Influência da Cultura organizacional na construção do Perfil docente:

Usos e abusos do trabalho da Professora

 

Adla Betsaida Martins Teixeira[1]

 

Introdução

 

A presença de mulheres na docência de séries iniciais tem implicado na inclusão de uma série de demandas que freqüentemente ultrapassam a esfera escolar. Decorre desta situação um processo que denomino de “desintelectualização” do trabalho docente, onde cria-se um distanciamento da ação docente de um trabalho intelectual, com uma aproximação desta ação de um trabalho manual. Os docentes, em especial as professoras de séries iniciais, têm sido encorajados a se envolverem nos mais variados tipos de assuntos, tanto pelos governos como pelas comunidades locais, como solução paliativa a uma série de responsabilidades sociais para com a criança. Não obstante, este envolvimento representa também uma estratégia de conquista de poder para muitos docentes e não docente nas organizações escolares. Desta conjunção de interesses decorre, com freqüência, a associação de impressões confusas sobre o papel da(o) docente e da escola, onde os conceitos de feminilidade sobrepõem ao profissionalismo. Este artigo concentra-se nas percepções do corpo administrativo sobre a docência e no como estes têm exercido controle sobre os aspectos da docência, estabelecendo modelos de comportamento profissional, assim com as práticas pedagógicas.

 

 

Metodologia

 

Neste estudo, os conceitos de micro-política e de relações de poder são a base do sistema de análise para o entendimento das organizações escolares. Estes conceitos têm possibilitado retratar a negociação da realidade entre os agentes nas organizações escolares nas tentativas de maximizar seus interesses. A metodologia adotada foi a triangulação de dados obtidos através das técnicas de entrevistas e observação de escolas públicas (reuniões e encontros entre professores, entre professores e autoridades das Regionais, entre pais e membros das escolas e salas de professores), além de material fotográfico e impresso coletados tanto nas escolas visitadas (livros didático, livros de ocorrência, material afixado nas escolas) como em revistas de circulação nacional e no arquivo do sindicato dos professores.

As escolas visitas atendem uma população que em sua grande maioria de baixa renda, com pouca ou qualquer escolarização, provenientes de famílias onde pais são trabalhadores braçais desqualificados, poucos com formação técnica e raros com formação superior (profissionais liberais). A maioria dos alunos habita favelas nas localidades das escolas visitadas. A amostra consistiu no número de quatro escolas municipais localizadas em quatro regiões diferentes da cidade de Belo Horizonte. Foram realizadas um total de 63 entrevistas (semi-estruturadas, gravadas, transcritas e codificadas) com o corpo administrativo das escolas (diretoras, supervisoras e orientadoras educacionais) e professoras, assim como com alguns pais.

Por ser este um estudo sobre mulheres adotou-se algumas orientações para entrevistas com mulheres seguindo uma metodologia de pesquisa feminista, desenvolvendo estudo um comportamento não positivista com o objeto de estudo (vide Teixeira, 1998).

 

Resultados análises:

 

Na micro organização escolar, vários sujeitos constróem de forma ativa seus próprios significados e forjam para si uma ordem de existência (Silverman in Nias et al, 1993, p. 10). Destas interações derivam culturas organizacionais, onde os indivíduos estruturam seus pontos de vista sobre o mundo que vivem, criando uma ordem para si ao se interagirem com outros indivíduos (Nias et al, 1993, p. 10). Nesta perspectiva, as escolas devem ser analisadas como espaços de contestação e de resistência a uma cultura e a uma ideologia predominante. São estas possibilidades que nos levam a acreditar que apesar dos problemas, existe a possibilidade de se desenvolver uma pedagogia que privilegiem o pensamento crítico e a mudança da realidade (Aronwitz and Giroux ct. in Ball, 1987).

            No presente estudo, as professoras, suas concepções de práticas pedagógicas e de comportamentos profissionais, variavam significativamente de uma organização escolar para outra[2], afetadas não apenas pelas pressões materiais, mas principalmente ideológicas, oferecidas pelos grupos no local de trabalho.  As escolas possuem um cenário "social e psicológico" onde os docentes "constróem seu senso de prática, seu senso de eficiência profissional e sua comunidade profissional”. Este aspecto do local de trabalho ... parece mais crítico que qualquer outro fator na caracterização do ensino e aprendizagem para professores e seus estudantes" (McLaughlin, 1993, p. 99).

