TRABALHO DOCENTE: UM CAMPO POLÊMICO DE DISCUSSÕES

 

Alvanize Valente Fernandes[1]

Érica Aparecida de Sá[2]

Maria Alice Tavares Ribeiro[3]

 

 

 

 

I)                   INTRODUÇÃO

 

 

Atualmente, em todo mundo, mais do que transformações políticas, econômicas e sociais, estamos vivenciando uma mudança na maneira como o homem  concebe a si mesmo e ao mundo que o cerca[4].

A educação neste novo contexto exerce um papel importante, o de promover estas novas formas de representação e ressignificação social. SILVA (1995:28) afirma que é de singular importância para o sistema neoliberalista o controle educacional, uma vez que a educação

“ (...) constitui uma dessas principais conquistas sociais e porque está envolvida na produção da memória histórica e dos sujeitos sociais. Integrá-la à lógica e ao capital significa deixar essa memória e essa produção de identidades pessoais e sociais precisamente no controle de quem tem interesse de manipulá-la e administrá-la para os seus próprios e particulares objetivos.”

 

No Brasil, mais especificamente, não tem sido diferente. As políticas educacionais, estabelecidas pelo governo, têm privilegiado um tipo de educação voltada para a legitimação e manutenção do sistema de produção vigente. Isso pode ser visto nas condições de sucateamento em que se encontra o nosso ensino público, o que reforça a prática da exclusão social, característica central da fase monopolista do sistema capitalista de produção.

Em contrapartida, alguns teóricos educacionais, têm apontado a necessidade de se repensar a educação, numa perspectiva, de “Prática da Liberdade”[5]. Tal educação seria capaz de propiciar, ao sujeito, a construção do seu poder de autonomia, contrariando a lógica da capacitação como mão de obra barata para o mercado de trabalho, pois segundo NEVES (1997: 57) “ Se o mercado exige empresas competitivas, a sociedade também exige cidadãos competentes.”

No campo do Trabalho Docente tem-se evidenciado mudanças, muitas delas, via de regra, impostas pelas políticas públicas oficiais, orientadas por organismos internacionais que, quase sempre, tem encaminhado o professor a um processo de intensificação e perda  do seu poder de autonomia.

É a partir deste contexto que muitos educadores comprometidos com o ideal de uma sociedade melhor e mais justa tem questionado: como falar de qualidade de ensino diante das precárias condições de vida dos professores? Isso nos parece uma incongruência.

Nesta perspectiva, acredita-se que um ensino de qualidade e inclusivo só será possível se, entre outras questões, se levar em conta a necessidade da valorização do trabalho docente, propiciando-se ao professorado salário digno, condições de trabalho adequadas e acesso a momentos de reflexão sistematizada sobre a sua prática cotidiana.  

Esses elementos contextuais sublinham a importância de se estudar o Trabalho Docente na atualidade, ouvindo o professor, uma vez que segundo SILVA (1995: 28-29):

 

“Educadoras e educadores precisam, mais do que nunca, assumir uma identidade como trabalhadoras/es culturais envolvidas/os na produção de uma memória histórica e de sujeitos sociais. O campo educacional é centralmente cruzado por relações que conectam poder e cultura, pedagogia e política, memória e história. Precisamente por isso é um espaço permanentemente atravessado por lutas e disputas por hegemonia. Não assumir nosso lugar e responsabilidade nesse espaço significa entregá-lo às forças que certamente irão moldá-lo de acordo com os seus próprios objetivos e esses objetivos podem não ser exatamente os objetivos de justiça, igualdade e de um futuro melhor para todos.”

 

Assim, Trabalho Docente: um campo polêmico de discussões é fruto da pesquisa   A Concepção do Professor sobre Trabalho Docente, sua Organização Profissional e sua Prática Político Pedagógica[6], na qual buscamos compreender o Trabalho Docente a partir da ótica de seus agentes sociais. Procuramos entender como o sentido que estes atribuem a sua prática cotidiana podem ser mobilizadores de suas ações em relação ao seu trabalho.

Este artigo se propõe, então, a apresentar as reflexões provenientes de um trabalho de pesquisa. Configura-se, ainda, como uma oportunidade de se estabelecer diálogo com outros sujeitos visando o enriquecimento dos conhecimentos relacionados ao tema proposto.

 

 

 

 

 

 

II)                DO CONTATO COM A LITERATURA

 

O contato que estabelecemos com literatura específica da área, Trabalho Docente, indicou-nos que esse é um tem polêmico, de pouco consenso. Sua complexidade se deve principalmente ao fato de o exercício do magistério ocupar posição singular na  divisão social do trabalho, na sociedade capitalista contemporânea.

