunho obrigatório, principalmente as oferecidas pela Oficina Pedagógica. Outras ficam na livre escolha do professor que quer buscar cursos ou especializações para aperfeiçoamento.

Em suas semelhanças, os professores de ambas escolas pesquisadas, acreditam que os responsáveis pelo fracasso escolar dos alunos por ordem de prioridade sejam os próprios alunos, que são considerados desinteressados, sem aptidão e que não recebem motivação familiar para isso. Pois há falta de interesse dos pais na educação dos filhos e estes acabam abandonando as aulas não valorizando o ensino e os professores. Depois vem uma crítica ao sistema, ou seja, as legislações educacionais que dão diversas oportunidades dos alunos aprenderem e serem avaliados. Os professores consideram que a recuperação nas férias é desnecessária, pois um aluno que faltou muito, não se interessou pela aprendizagem o ano inteiro, ainda tem oportunidade dentro de um mês de passar para a série seguinte: é injusto, pois dificilmente terá ganhado em aprendizagem.

Por último a percepção de que estão mal formados, são incapazes de lidar com a indisciplina na sala de aula, perdendo a oportunidade de dar o conteúdo programático, pois quando há “problemas”, tudo para. Os professores se acham vítimas na questão da indisciplina, pois muitos alegam não estar preparados para enfrentar salas de aulas superlotadas e ficam impotentes com o resultado de alguns comportamentos por parte dos alunos durante as aulas. Este é um dos problemas que mais atingem o professor em sua prática pedagógica: sem dúvida, a questão disciplinar, e o como conseguir de seu aluno, respeito e responsabilidade escolar.

A escola, hoje, em nada se parece com aquela de nossos pais, em que os alunos, na presença de seus professores, calavam-se, ficavam de pé, cumprimentavam gentilmente os mais velhos, sentavam em suas carteiras num silêncio absoluto. Esta escola não existe mais e não tem sentido existir, pois a sociedade em poucos anos mudou rapidamente e completamente em seus valores, costumes, e até mesmo em tradições.

Hoje muitas de nossas crianças possuem pais separados, ou apenas mãe que carrega o sustento e educação de seus filhos sem ajuda de seu companheiro. Temos crianças criadas pelos avós, tios, padrinhos, etc. Temos crianças sem pais, negligenciadas, que vêm para a escola sem nenhuma noção do que é uma organização familiar; e aquelas que possuem os pais fisicamente, mas que são absolutamente ausentes e pagam para que as babás os eduquem - muitas vezes à frente da televisão. Estes ingredientes geram pessoas fragmentadas, agressivas e vazias de convicções. Tudo isso gera frustração, desânimo, stress e a Síndrome da Desistência, identificada por Pablo Gentile (1999), na Educação dos Excluídos. Alguns professores, sem perceber entram muitas vezes, no jogo dos alunos, perdendo o controle e acabam exauridos em suas forças. Um segundo questionário procurou conhecer o relacionamento professor x aluno.

Olhando as respostas dos professores investigados, é possível claramente observar que há semelhanças entre os grupos. Os professore concordam plenamente que a afetividade é um ingrediente inseparável na relação ensino - aprendizagem. Não existe aprendizagem completa se não dermos ênfase aos sentimentos, ao relacionamento e a todas as manifestações humanas que surgem no encontro entre duas pessoas, seja em que plano for.

Muitas experiências da sala de aula podem não traduzir verdadeiramente, a resposta de muitos professores. Acredito que apesar de concordarem com a necessidade de se trazer a afetividade e o respeito mútuo para suas salas para realizar a formação da pessoa de seus alunos, muitos professores se sentem despreparados para a tarefa de lidar com as novas gerações. Alegam que não receberam em seus cursos uma orientação voltados para os problemas sociais como sexualidade, drogas, indisciplina ou violência que refletem diretamente sobre a clientela escolar que adentra ano após anos nos espaços escolares.

