A GÊNESE DA ESCOLA DE ENGENHARIA DE UBERLÂNDIA -MG (1955-1970): POLÍTICA E EDUCAÇÃO

 

Larisse Dias Pedrosa*

Ylana Carolina M. Nunes**

Wenceslau Gonçalves Neto***

 

A imprensa periódica é um instrumento de pesquisa que se apresenta como uma importante fonte de informação para a História da Educação, que deve, enquanto tal, submeter-se ao crivo de uma adequada crítica documental. (Bastos, Maria Helena Câmara; 1997).

 

            A intelectualidade do início do século XX refletiu sobre o Brasil, um conjunto de representações que criavam problemas, imaginavam soluções e mantinham diferentes sonhos e projetos de futuros. Cabe mencionar, que a analise das inúmeras interpretações exibidas, permite observar os parâmetros a partir dos quais essa intelectualidade organizava sua visão de mundo e a missão social e política que se atribuía.

            Percebe-se um novo sentido na busca por elementos fundantes da nação, pela construção de uma identidade específica, pelo esforço para compreender a natureza no contexto internacional e para investigar potencialidades a serem definidas no futuro. Assim, a elite intelectual apresentou-se investida da missão de revelar a verdadeira face da nação e de traçar as suas linhas de força.

            Na historiografia brasileira, a geração do fim do século XIX e início de XX, está particularmente associada às idéias de transformação, ruptura e modernidade. Esses eventos emblemáticos, que condensam múltiplos significados e sentidos, tornam-se marcos periodizadores da nossa história.

            Desse modo, a imprensa educacional, instrumento privilegiado para a construção do conhecimento, organizou-se em um guia prático do cotidiano escolar, permitindo ao pesquisador estudar o pensamento pedagógico de um setor ou grupo social, a partir do discurso veiculado e dos temas trabalhados, dentro e fora do universo escolar. A imprensa educacional afigura-se como fonte de estudo de jornais, revistas, magazines e apresenta a todos os historiadores que se interessam pelo estudo dos sistemas educativos, um instrumento de trabalho capaz de avaliar a política das organizações, as filiações ideológicas e as práticas educativas.

            Foi tendo em mente esses pressupostos, que nos esforçamos em interpretar o discurso referente à educação em Uberlândia, procurando esclarecer as idéias educacionais propagadas pela imprensa local, durante as primeiras décadas desse século. A nosso ver o estudo da imprensa é inovador, podendo destacar-se por sua temática, como também pelas fontes de pesquisa a serem utilizadas.

 O objetivo desta pesquisa é refletir sobre a história da criação da Faculdade de Engenharia de Uberlândia, que surgiu de uma emenda feita pelo Deputado Federal Rondon Pacheco, no período do Governo de Juscelino Kubischek (31/01/56 a 31/0161). Tal emenda foi assinada meio às pressas e não assegurou os recursos financeiros ao funcionamento da faculdade , pois determinava a constituição de um quadro de pessoal permanente.

            Em decorrência dessa emenda e de outras providências, surgiu no dia 24 de Janeiro de 1961, através da lei nº3864-A, a criação das Escolas Agrícolas nos Estados de Minas Gerais e Mato Grosso e também uma Escola de Engenharia em Uberlândia. Nota-se, que esse projeto começou a ser debatido com maior intensidade entre os componentes da Sociedade de Engenheiros Civis, Químicos e Agrônomos de Uberlândia (SEQAU), que apoiaram incondicionalmente a idéia.

Rondon Pacheco apresentou outro projeto de lei que definisse os custos e os recursos orçamentários próprios à lei de criação. Desse modo, por ação parlamentar do então Deputado, surgiu no dia 05 de Dezembro de 1962, através da lei nº4.170, o funcionamento dos cursos na faculdade; como os cursos de Engenharia Industrial, modalidade Mecânica Química e o IPOI (Instituto de Pesquisa e Orientação Industrial).

A portaria do Ministério da Educação e Cultura (MEC), de 31 de Janeiro de 1964, exigiu a criação de uma comissão responsável pela implantação da Faculdade de Engenharia em Uberlândia, autorizando um prazo de noventa dias para a instalação definitiva da mesma. Tal comissão, era composta pelos professores Genésio de Melo Pereira, Galba Gouveia Porto, Vinícius Vasconcelos e José Pepe Júnior, cuja função designava a elaboração de um projeto de estatuto e regimento e, ainda, a organização do vestibular.