Para compreendermos o fenômeno em estudo, traçaremos um panorama conjuntural,  situando o Trabalho Docente no setor terciário.

Nas últimas décadas, o processo de trabalho capitalista tem passado por diferentes fases de desenvolvimento, “incorporando novas funções e ocupações, criando novos empregos e novas qualificações, eliminando outros, desqualificando uma massa de trabalhadores, conformando a classe trabalhadora com novos perfis.” (HYPOLITO, 1997:78)

A partir do desenvolvimento do capitalismo monopolista o trabalho no setor de serviços começou a ampliar-se consideravelmente tornando-se, também, campo de investigação principalmente, no que se refere ao aparecimento do processo de proletarização, neste setor.  HYPOLITO (1997:78-79), citando BRAVERMAN, referindo-se ao capital monopolista e as modificações no setor terceário, afirma:

 

“A tendência verificada de uma ampla ‘classe média’ não proletária voltou-se à criação de um vasto proletariado sob forma nova. Em suas condições de emprego, esta população trabalhadora perdeu todas as antigas superioridades sobre os trabalhadores fabris, e em suas escalas de salário desceu quase que ao nível mais baixo.”

 

Neste sentido, alguns estudos começaram a identificar os funcionários do setor terceário, como pertencente à classe trabalhadora.

Entretanto, ao se analisar esse tipo de trabalho (prestação de serviços) sob os moldes do capitalismo, surgem perspectivas teóricas que problematizam a  inviabilidade da proletarização, neste setor.

Abordando a questão da não materialidade deste tipo de serviço. Ainda HYPOLITO (1997:78-79), citando BRAVERMAM, esclarece:

 

“(...) o trabalhador empregado na produção de bens presta um serviço ao capitalista, e é como resultado desse serviço que toma forma um objeto tangível e vendável como mercadoria. Mas o que acontece se os efeitos úteis do trabalho são de modo a que não tomem a forma de um objeto? Trabalho desse tipo deve ser oferecido diretamente ao consumidor, uma vez que produção e consumo são simultâneos. Os efeitos úteis do trabalho, em tais casos, não servem para constituir um objeto vendável que encerre seus efeitos úteis como parte de sua existência na forma de mercadoria. Ao invés, os próprios efeitos do trabalho transformam-se em mercadoria. Quando o trabalhador não oferece esse trabalho diretamente ao usuário de seus efeitos, mas ao invés, vende-o ao capitalista, que o revende no mercado de bens, temos então o modo de produção capitalista no setor de serviços.”

 

HYPOLITO(1997:80) problematiza esta questão ao afirmar que independente do trabalho produzir bens ou serviços o que importa é como este está submetido à forma capitalista de produção, uma vez que isso é que define se ele é produtivo ou improdutivo[7].

 Assim,  a dificuldade em se estudar a natureza do trabalho docente refere-se ao fato deste situar-se no setor de serviços. A educação é um tipo de serviço prestado pelo Estado. Então, uma questão não consensual na literatura se coloca: o trabalho docente é produtivo ou improdutivo?

Pode-se afirmar que há uma perspectiva teórica em que se considera ser a presença do Estado como empregador do professor, condição de caracterização do seu trabalho como improdutivo. Esta mesma perspectiva enfatiza, porém, que o professor que trabalha em uma escola privada, é um trabalhador produtivo, uma vez que o seu trabalho gera excedentes para o dono do estabelecimento de ensino.

Em contrapartida, outros estudos defendem que mesmo o professor que trabalha para o Estado, realiza um trabalho produtivo pois, apesar de reconhecerem que o trabalho docente não gera produção de mais valia imediata, consideram que este participa da acumulação a longo prazo  do capital .

Assim, ao se estudar a natureza do Trabalho Docente, na atualidade, uma questão primordial se coloca, ou seja,  as relações capitalistas do interior de uma fábrica podem ser transpostas para dentro de uma escola? 

É neste contexto controverso e polêmico que se discute as possíveis formas de análise do Trabalho Docente.

Segundo autores da área[8], as distintas configurações do Trabalho Docente podem  ser discutidas a partir dos seguintes enfoques: - Profissionalismo, Classe e Gênero[9].