Acredito ainda, que os professores reconhecem a urgência da demanda por mudarem seus comportamentos. Um professore é antes de tudo, um formador! A idéia de conhecimento estanque e fragmentado está abrindo espaços para pensar a vida e o homem enquanto ser total, ligado à natureza, em equilíbrio com sua consciência e suas manifestações de criação, de desenvolvimento e movimento dialético, para a preservação e conservação de sua espécie. Lamentavelmente o aluno ainda é colocado numa posição de não querer aprender, de desinteresse, de “falta de aptidão”. Na verdade a grande vítima desta engrenagem descompassada ainda é a criança que vem para a escola e não encontra respostas para seus anseios. Os pais, por mais simples que sejam, desejam que seus filhos tenham mais oportunidades do que tiveram e acham que a escola é a porta da realização de seus sonhos.

Ao contrário da afirmação do sonho, vemos professores encarregados de destruir as esperanças de pessoas que necessitam se apropriar do saber sistematizado da sociedade. Muitas vezes os alunos ainda continuam sendo tratados com descaso, de forma preconceituosa, e subestimados em seus conhecimentos. Existem inúmeros entraves administrativos, legais, que fazem o cotidiano escolar dificilmente de acontecer como queremos. Mas não significa que seja impossível. A escola, inserida num contexto socio-político-econômico, está lidando com uma sociedade em “crises” e de transição. O papel social da escola hoje é o de formadora das pessoas para fazer emergir o ser humano.

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

 

Fica claro nesta pesquisa que o professor precisa de uma formação mais sólida e consistente para lidar com a modernidade, com os problemas sociais que chegam à escola no cotidiano de sua práxis. Acusar os pais, a legislação, não resolve o problema de ninguém. Fazer autocrítica de sua formação, buscando renovar sua práxis, não basta. Há de se rever conceitos e preconceitos que cada um traz dentro de si.

Para Bernadete Gatti (2000, p.4):

“Reverter um quadro de má formação ou de formação inadequada não é processo um dia ou alguns meses, mas para décadas. Não sem fazem milagres com a formação humana, nem mesmo com toda tecnologia disponível”.

 

Há de ser realizar uma revisão nos cursos de formação. No imaginário do bom professor, creio, fica a idéia de que “ser bom” é aquele que domina a matéria, orienta e ensina seus alunos, fazendo um resgate de sua humanidade. A legislação que busca dar mais oportunidades de se consolidar a aprendizagem, é vista pelos professores como responsável pela indisciplina e violência com que convive. Falta recuperar muitas coisas na sala de aula, inclusive a dialética e a humanidade perdida do homem.

Muitos professores ainda desconhecem os mecanismos de avaliação, propostos pela progressão continuada, que está empenhada, segundo Zilma de Oliveira, a promover aprendizagens essenciais, com o domínio de habilidades e atitudes de busca de novas informações e conhecimentos, de cooperação etc. Basta o professor conhecê-la melhor para fazer bom uso dela. Os professores têm razão em queixar-se da burocracia escolar que lhes rouba tempo de se dedicarem a seus alunos como se deve. Passa-se muito tempo preenchendo documentos, que, muitas vezes, não são lidos e acabam sendo engavetados para sempre.

Fica para mim, que o professor, possuiu de cor a resposta para “compromisso”, mas que na prática é completamente diferente. Afinal, a profissão de professor, que não é tratada com seriedade e sim com descaso pelos governantes, não é também tratada como deveria ser por quem dela faz carreira. Os professores necessitam de uma identidade, de um referencial em sua profissão em formação, para que possam exerce-la plenamente. Consolidar-se em suas carreiras requer também conhecimento de políticas públicas na elaboração das legislações.

As condições que as condições de trabalho do professor, deve ser transcendida com um ensino voltado não somente a ensinar e ir além das necessidades do aluno, mas dar-lhes consciência política. As aulas devem ser elaboradas com o objetivo de desvelar o que realmente existe por trás das intenções do Estado, pois somente pessoas politizadas, plenas de uma cidadania a toda prova, poderão encontrar soluções capazes de modificar o sistema vigente.