Percebe-se que no MEC, também  havia sido formada uma Comissão especializada em verificar as condições de instalação de cada tipo de escola e se realmente a região comportava tais instalações. Vieram então, algumas autoridades da Diretoria de Ensino Superior do MEC, entre elas destaca-se D. Nair Fortes Aguineri.

Nessa abordagem, a comissão conseguiu os recursos necessários, com o apoio dos representantes da empresa local – CARFEPE, adquirindo o antigo Ginásio Salesiano de Uberlândia1, um prédio cuja construção estava abandonada e necessitada de reforma para se iniciar qualquer tipo de atividade naquele local. É importante salientar, que este núcleo inicial da faculdade, deveria ser de propriedade da União, pois só assim a Escola de Engenharia obteria a sua federalização.

Ainda no ano de 1964, o presidente João Goulart veio à cidade e assinou publicamente a aceitação do terreno e do prédio destinado aos servidores da faculdade. Realizou-se então, no dia 15 de Abril de 1964, o primeiro exame vestibular da Escola de Engenharia , disponibilizando sessenta vagas para a Engenharia Mecânica e quarenta vagas para a Engenharia Química; momento em que iniciava também a revolução. Nesse período, o MEC estabeleceu a suspensão das atividades e a faculdade ficou paralisada durante todo o ano.

No entanto, após o esforço político do Deputado Rondon Pacheco em superar essas dificuldades, o Conselho Nacional de Educação – CNE, autorizou o retorno do funcionamento efetivo da escola. Logo, dia 03 de abril de 1965, realizou-se no Salão Nobre

Do Uberlândia Clube, a primeira aula inaugural ministrada pelo Professor Raymundo Moniz Aragão – Diretor do Ensino Superior do MEC - , bem como dois dias depois, realizou-se no Colégio Brasil Central, a primeira aula inaugural curricular ministrada pelo Professor Celso Correia dos Santos, visto que o prédio da faculdade (hoje CDHIS) estava em reformas.

            Durante o nosso estudo, observamos que os representantes da Escola de Engenharia desenvolveram várias práticas educacionais, incluindo a fundação do Diretório Acadêmico Genésio de Mello Pereira (DAGEMP) e eventos que discutiam a relação entre Engenharia e Desenvolvimento, traçando perspectivas para o cidadão universitário.

No governo do presidente Artur da Costa e Silva (15/04/64 a out/69), a Faculdade de Engenharia teve a sua primeira greve estudantil em função da deficiência de professores e de espaço físico, pois era necessário criar condições estruturais que permitissem consolidar um corpo docente e adquirir mais salas de aula, laboratórios e etc. O fato é que com a criação dos cursos de Engenharia Mecânica e Engenharia Química, a cidade não contava com técnicos especializados nestas disciplinas profissionalizantes. Enquanto os alunos cursavam o primeiro e o segundo ano do curso, que era de conteúdo básico e as disciplinas se limitavam a Matemática, Química e Física, o progresso se dava razoavelmente bem, pois existiam professores qualificados da Escola de Engenharia de Uberaba que apoiavam a escola daqui. Logo, a partir do 3ºano, em que entrava a parte profissionalizante das Engenharias, a cidade, ainda pequena, não dispunha de profissionais para lecionar.

O sistema de contratação de professores naquele período não acontecia em regime de dedicação exclusiva; o professor era contratado para lecionar como horista e recebia uma remuneração pouco significativa. Nesse sentido, o Diretor da faculdade, Dr. Genésio, mostrou publicamente aos grevistas a situação da Escola, visto que esta, no ano de 1967, contava com 147 alunos, 20 professores e 05 funcionários sem vinculo empregatício. Os alunos  manifestaram-se em favor da melhoria do ensino, a Escola não tem encontrado a devida consideração dos meios políticos...não há condições de nos tornarmos engenheiros...queremos realidade e não promessas. ( Entrevista – Junho/1967)

Em virtude dessa crise, a escola recebeu, pela primeira vez, os recursos orçamentários da União no valor de NCR$ 576.480,00, iniciando assim o seu processo de expansão. Nesse sentido, o presidente Costa e Silva, com base no Parágrafo 1º do Artigo 2º do Ato Institucional nº05, decreta pela Lei nº379, no dia 23 de Dezembro de 1968, que a Escola de Engenharia de Uberlândia passa a denominar-se Faculdade Federal de Engenharia de Uberlândia, a primeira faculdade federal do município. 