            A estereotipação do trabalho das mulheres nas escolas, com conseqüente exploração destas (Teixeira, 1998) decorrem de formas “horizontais” e não apenas “verticais” de dominação (Focault, 1976; Ball, 1987) e têm sido justificadas através das diferenças entre os gêneros, raças, idades e classes. Desta intrincada trama, que são relações de poder, floresce o perfil profissional ou melhor se re-elaboram um senso profissional "mais adaptado" àquele local de trabalho e que consequentemente afeta a prática pedagógica.

            O corpo administrativo nas organizações escolares tem contribuído significativamente para a promoção de um perfil de docente que tem levado a deterioração das condições profissionais em especial das docentes. Suas intervenções tem implicado na exploração do trabalho feminino nos âmbitos escolares.

            Diferente das professoras, estas profissionais tiveram acesso a outras opções profissionais, apesar de “opções” ainda fortemente marcadas pelas questões familiares (filhos, profissão dos maridos). A herança social e econômica destas mulheres parece ter grande influência nas suas ações profissionais, assim como, nas suas expectativas sobre o trabalho daqueles na escola, em particular no das professoras. O modo como conceituam o ser uma professora “boa” ou “ruim”, ou as qualidades e problemas que apontam no trabalho das professoras revelam a valorização de um perfil de docente que pouco se diferencia do modelo tradicional da “professorinha” do antigo primário: sacrifício, abnegação e envolvimento emocional. Estas características foram identificadas pelas entrevistadas como inerentes às mulheres. Verifique os relatos abaixo:

 

Diretora: “ ... as professoras ... são mais atenciosas. Elas tem esta habilidade exatamente por causa do lado feminino ... são como mães. A maioria é assim ... paciente. Na sociedade brasileira ... as mulheres são responsáveis por isto, cuidar de crianças. Mesmo agora que muitos homens ajudam, não é a mesma coisa. Quando as coisas ficam difíceis são as mulheres que estão lá (risos) ... Mesmo que eu pense que a presença dos homens nas escolas ... é interessante porque teríamos uma relação masculina ... Isto seria interessante porque os meninos teriam os dois lados ... Mas as mulheres são mais sensíveis. Os homens são mais pragmáticos ... Eles não se preocupam se as crianças estão chorando ...”.

 

            No relato acima é também visível a segregação sexual instituída nos ambientes escolares. Mesmo os homens tem suas funções e supostas ações ditadas por estereótipos sobre os sexos. Nesta lógica a melhoria de relacionamento nas escolas (fofocas, discussões sem fim, reuniões sem soluções), das condições de trabalho (baixos salários, precariedade material) ou dos problemas disciplinares só seriam possíveis com a presença masculina.

 

Supervisora: “... a presença masculina trás outra visão de maior dedicação ao trabalho! Em termos de funções e atitudes! Eles são mais originais. E a mulher é mais influenciada ... pelo coletivo ... Eu penso que os homens ... clamam mais e defendem mais seus pontos de vista, não aceitam as coisas, lutam por isto ... As mulheres aceitam mais ... são mais difíceis! ... Os homens, no geral, impõem mais ... Não que eles sejam melhores profissionais ... Não é normal ... um homem jovem querer fazer o curso de magistério. Ele não seria aceito! (risos)...”.

 

            Os dados das entrevistas revelam que as mulheres que ocupam postos administrativos nas escolas não acreditam na competência masculina para a docência em séries iniciais. A docência não é identificada como uma profissão como as demais. Desta maneira, as escolas representariam uma parte do mercado de trabalho onde “qualidades femininas” são necessárias, se não prioritárias. Se a docência não demanda habilitação profissional, mas vocação, então isto abre espaço para que o doméstico e para o intuitivo.

 

Diretora: “... Isto é quase como uma segunda maternidade. Nós nos envolvemos da cabeça aos pés ... Eu não penso ... (docência como profissão). Eu penso que isto vai além. Eu penso que o envolvimento é tão grande que ... é quase um altruísmo (doação) ... É como se a escola fosse nossa casa também. Eu penso que é muito difícil ver isto como profissão, de não se envolver emocionalmente com a escola ...”.