Uma das saídas para que a sociedade realize concretamente uma revolução de idéias, é que cada professor, desencadeie a transformação da sociedade nas salas de aula, e passe a proporcionar além do conhecimento, reflexão, e conscientização aos seus alunos. O professor deve assumir seu papel de intelectual orgânico, como sugere Antonio Gramsci, para a consciência fragmentada e dispersa das massas se eleve através de um processo do resgate de verdadeiros significados histórico, cultural, político na sua sociedade.

                   Esta investigação possibilitou me perceber que a professora que leciona todas as disciplinas do 4ª ano do curso normal de ensino médio, numa única sala, corre o risco de oferecer uma única visão aos seus alunos, sob a sua perspectiva de vida. No entanto, seu mérito se encontra sob a condição de estimular o desenvolvimento da auto-estima de seus alunos, dando valor ao relacionamento afetivo entre professor x aluno, para realizar uma práxis repleta de significados. Esta professora está preparada tecnicamente, com uma percepção de ser humano congruente com a sua práxis pedagógica, ou seja, ela desenvolve seu trabalho de conhecimento formal e a formação de pessoas em sua sala de aula. Seus alunos do magistério estarão prontos, segundo as novas demandas educacionais que estão surgindo, de dar acesso e permanência ao ensino a sua clientela, e de realizar a educação das crianças, pautada em valores humanistas, tornando o aluno o centro de um processo educativo.

               O fato é que os Cursos Normais de Ensino Médio revelam não estar cumprindo plenamente seu papel hoje na formação de professores, mas em muito já contribuíram para a educação das crianças. Bem ou mal, é dentro dos Cursos Normais que os alunos, futuros professores aprendem realmente a ensinar crianças, ou seja, a alfabetizar e realizar competentemente sua práxis.

                   Embora ele esteja no final, acredito que ele cumpriu o seu papel, e não deveria ser encerrado, mas transformado em centro de excelência como os CEFAMs ( Centro de Formação para o Magistério). O magistério superior, representado pelos cursos de Pedagogia, ainda não prepara seus alunos para atuarem em salas de aulas. Há uma distância entre a teoria e a prática. Quem sabe os Institutos de Educação possam realizar esta tarefa.

                   Todavia, a fina rede de sustentação da vida que mantém o mundo, em sua trama e urdidura, está construindo um novo tecido social biodiverso. Todos os problemas de ordem universal serão equacionados se conseguirmos trançar harmoniosamente o desenvolvimento socio-político-econômico do mundo enquanto um projeto de vida essencialmente humanista pautado na educação. A rede que aprisiona o homem, em sua estrutura, também liberta. Em toda trama dialética, sempre vai haver “espaços” dentro do próprio sistema, de reflexão, de mudanças, de alternativas a este ordenamento mundial por onde poderemos fazer reivindicação, manifestos, reconstruir novas formas de pensar o mundo, de conscientizar pessoas da urgência de aventurar-se em novos desafios da complexidade da vida moderna.

                  

AGRADECIMENTOS:

            Ao Prof. Dr. Severino Antonio Moreira Barbosa, pela paciência, pela orientação segura, por ter acreditado em minhas convicções, nas minhas potencialidades de crescimento e tê-lo estimulado sempre. Aos amigos, das primeiras e da undécima hora, sempre presentes, que não nomeio por serem muitos... A palavra amiga, o consolo, a prece nos momentos difíceis e impossíveis da vida. Aos professores, sujeitos desta pesquisa, colaboradores disponíveis, confiantes, solícitos, que me auxiliaram nesta caminhada.

 

 

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* Mestre em Educação pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo. Prof. Ms Colaboradora da Faculdade de Educação da Organização Guará de Ensino.