Os estudos que tem discutido sobre profissionalização docente apontam que este não é um campo consensual. Segundo teóricos, como APPLE & TEITELBAUN (1991),  PUCCI et alli (1991), o magistério está passando por um processo de proletarização[10]; há os que contestam esta afirmação, como por exemplo JÁEN (1991). A autora  argumenta principalmente, que o trabalho docente possui especificidades que o impede de ser totalmente proletarizado e, ainda, existem aqueles defensores[11]  da idéia de que a profissão se encontra influenciada por esses dois processos antagônicos: profissionalização[12] e proletarização.[13]

            Decorrente da dificuldade de interpretação da natureza do Trabalho Docente - se profissional, proletária, ou entre as duas, outra questão que emerge é: qual é a classe social que o professorado pertence, hoje em dia? Ele faz parte da classe trabalhadora? Da classe média? Situa-se numa situação contraditória de classe?

De acordo com HYPOLITO (1997), os autores que defendem o pertencimento dos professores à classe média adotam como referência as pesquisas que situam a origem social das professoras primárias na classe média. Já os que incluem os professores primários como trabalhadores afirmam que os trabalhadores, em geral, independente de realizarem trabalho manual ou intelectual, estão submetidos a um processo de proletarização e se identificam social, econômica e politicamente com o operariado. E, por último, existem os que classificam os professores como membros de uma “semi - profissão”,  considerando que os docentes possuem características ambivalentes entre a profissionalização e a proletarização.

Enfim, sobre a questão em estudo, HYPOLITO (1991:19), afirma que o professorado pode ser compreendido como “(...) um coletivo  em formação, em luta para se constituir parte da classe trabalhadora, mas que vive uma situação de identidade social contraditória.”

Quanto à questão de Gênero percebe-se que o magistério é composto por um forte contigente feminino e que, a adesão/procura de mulheres para exercer esta profissão é muito maior que a de homens. É continuamente focalizado na literatura  que o magistério passou e passa por um processo de feminização. De acordo com HYPOLITO (1997:111) essa questão justifica a necessidade de se estudar o trabalho docente numa perspectiva das relações de gênero, pois “Este trabalhador não é qualquer trabalhador. É um trabalhador sexuado: é mulher trabalhadora.” Isso também é enfatizado por LOPES(1991) e HYPOLITO (1991).

Ao se discutir sobre Trabalho Docente, além dessas categorias supracitadas, profissionalismo, gênero, classe, alguns trabalhos ressaltam a importância de se estudar o papel das associações profissionais e/ou sindicatos na constituição do professorado, , uma vez que se aponta a possibilidade desta instituição configurar-se como um espaço de construção coletiva da identidade dos docentes.

Em termos gerais, este foi o arcabouço teórico que direcionou o nosso olhar em relação à questão de pesquisa. 

 

III)             OS CAMINHOS PERCORRIDOS PELA PESQUISA

 

Apontando a ineficácia de se propor soluções teóricas para que ocorra uma valorização do trabalho docente, sem que se leve em consideração a ótica dos seus agentes sociais, CABRERA & JÁEN (1991: 208) indicam que 

 

“ Pensar que a mudança é um problema racional de natureza teórica para o professorado e que basta colocar as ferramentas necessárias ao seu alcance para que se ponha a realizá-la é tão inexato e prejudicial para a escola como o contrário. Os professores e professoras, enquanto intelectuais, possuem concepções de mundo elaboradas, desenvolvem processos de compreensão críticos e autônomos, situam-se praticamente de acordo com os mesmos, com suas expectativas e ideais e com o que interpretam como seus interesses no conflito econômico e social, ideológico e político existente dentro das instituições educacionais, mas também, e sobretudo, fora delas.”

 

Assim, por considerar o que os professores pensam, sabem e elaboram sobre a própria profissão foi que nos dispomos a investigar suas concepções sobre o seu trabalho, compreendendo a sua (des) motivação e seu (des) investimento em relação à profissão, seus embates na prática pedagógica e na organização enquanto categoria profissional. Optou-se por uma abordagem qualitativa dos dados. Isso se deve, principalmente, ao papel singular que esta perspectiva metodológica atribui ao sujeito, situando-o historicamente, indicando-o como constituinte de suas ações sociais,  aspirações e projetos pessoais.

Tivemos como “locus” investigativo uma escola municipal de Viçosa/MG, localizada na região central da cidade, que atende de 1ª a 8ª série do ensino fundamental, e funciona nos três turnos: matutino, vespertino e noturno.  E como sujeitos da pesquisa 4 professoras efetivas.

Utilizamos como instrumento de coleta de dados, observações, questionário, entrevistas semi – estruturadas e situações de ensino. Ressaltamos que a utilização desses instrumentos ocorreu pela necessidade de compreenção de um fenômeno tão denso. Contudo sabemos não ter esgotado as possibilidades de novas interpretações.