Na perspectiva que se enquadra o presente trabalho, adotamos as leituras das principais referências teóricas que direcionam a História da Educação e analisamos os dados coletados nos  jornais: “Correio de Uberlândia” e “O Repórter”, no período compreendido entre 1955 e 1970, disponíveis no acervo do Arquivo Público Municipal de Uberlândia. Em contato com as fontes mencionadas, selecionamos aproximadamente cento e vinte matérias relacionadas com o projeto Escola de Engenharia em Uberlândia, das quais foram escolhidas quinze, por representarem os principais aspectos que discorrem sobre a referida escola. Também fizemos um levantamento de dados, tanto nas Atas da Associação Comercial e Industrial de Uberlândia (ACIUB), quanto na Universidade Federal de Uberlândia – UFU, onde conseguimos reaver os estatutos de instalação da própria escola. Realizamos ainda, entrevistas com autoridades que estiveram envolvidas com esse processo de instalação do curso e entrevistamos os próprios ex-alunos, procurando buscar a verdadeira realidade social da cidade.

            Comprovamos que a campanha, em favor da criação da Escola de Engenharia no município, expressou uma manifestação dos setores políticos e industriais, uma vez que a cidade buscava alcançar o ritmo de progresso do país. Prova disso, foram algumas matérias patrocinadas pela ACIUB, solicitando providências junto as “forças políticas” para agilizarem o envio da mensagem ao senhor presidente da República:

 

Pedimos venia voltar presençaça [presença] de v. excia. Para renovar apelo no sentido envío mensagem ao congresso sobre criação Escola Engenharia Uberlandia [Uberlândia]. População aguarda confiante concretização, reivindicação que v. excia. Recebeu aqui com tanto apreço. Agradecimentos e Cordiais saudações.” 2

 

A referida entidade reforçou o pedido de criação da Escola de Engenharia, uma vez que o presidente da República havia prometido, no dia 24 de setembro de 1955, em praça pública a todos os uberlandenses, a criação da faculdade. É importante salientarmos, que a ACIUB tinha interesse em mobilizar os segmentos políticos no processo de acelerar a implementação da escola, a medida que vislumbrava a possibilidade de estabelecer um canal, junto ao Governo do Estado, para reivindicar o funcionamento de um Distrito Industrial em Uberlândia. Logo, percebemos que este projeto era um desafio aos setores políticos e empresariais da cidade e esta apresentava-se como um dos principais pólos de entroncamento entre as regiões Sul e Centro-Oeste do país, momento no qual ocorria a construção da nova capital federal (Brasília).

Ainda, acreditando nessa idéia, expressou-se também com muita propriedade, o engenheiro Dr. Sture Westerlund, a respeito da futura Escola de Engenharia de Uberlândia, através  de sua elucidativa oração:

 

(...) “E é nesse particular que os Engenheiros de Uberlândia, não querendo que uma região tão promissora como o Triangulo [Triângulo] Mineiro se atraze [atrase] em relação ao ritmo de progresso do País, providenciem febrilmente e incansávelmente [incansavelmente] para a criação das Escolas de Engenharia e de Agronomia do Triangulo [Triângulo], a primeira, ao que tudo indica, devendo ser localizada em nossa cidade”.3

 

Nessa temática, percebemos um forte interesse, tanto por parte do público em geral como por parte dos setores políticos e empresariais, por efetivar a criação da Escola de Engenharia no município. Por parte do público em geral, o interesse era por desenvolvimento intelectual e realização pessoal; por parte dos setores políticos e empresariais a escola deveria atender às expectativas econômicas do município, uma vez que oferecesse mão-de-obra qualificada através de uma educação profissional, capaz de solidificar a posição geo-política de Uberlândia como futuro Pólo Industrial. O amadurecimento consciente da necessidade de modernização no panorama educacional e cultural da cidade, tornou-se uma preocupação geral entre os uberlandenses da década de cinqüenta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

ARAÚJO, José Carlos Souza et alli. Educação, Imprensa e Sociedade no Triângulo Mineiro: a Revista A Escola (1920-1921). História da Educação, Pelotas, 2(3): 59-93, abril/98.