 

            A confirmação de certos estereótipos de docência (maternalismo) pelas diretoras e cargos similares tem servido simultaneamente como estratégias política, uma saída diante dos desafios impostos pela gestão democrática (mais especificamente com a eleição de diretores e vice). Desta forma, diretoras ou aspirantes a direção são encontradas cada vez mais envolvidas em associações comunitárias, estabelecendo um vínculo jamais visto com as comunidades atendidas nas escolas. Esta relação tem imposto novas tarefas para todos nas escolas, modificando a relação das docentes com as comunidades, que agora se comunicam com as escolas via votos. Tais ações tem sido também responsáveis por aumentar (e confirmar) novas expectativas de cunho assistencialista como funções da escola e dos profissionais que ali se encontram. Esta expansão de funções é freqüentemente detectada em ambientes profissionais com predominância de mulheres, o que não é apenas mera coincidência. A exposição da miséria (diária), especialmente em se tratando de crianças, torna quase impossível resistir ou mesmo precisar os limites para intervenções na vida privada dos desafortunados. Não obstante, o que as escolas tem oferecido são soluções paliativas para problemas sociais graves, transportando para a escola uma série de serviços sociais ou de cuidado de crianças, distanciando-se de sua função primeira: uma educação formal e sistematizada. Embora muitas docentes e diretoras vêem esta ação como necessária para se atingir alguma aprendizagem, não há confirmação de que o envolvimento de docente em assuntos da vida dos alunos tenha sido eficaz para mudar os índices de repetência ou evasão escolar (Novaes, 1984, Silva e Davis 1996).

            A ação maternal de algumas diretoras estende-se também no trato com as docentes. Diante da indecisão quanto a serem líderes pedagógicos ou "donas de casa”, estas usualmente transitam na segunda opção.

            Nos relatos identificamos também a equivocada associação do “ser profissional” com o “ser insensível, organizado, neutro”, características definidas como de homens. As mulheres na direção das escolas ou postos similares rejeitavam este perfil e viam a mulher como mais adequada ao posto de professora de crianças, idealizando uma mulher professora e uma escola que buscasse soluções para os inúmeros acidentes escolares. Apesar disto, seus relatos apresentaram ambigüidade quando criticavam o envolvimento das escolas em assuntos dos mais variados tipos, para muito além de questões pedagógicas, especialmente em comunidades pobres. Muitas da entrevistadas afirmaram não estarem certas sobre a adequação de seus trabalhos ou mesmo sobre suas funções nas escolas.

 

Diretora: “ ... infelizmente a escola não tem sido escola ... Ela se tornou um consultório médico e odontológico, e nós nos tornamos assistentes sociais ... a última coisa que somos é ser uma escola ... Hoje, muitas coisas são esperadas da escola (!), além de ensinar a ler e escrever ... Então, eles (comunidade) começaram a transferir, a delegar ... muitas funções que não eram funções das escolas ... E o que eram funções da escola ... se perderam mais e mais! ...”

 

Diretora: “... Eu estou no magistério a mais de quarenta anos ... a escola deixou de ter ... sua proposta inicial como um lugar onde se aprende a ler, onde se é preparado para a vida, para então ser transformada e servir aos alunos ... nos aspectos sociais de suas vidas”.

 

Supervisora: “... Este paternalismo me perturba ... pq. no mercado de trabalho todos serão o mesmo! Se o aluno quer competir ... ele precisa de boa educação ... Mas nós vemos os alunos assim: ´Pobrezinho deles! Eles são da favela, então eu vou ensinar o básico, porque eles não vão aprender mais que isto´... A escola é um ponto de referência na região. Então quando tem enchente, os desabrigados, ou campanhas de vacinação ... tudo é levado para a escola! (Estas pessoas pensam): ´Quem vai nos ajudar? Vai ser a escola`. (Eu penso que) os serviços de médico, de dentista deveriam ser oferecidos mas, não na escola ... Escola é para outras coisas, não é restaurante, não é consultório médico, não é abrigo. Tudo tem sido mandado para a escola! ... Quais são as funções da escola? Quais são as funções principais? Não deveria ser deste jeito”.