Em termos gerais, este foram os caminhos percorridos pela pesquisa.

 

 

IV)             DO CONTATO COM A PRÁTICA

 

A partir do contato que estabelecemos com a realidade, as informações, as reflexões e análises das professoras, foi possível estruturar categorias e temáticas  em que se discute sobre o trabalho docente,  buscando responder a nossos objetivos. A seguir expressaremos alguns  resultados e discussões desenvolvidas:

 

¨      A concepção das professoras sobre o Trabalho Docente.

 Verificamos uma certa “fragilidade” dessas, em perceber a  multidimensionalidade de seu trabalho. Ao responderem ao questionamentos sobre a sua prática cotidiana evidenciaram, de maneira geral, um olhar restrito sobre a profissão docente abordando apenas, a dimensão técnica como constitutiva de seu trabalho.

 

¨      As condições materiais de trabalho.

As condições materiais, salariais e de infra – estrutura como  evidências do processo de desvalorização do magistério e causas do “desinvestimento amargo” de algumas em relação à profissão. O sentido que elas atribuíam a sua prática cotidiana evidenciou ter íntima relação com o investimento que fazem na sua profissão.

 

¨      Identidade profissional  individual.

As professoras não evidenciaram na pesquisa a existência de uma perspectiva de trabalho coletivo, mas a construção de uma identidade profissional individual, reforçada por atitudes de acomodação e conformismo.

 

¨      Mobilização e organização dos docentes.

A intensificação do trabalho docente, as concepções “ingênuas” da profissão,  o elevado número de professores contratados e o não reconhecimento de um saber específico do professorado, mostraram-se  como entraves à mobilização e organização  dos docentes, como categoria.

 

¨      Papel do sindicato.

As professoras nos evidenciaram a necessidade de se repensar o papel do sindicato, organizando-o como uma instituição de formação política e social, uma vez que esse não foi identificado como instituição  significativa em suas trajetórias profissionais.

 

 

 

V)                CONCLUSÃO

 

Durante as várias etapas de desenvolvimento, desta pesquisa, confirmamos a necessidade e a relevância de se estudar o Trabalho Docente, em um tempo de tantas mudanças, como o que vivenciamos. Nesta perspectiva, JAÉN e CABRERA (1991:206), afirmam:

“ Por sua situação como intelectuais, assim como por serem produto qualitativo do sistema educacional, os professores têm a possibilidade (a obrigação moral e política, segundo Gramsci) de analisar, interpretar e compreender a sociedade em seu conjunto, o papel da escola na mesma e sua própria situação em ambas e, em conseqüência, de atuar crítica e conscientemente.”

 

Porém, identificamos, também, tratar-se de um campo complexo, constituído de várias interpretações, o que consequentemente, faz com que este estudo se configure como um olhar inicial e delimitado, sobre a realidade. Sua contribuição se encontra no fato de apontar questões importantes de serem abordadas em trabalhos futuros cujo foco seja a temática Trabalho Docente.

Como conclusão geral, a pesquisa realizada nos apontou a necessidade de ações,  em dois campos: no da formação de professores e no cotidiano de atuação docente. Quanto ao primeiro campo, coloca para esse o desafio de incluir no seu currículo, o estudo sobre o trabalho docente, contextualizando-o. Quanto ao segundo, coloca o desafio  de se discutir a concepção do professor sobre Trabalho Docente, problematizando-a, tendo em vista uma maior organização da categoria e sua legitimação como campo profissional.

 

 

VI)             BIBLIOGRAFIA

 

 

APPLE, Michael W., TEITELBAUN, Kenneth. Esta o professorado perdendo o controle de suas qualificações e do currículo? In: Teoria & Educação, Porto Alegre (4), 62-73, 1991.

 

CHAKUR, Cilene Ribeiro de Sá Leite. Desenvolvimento profissional docente: uma leitura piagetiana. São Paulo, Araraquara, 2000. Tese (Livre-Docente, em psicologia da educação)- Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista.

 

COSTA, Marisa C. V.  Trabalho Docente e profissionalismo. Porto Alegre: Sulina, 1995.

ENGUITA, Mariano Fernádez.  A ambigüidade da docência: entre o profissionalismo e a proletarização. In: Teoria & Educação, Porto Alegre (4), 41-61, 1991.

 

FERNANDES, Alvanize Valente & RIBEIRO, Maria Alice. A Socialização Docente como Campo de Formação Continuada de Educadores em Ação. Viçosa, 2000. Relatório de Pesquisa, CNPq. Universidade Federal de Viçosa. Departamento de Educação.