 

BUFFA, Ester e Paolo NOSELLA. Schola Mater: A Antiga Escola Normal de São Carlos     -1911-1933. São Carlos: EDUFSCar, 1996; dos mesmos autores, Industrialização e Educação: a Escola Profissional de São Carlos, 1932-1971. São Carlos, UFSCar, 1996 (mimeo).

 

CAETANO, Coraly Gará e DIB, Miriam Michel Cury. A UFU no Imaginário Social. Uberlândia, Universidade Federal de Uberlândia, 1988.

 

CATANI, Denice Barbara e BASTOS, Maria Helena Camara. Educação em Revista - A Imprensa Periódica e a História da Educação. São Paulo: Escrituras, 1997.

 

GHIRALDELLI JÚNIOR, Paulo. História da educação. São Paulo: Moraes, 1980.

 

ROMANELLI, Otaíza de Oliveira. História da Educação no Brasil (1930-1973). Petrópolis,  Vozes, 1976.

 

SAVIANI, Demerval; LOMBARDI, José Claudinei; SANFELICE, José Luiz. ( org.). História e História da Educação. Campinas, SP: Autores Associados: HISTEDBR, 1998. ( Coleção Educação Contemporânea).

 

 

 

JORNAIS:

 

AS FACULDADES( Engenharia e Direito) estão praticamente fundadas em Uberlândia. (1955, Dezembro 31). Correio de Uberlândia, Uberlândia, nº4282, P.1 e 5.

A ESCOLA de Engenharia. ( 1956, Julho 03). Correio de Uberlândia, Uberlândia, nº4382, P.1

 

CAIU PROJETO Escola de Engenharia. ( 1957, Setembro 21). Correio de Uberlândia, Uberlândia, nº4547, P.1.

 

CÉSAR, Clóvis. (1956, Setembro15). Escola de Engenharia. Correio de Uberlândia, Uberlândia, nº4431, P.5.

 

DE NOVO no cartaz e nossa escola superior de engenharia. (1959, Junho 27). Correio de Uberlândia, Uberlândia, nº7055, P.1.

 

ENGENHARIA.(1956, Julho 31). Tribuna, Uberlândia, Nº 4401, P.6.

 

 ENGENHARIA: Ainda há uma esperança.(1956, Dezembro15). Tribuna, Uberlândia, Nº 4478, P.1.

 

ESCOLA DE ENGENHARIA: Nosso ideal é superior aos obstáculos criados. (1956, Janeiro15). Correio de Uberlândia, Uberlândia, nº4290, P.6.

 

EMPACOU a Escola de Engenharia? (1956, Julho 29). Correio de Uberlândia, Uberlândia, nº4400, P.1.

 

FICAMOS sem a Escola de Engenharia. (1956, Janeiro 21). Correio de Uberlândia, Uberlândia, nº4293, P.1 e 6.

 

UMA ESCOLA de Engenharia para Uberlândia. (1955, Dezembro13). Correio de Uberlândia, Uberlândia, nº4273, P.1.

 

UNIVERSIDADE DO Triângulo ou Universidade de Uberaba? (1956, Janeiro22). Correio de Uberlândia, Uberlândia, nº4294, P.1 e 6.

VAI VENCENDO impecilhos o projeto criando a Escola de engenharia. (1957, Abril 13). Correio de Uberlândia, Uberlândia, nº4762, P.6.

 

ATAS DE REUNIÕES

 

Associação Comercial e Industrial de Uberlândia. Conselho Diretor. Ata de sessão ordinária Nº834 realizada no dia 05 de Julho 1956. Livro14.

 

Associação Comercial e Industrial de Uberlândia. Conselho Diretor. Ata de sessão ordinária Nº837 realizada no dia 08 de Agosto 1956. Livro14.