 

            Apesar dos relatos acima, as diretoras ou supervisoras parecem admirar as ações de caráter pastoral por parte das docentes e não fazem nada para prevenir isto. Ao contrários, a investigação mostrou que muitas destas mulheres administradoras tem promovido nas escolas ações que são desde a doação de materiais escolares, a resolução de problemas domésticos nas comunidades, e que tem necessariamente incluído as professoras nestas missões. Estas ações foram justificadas como sendo tarefa da escola quando – nos seus juízos – os pais “falham ou negligenciam a educação dos filhos” (e.g.: hábitos, violência doméstica, evasão escolar). Neste cenário, a professora e suas “qualidades de mulher” foram colocada como a figura central para identificar e sanar estes problemas.

            A coleta de materiais fotográficos e escritos nas escolas revelam as ações do corpo administrativo em reforçar um perfil de docente dentro de uma perspectiva da domesticação. Segue, como exemplo, parte de texto distribuídos para as professoras no dia dos professores. Este texto foi distribuído para as docentes no dia dos professores como parte do esforço de uma das supervisoras entrevistadas em agregar as professoras dentro do espírito da escola.

 

Oração da Mestra (Gabriela Mistral)

 

... Dá que eu seja mais mãe que as mães, para amar e defender, tanto quanto elas, aquilo que não é carne da minha carne ... Põe, na minha escola democrática, a luz que caia em resplendores tamisados sobre os meninos descalços, que uma vez te cercaram ... Faz-me forte, ainda em minha desvalia de mulher, e de mulher pobre; faze-me desprezar todo poder que não seja puro, toda pressão que não seja a de tua vontade ardente sobre a minha vida ... Que a minha mão seja leve no castigo e ainda mais suave na carícia. Que repreenda com dor para saber que corrigi amando! Que eu transforme a escola de espírito a minha escola de tijolos. Que a flama de seu entusiasmo lhe envolva o átrio pobre e a sala desnuda ... Que eu lembre, por fim, contemplando a palidez da tela de Velásques, que ensinar e amar intensamente sobre a Terra é chegar ao último dia com a lança de Longuinho a transpassar-me o lado!

(Dia 15 de outubro é o "Dia do Professor. Com esta página de Grabriela Mistral, procuramos homnagear àqueles a quem o País tanto deve. Obrigado professores mineiros, por nos terem ensinado a manejar a maior arma do universo. A arma do saber.)

 

            A indefinição quanto a função da escola ou daqueles que trabalham nela permite a inclusão de funções de caráter doméstico e pastoral, não pagos. Estas funções serão sempre apresentadas para as escolas principalmente em comunidades de baixa renda, onde a escola é a mais próxima, se não a única forma materializada de instituição social.

            Os constantes conflitos entre docentes e diretoras ou postos similares denunciaram as diferenças de concepções sobre a docência. Muitas professoras expressaram seus desagrados com as demandas das diretoras (incluindo ameaças, agressões verbais em público) mas, preferiam se calar diante das imposições evitando restrições ou perseguições futuras. Este achado contradiz estudos sobre as diferenças de estilos de liderança entre mulheres e homens em postos de poder (Adler et al, 1993; Gold, 1995). No presente estudo, o estilo de liderança das mulheres adotado nas suas relações de trabalho confirmam uma estratificação social já existente fora dos âmbitos escolares. No caso, a relação com mulheres de grupos sociais privados de poder (docentes) com aquelas  de grupos com poderes legitimados (diretoras e cargos afins). Assim, as mulheres oriundas de grupos no poder, perpetuando a lógica escolar que confirma a ordem social vigente, imprimindo especificamente na prática docente características pastorais. Esta forma de intervenção em assuntos sociais tem sido tradicionalmente uma função que cabe às mulheres de grupos que gozam de poder em nossa sociedade. Neste sentido, o trabalho como necessidade de sobrevivência, como apontado pelas entrevistadas, ainda não é visto com bons olhos. O estranhamento de se definir a docência como um trabalho reflete um histórico onde o trabalho pela necessidade era coisa de escravas, prostitutas ou mesmo esposas de homens "fracassados" (não  provedores), enfim pobres.