 

FERNANDES, Alvanize Valente & RIBEIRO, Maria Alice. O que Fundamenta a Ação do Professor Iniciante? Viçosa, 2000. Relatório de Pesquisa, CNPq. Universidade Federal de Viçosa. Departamento de Educação.

 

HYPOLITO, Álvaro Moreira. Processo de trabalho na escola: algumas categorias para análise. Teoria & Educação, Porto Alegre (4), 3-21, 1991.

 

HYPOLITO, Álvaro Moreira. Trabalho Docente, Classe Social e relações de Gênero. Campinas, SP: Papirus, 1997.

 

JÁEN, Marta Jiménez & CABRERA Blas. Quem são e que fazem os docentes? Sobre o “conhecimento” sociológico do professorado. In: Teoria & Educação, Porto Alegre (4) 190-214, 1991.

 

JÁEN, Marta Jiménez. Os docentes e a racionalização do trabalho em educação: Elementos para uma crítica da teoria da proletarização dos docentes. In: Teoria & Educação, Porto Alegre, (4) 74-90,1991.

 

LOPES, Eliane Marta Teixeira. De Helenas e Professoras.. In: Teoria & Educação, Porto Alegre (4), 22-40, 1991.

 

LUDKE, Menga. Combinando pesquisa e prática no trabalho e na formação de professores.

 

________. ANDRÉ, Marli. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986. 99 p.

 

NEVES, Lúcia Maria Wanderley. Brasil Ano 2000: Uma Nova Divisão de Trabalho na Educação. Rio de Janeiro: Papéis e Cópias de Botafogo, 1997.

 

NÓVOA, Antônio. (Org.). Para o estudo sócio-histórico da gênese e desenvolvimento da profissão docente.In: Teoria & Educação, Porto Alegre (4) 190-214, 1991b.

 

NÓVOA, Antônio. (Org.). Profissão Professor. Porto Editora,1991a.

 

PUCCI, Bruno, OLIVEIRA, Newton Ramos de e SGUISSARDI. O processo de proletarização dos  trabalhadores em educação. In: Teoria & Educação, Porto Alegre (4), 91-108, 1991.

 

SILVA, Tomaz Tadeu. A “ Nova” Direita e as Transformações na Pedagogia da Política e na Política da Pedagogia. In: Gentili, P. & Silva, Tomaz Tadeu (org.s). Qualidade Total Neoliberalismo e Educação. Petrópolis/RJ: Vozes, 1995.

 



[1] Doutoranda em Educação na Universidade Federal de São Carlos/ UFSCar,  Professora do Departamento de Educação da Universidade Federal de Viçosa  e Orientadora da Pesquisa.

[2] Estudante do Curso de Pedagogia da Universidade Federal de Viçosa e Bolsista de Iniciação Científica/CNPq.

[3] Membro da Comissão de Estudos da Pesquisa.

[4] Apoiamo-nos em SILVA (1995).

[5] Apoiamo-nos em Paulo Freire para fazer essa referência.

[6] Relatório de Pesquisa de FERNANDES, Alvanize Valente & SÁ, Érica Aparecida de. Departamento de Educação, Universidade Federal de Viçosa, julho/2001.

[7] ENGUITA (1991) e HYPOLITO (1997), baseando-se na teoria marxista, apontam que trabalho produtivo é todo aquele que produz mais valia e, em contrapartida, o trabalho improdutivo não produz excedentes.

[8] Dentre os quais citamos HYPOLITO(1991 e 1997) e COSTA(1995).

[9] Na literatura da área, tem-se indicado a necessidade de se considerar a questão de raça, na análise do trabalho docente, no entanto, a escassez de estudos, neste setor,  apresenta-se como fator limitante para tal procedimento.

10 De acordo com ENGUITA (1991:46) :“A proletarização é um processo pelo qual um grupo de trabalhadores perde, mais ou menos sucessivamente, o controle sobre seus meios de produção, o objetivo de seu trabalho e a organização de sua atividade...[é] um processo prolongado, desigual e marcado por conflitos abertos ou disfarçados.”

[11] Dentre os quais citamos ENGUITA (1991).

[12] NÓVOA (1991a :23-24), citando GINSBURG, afirma: “ A profissionalização é um processo através do qual os trabalhadores melhoram o seu estatuto, elevam os seus rendimentos e aumentam o seu poder autonomia.”

[13]  Maiores informações em relação as possíveis interpretações da natureza do Trabalho Docente ver relatório de pesquisa de FERNANDES, Alvanize Valente & SÁ, Érica Aparecida de. Departamento de Educação, Universidade Federal de Viçosa, julho/2001.