 

Associação Comercial e Industrial de Uberlândia. Conselho Diretor. Ata de sessão ordinária Nº840 realizada no dia 23 de Agosto 1956. Livro14.

 

Associação Comercial e Industrial de Uberlândia. Conselho Diretor. Ata de sessão ordinária Nº852 realizada no dia 13 de Dezembro 1956. Livro14.

 

Associação Comercial e Industrial de Uberlândia. Conselho Diretor. Ata de sessão ordinária Nº858, realizada no dia 17 de Julho 1957. Livro14.

 

Associação Comercial e Industrial de Uberlândia. Conselho Diretor. Ata de sessão ordinária Nº872 realizada no dia 16 de Maio 1957. Livro14.

 

Associação Comercial e Industrial de Uberlândia. Conselho Diretor. Ata de sessão ordinária Nº873 realizada no dia 23 de Maio 1957. Livro14.

 

Associação Comercial e Industrial de Uberlândia. Conselho Diretor. Ata de sessão ordinária Nº904 realizada no dia 05 de Dezembro 1957. Livro15.

 

Associação Comercial e Industrial de Uberlândia. Conselho Diretor. Ata de sessão ordinária Nº907 realizada no dia 19 de Dezembro 1957. Livro15.

 

Associação Comercial e Industrial de Uberlândia. Conselho Diretor. Ata de sessão ordinária Nº930 realizada no dia 03 de Junho 1958. Livro16.

 

Associação Comercial e Industrial de Uberlândia. Conselho Diretor. Ata de sessão ordinária Nº932 realizada no dia 17 de Junho 1958. Livro16.

 

Associação Comercial e Industrial de Uberlândia. Conselho Diretor. Ata de sessão ordinária Nº934 realizada no dia 15 de Julho 1958. Livro16.

 

Associação Comercial e Industrial de Uberlândia. Conselho Diretor. Ata de sessão ordinária Nº978 realizada no dia 23 de Junho 1959. Livro16.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



* Bolsista de Iniciação Científica e graduanda dos Cursos de Pedagogia e História da UFU.

** Bolsista de Iniciação Científica e graduanda do Curso de História da UFU.

*** Dr. em História pela FFLCH/USP, professor do Instituto de História da UFU.

 

1 O antigo Ginásio Salesiano de Uberlândia, atualmente é o Centro de Documentação e Pesquisa em História (CDHIS), que melhor atende e abriga novas áreas do conhecimento e da pesquisa em história. Consolidou-se a partir do Núcleo de Pesquisa e Documentação em História e Ciências Sociais (NUHCIS), fruto do projeto de uma equipe de professores (as) de História e Ciências Sociais que, além de preocupados (as) com o registro e documentação da memória histórica da região e do município de Uberlândia, aventavam também possibilidade de organização de um Museu do Índio. Em 1987, o NUHCIS se instalou no centro da cidade e desenvolveu, por quase 5 anos, seus projetos de pesquisa e extensão junto à comunidade. No final deste período, houve a criação do Núcleo de Estudos de Gênero e Pesquisa sobre a Mulher (NEGUEM) e a organização de um projeto referente a um Museu de Imagem e Som, sustentado por um acervo precioso: duas coleções de discos, doadas, perfazendo um total de quase 10 mil peças. Já em 1992, o NUHCIS é transferido para as instalações próprias do Bloco 1Q no Campus Santa Mônica, garantindo condições para uma melhor relação com o público e o desenvolvimento da ação de pesquisas, ensino e extensão. Com uma melhor infra-estrutura, a partir de 1993, o NUHCIS se transformou em CDHIS, o qual  tem por finalidade preservar, organizar e recuperar a documentação histórica, além de produzir e gerar pesquisas, promover palestras, cursos, exposições de documentos e etc. O acervo documental é composto de coleções fotográficas, discográficas jornais da cidade, da região e do país, mapoteca, videoteca e filmoteca.

 

 

2 E A ESCOLA de Engenharia. (1958, Junho 17). Correio de Uberlândia, Uberlândia, nº6673, p.1.

3 UMA ESCOLA de Engenharia para Uberlândia. (1955, Dezembro 13). Correio de Uberlândia. Uberlândia, Nº4275 P.1.