 

Conclusão:

 

            Este artigo objetivou evidenciar a ação da cultura organizacional nas escolas como transformadora do trabalho docente, especificamente da ação do corpo administrativo nas escolas sob o trabalho das decentes. A cultura escolar expressa na sua organização do trabalho, na sua arquitetura, interfere significativamente também na ação pedagógica dos profissionais que se encontram nela. Na escola confirma-se a condição de duplicidade da mulher no mercado de trabalho com a incorporação de tarefas outras que não pedagógicas. Desse movimento fortalece um perfil de docente "re-profissionalizado", instaurando um processo de “desintelectualização” das docentes.

Foram realçadas aqui as percepções e ações das mulheres nos postos administrativos das escolas (diretoras, supervisoras, orientadoras educacionais). As percepções dessas líderes sobre a docência devem ser consideradas pois estas mulheres são as representantes mais próximos daquilo que se identifica como “o empregador” (governo, patrão) e que são na verdade fontes de avaliação do trabalho docente. Estas avaliações, independente da forma como tomam nas instituições, tem privilegiando ou inibindo um perfil de docente. Assim, as mulheres que ocupam postos administrativos nas escolas têm sido responsáveis por reforça valores sobre mulheres na docência que confirmam concepções patriarcais sobre a docência. Esta prática compromete seriamente o desenvolvimento de uma educação que atenda as necessidades de seus usuários, assim a como qualquer mudança educacional, assim como o desenvolvimento profissional docente.

            O envolvimento das mulheres na docência nos mais variados assuntos sociais dentro da escola convida-nos a questionar sobre os impactos destas ações no desenvolvimento profissional. Cabe aqueles nas escolas limitarem estas demandas, encaminhando-as para outras instituições sociais.

            Conclui-se aqui a necessidade de formar profissionais da educação mais críticos e reflexivos, conscientes das tramas nas organizações escolares, onde as várias condições, dentre elas as de gênero, assim como de raça, credo, idade, classe delimitam suas ações e definem significativamente as expectativas das comunidades escolares tanto sobre a função da escola, como para os docentes. Quanto aos administradores de escolas, sejam estes homens ou mulheres, espera-se que ocupem seus espaços como líderes pedagógicos e não líderes comunitários ou mesmo “donas de casa”, concentrando suas ações para o desenvolvimento de processos pedagógicos objetivando a aprendizagem. Definir a função social, incluindo limites, para as instituições escolares, não aliena a escola das necessidades sociais e nem reduz o trabalho docente as salas de aula.


Bibliografia:

Adler S, Laney J. and Packer M. (1993) Women Researching Women. In: Adler S, Laney J., and Packer M. (eds.) Managing Women. Open University Press, Buckingham, pp. 57‑75.

 

Ball SJ. (1987) The Micro‑Politics of the School. Towards a Theory of School Organization. Routledge, London.

 

Gold A. (1995) Women-Friendly management development programmes. In: Ouston J. (ed) Women in Education Management. Longman, London.

 

Gold A. (1995) Working with Silences: Planning Management Development Couses which Work for Women too. In: Hamalainen O, Oldroyd D. and Haapanen E. (eds.) Making School Improvement Happen. University of Helsinki Press, Helsinki, pp. 99-113.

 

Novaes ME. (1984) Professora Primária: Mestra ou Tia. Cortez Editora, São Paulo, pp. 7‑143.

 

Silva RN. and Davis C. (1996) Formação de Professores das Series Iniciais. Cadernos de Pesquisa, 87:31-44.

 

Teixeira ABM (1998) Gender and Education – The process of domestication of the primary school teaching: a Brazilian case study. PhD Thesis – University of London – Uk. (cópia na UFMG – Brasil).

 

 

Grupo de Trabalho: Educação

 

Dados para contato:

Profa. Adla Betsaida M. Teixeira

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[1]-Profa. Adla Betsaida Martins Teixeira – PhD. University of London - Inglaterra - Profa. Adjunto - Faculdade de Educação – UFMG.

[2] Não se descarta aqui a socialização profissional que decorre de experiências prévias: na família, na escola ou mesmo durante a formação profissional inicial.